domingo, 16 de maio de 2021

AL MORIR LA MATINÉE


(AL MORIR LA MATINÉE)
Uruguai - 2020
Dir.: Maximiliano Contenti

Num fim de tarde chuvoso, meia dúzia de gatos pingados estão em um cinema poeira esperando para assistir algum filme de terror B sobre Frankenstein, quando um desconhecido começa a matar os espectadores.
Slasher, com alguns toques de giallo, como as luvas negras, o uso de uma faca na matança e uma certa lentidão, e com direito a mortes em on e muito sangue, como os slashers.
Não é uma maravilha, mas é daqueles filmes pra se ficar de olho no diretor, que mostra talento na direção, com destaque também para a produção e o bom uso do cenário.

sábado, 8 de maio de 2021

JAKOB'S WIFE

(JAKOB'S WIFE)

EUA - 2021

Dir.:  Travis Stevens

Mulher de um pastor de uma cidadezinha é mordida por um vampiro.

À partir daí, a mulher recatada e sem perspectivas nenhum, interpretada por Barbara Crampton, com vasta participação em filmes de terror, começa a mudar seu comportamento.

À princípio nem a própria entende o que lhe aconteceu, e com o tempo vai descobrindo como saciar seu novo apetite.

Parece legal, né? Pois é, mas essa vai direto para o inferno das boas intenções. O que poderia ser um filme interessante sobre libertação feminina, se perde em sangue exagerado e personagens idiotas, sem nenhuma profundidade. Uma pena.

Ps.: O vampiro é reciclado do clássico "Nosferatu" de  F.W. Murnau, de 1922.

domingo, 25 de abril de 2021

BREEDER


(BREEDER)

Dinamarca - 2020

Dir.: Jens Dahl

Cientista ambiciosa (no passado seria louca) descobre uma forma de rejuvenescer seus clientes, de forma a lhes dar a eterna juventude.

Só que o produto é retirado de mulheres mantidas em cárcere privado numa fábrica xexelenta. Além disso, as coitadas são submetidas a maus tratos por dois sujeitos que garantem as cenas de porn torture ao filme.

A primeira parte é arrastada, mais focada no drama e quase faz com que quase se desista do filme, que tem um certo ar amador. Depois vem a parte hard, que nem é grandes coisas, mas que pelo menos desperta o interesse de quem curte violência com um toque de misoginia.

A rigor, é uma perda de tempo excessivamente longo.

domingo, 18 de abril de 2021

NAS TREVAS


(THE DARK)

Áustria - 2018

Dir.: Justin P. Lange

Terror que foca mais no drama e na estranheza que no susto e na repulsa ou no incômodo, que talvez aqui se deva a ser uma adolescente que mata sem dó nem piedade.

Homem misterioso, que depois se percebe ser um bandido, chega a um posto de gasolina em uma região famosa por ter uma floresta supostamente assombrada.

De fato a floresta guarda um segredo, na forma de uma menina brutalizada de quem aos poucos se conhecem os detalhes de seu passado e que acaba ajudando um menino.

À partir daí o filme parece embarcar numa espécie estudo psicológico, ou coisa do tipo, aonde o afeto e a empatia seriam capazes de suavizar o caráter até dos piores monstros.

Sabe-se lá porque, o filme é austríaco mais foi filmado no Canadá e falado em inglês.

sábado, 20 de março de 2021

KILL IT AND LEAVE THIS TOWN


(KILL IT AND LEAVE THIS TOWN)

Polônia - 2020

Dir.: Mariusz Wilczynski

Animação polonesa que é esteticamente muito interessante, embora seja um tanto confusa de se entender.

Parecem as reminiscências de alguém, misturadas com toques de terror e surrrealismo.

Ou seja, é ver, se deixar levar pelo visual e, quem sabe, entender alguma coisa ou discutir com alguém o que se viu.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

INFECCIÓN


(INFECCIÓN)

Venezuela / México - 2019

Dir.: Flavio Pedota

A praga zumbi finalmente chega à Venezuela, em um filme que acaba surpreendo por ser melhor que o que se podia esperar.

Não é nenhuma obra de arte do terror, mas acaba sendo melhor que muita bagaceira por aí. A trama lembra muito a de "Extermínio": a população se vê tomada por súbita raiva, passando a se matar e devorar uns aos outros. Não fica claro se as pessoas chegam a morrer e voltam a vida cheias de desejo por sangue e morte, mas nem importa, o fundo é o mesmo.

Quanto a crise venezuelana, essa é citada indiretamente em comunicados do governo sobre histeria de alguns, numa visita a um mercado vazio, e numa sequência em que parece que a crise econômica e social é mais insolúvel que a sanitária.

Vale a vista e a curiosidade.

domingo, 7 de fevereiro de 2021

HUNTER HUNTER


(HUNTER HUNTER)

Canadá - Shawn Linden

Dir.: 2020

Casal e filha adolescente vivem nas bordas de uma floresta canadense, de onde tiram o sustento caçando animais e comercializando as peles.

A vida é miserável, e a baixa nos preços do produto levam a mulher a pôr em dúvida um modo de vida que priva a filha de contato com outros adolescentes, além do simples fato de poder estudar.

Mas eles nem têm tempo de discutir a relação, porque um lobo assassino vai entrar em cena colocando em risco a vida dos três.

Filme esperto, que começa naquela linha de "homem vs natureza" e no finalzinho mostra uma guinada interessante.

Fica uma sensação de um certo exagero no fim, mas, é daqueles filmes que fogem do óbvio e entregam uma surpresa pro espectador no fim.

domingo, 31 de janeiro de 2021

HUNTED


(HUNTED)
Bélgica / França / Irlanda - 2020
Dir.: Vincent Paronnaud

Porn tortured que parece mais um dentre muitos: mulher é sequestrada por dois sujeitos, consegue fugir, mas tem que escapar dos dois, que a perseguem em uma floresta.
Pra começar, a tal floresta tem uma lenda no passado e às vezes a natureza parece desequilibrar as ações a favor de um lado, mas não de forma definitiva, apenas como se "atrapalhasse" a um dos lados, sem que em momento algum o sobrenatural entre em cena.
Outra, é a gana com que a protagonista se defende, e que se torna quase que irracional, apesar de certa forçação de barra e exagero do fim.
Entre erros e acertos, é bem melhor que muitos por aí.

domingo, 24 de janeiro de 2021

ASYLUM: TWISTED HORROR AND FANTASY TALES


(ASYLUM:  TWISTED HORROR AND FANTASY TALES)
Argentina / Nova Zelândia - 2020
Dir.: Caye Casas / Alejandro Damiani / Kheireddine El-Helou / Carlos Goitia / Mat Johns / Damien LeVeck / Vincent Paronnaud / Albert Pintó / Denis Walgenwitz / Hendryk Witscherkowsky / Adam O'Brien

Terror em episódios que tem quase tudo o que o gênero tem direito: zumbis, assassinos, palhaços, etc.
É fraco. Só vale pelo nonsense do sujeito que não morre e frustra mãe e mulher, que se sentem envergonhadas frente aos convidados; e um com um Donald Trump transformer invadindo o México para destruir o país.
Tem uma animação sobre a morte que é curiosa, e bem feitinha; além do curta que deu origem ao longa "The Cleasing Hour".
Só vale mesmo pela curiosidade.

domingo, 17 de janeiro de 2021

A WEREWOLF IN ENGLAND


(A WEREWOLF IN ENGLAND)

Inglaterra - 2020

Dir.: Charlie Steeds

Oficial de justiça está transportando um preso para outra cidade, para que esse seja executado.

Quando a noite chega, eles têm que pernoitar numa pousada comandada por dois irmãos pra lá de esquisitos, que firmaram um pacto com os lobisomens que habitam a região e fazem dos hóspedes seu jantar.

Em 2020 o diretor / produtor realizou 4 filmes, segundo o IMDB. Bem, alguém tão prolixo dificilmente poderia apresentar algo de bom, né?

Na verdade, isso aqui é uma verdadeira bagaceira, aonde a caracterização dos bichos não passa de uma fantasia, de nível de escola de samba do segundo grupo. A movimentação dos bichos é teatral, dá a impressão que alguém disse "faz qualquer movimento aí" e os atores fantasiados andam e se mexem de forma esquisita, como se a fantasia incomodasse ou atrapalhasse os movimentos.

Têm algumas tentativas de humor, mas não dá pra rir de nada, e ainda tem uma cena constrangedora de um lobisomem com diarréia, que se estende muito mais do que seria adequado.

É pra ver, rir da tosquice, e esquecer o que se viu.

domingo, 10 de janeiro de 2021

CASTLE FREAK


(CASTLE FREAK)

EUA - 2020

Dir.: Tate Steinsiek

Mais uma vez o santo nome de H. P. Lovecraft é usado em vão.

O nome nem esconde que é refilmagem do clássico de Stuart Gordon da década de 90 que nem era isso tudo.

Mocinha herda um castelo na Albânia e vai pra lá com o namorado tomar posse da propriedade (o uso do cenário é bem legal, assim como uma tomada da cidade aonde se passa a ação).

Ela é cega e, por ter os sentidos mais aguçados, logo percebe haver mais alguém no castelo além dela e do namorado.

Mais tarde chega um grupo de amigos, que vão virar a habitual carne pro açougue.

A criatura nem é escondida - dá as caras logo nas primeiras cenas - e o filme ainda faz outras referências ao universo lovecraftiano, o que não ajuda muito, principalmente quando se assistem algumas cenas no final do filme, que são mais de mau gosto do que horror.

É só um passatempo, que parece meio datado nesses tempos de pós-terror como "Hereditário", "Nós", entre outros.

Mas a turma do "quanto pior melhor" certamente vai curtir.

domingo, 3 de janeiro de 2021

HEKS


(HEKS)
África do Sul - 2020
Dir.: Reine Swart


Troço da África do Sul, sobre uma mocinha que vê a mãe ser assassinada on line.
Um ano depois ela viaja para a terra natal, aonde se hospeda na casa da tia inválida e começa a assuntar sobre os pesadelos que vem tendo e sobre assassinatos do passado, de quem nunca se conheceu os autor.
Além disso, ela leva uma máscara tribal que estava no meio das coisas da mãe e que aparenta ter ligação com uma feiticeira esquisitona.
É confuso, mal interpretado por atores inexpressivos e parece que na edição deixaram algumas coisas de fora, como uma mulher que aparenta estar morta num banheiro (o diretor deve ter adorado o cenário, porque pelo menos 3 vezes a "ação" se passa nesse ambiente). A coitada depois não é mais vista, e fica a dúvida de que fim levou.
Promete muito, e entrega pouquíssimo com uma trama requentada, mas que podia ganhar algum frescor com a incorporação de elementos do folclore local.
Um desperdício de tempo, aonde o mais interessante acaba sendo o pôster.

sábado, 26 de dezembro de 2020

BARDA


(BARDA)

Turquia - 2007

Dir.: Serdar Akar

Grupo de amigos que se reúne com frequência em um bar é surpreendido por um bando de homens, que vão lhes torturar, estuprar e até matar sem motivo aparente.

Podia ser descrito como um filme sobre a banalidade do mal: não há motivos para a maldade que se vê em cena, apenas o próprio prazer de ser mau.

O problema é a realização um tanto precária: o bar é nitidamente um cenário, quase teatral, com jeito de improvisado. As atuações são meio toscas, meio histéricas, mas isso se entende pela simplicidade da produção.

Além disso, a violência é praticamente toda em off, mas isso não é problema, pode até ser solução, quando se consegue passar pro espectador o que ele não viu. Nesse caso, a violência é muito insinuada, nada vista e nada sentida. Um exemplo: uma moça é mutilada com uma gilete, mas, quando a coitada é vista, só se vê o sangue e fica a impressão de que alguém jogou tinta vermelha na atriz e rasgou suas roupas.

No mais, fica a impressão que nas mãos de um diretor mais calejado e de uma produção mais eficiente, poderia render um filme bem mais incômodo.

sábado, 19 de dezembro de 2020

ANYTHING FOR JACKSON


(ANYTHING FOR JACKSON)

Canadá - 2020

Dir.: Justin G. Dyck

Casal de velhinhos satanistas que perdeu o neto (a filha havia morrido antes) decide seguir o ritual de um livro antigo pra trazer o garoto de volta a vida.

Eles sequestram uma grávida, que será usada para receber a reencarnação do morto no feto que carrega. Só que eles vão invocar mais do que esperavam.

É menos ruim do que parece, principalmente pelas ideias que apresenta. A casa dos velhos se torna uma espécie de farol do mal, que vai contaminando quem dela se aproxima: o sujeito que limpa a neve da calçada e a policial que investiga o desaparecimento da grávida, além de atrair fantasmas (um deles é uma criação bem interessante, meio chupada do terror oriental).

Longe de ser bom, fica a sensação de que faltou um pouquinho pra merecer algum destaque.

domingo, 13 de dezembro de 2020

HIS HOUSE

(HIS HOUSE)

Inglaterra - 2020

Dir.: Remi Weekes

Casal de refugiados sudaneses recebe abrigo na Inglaterra. O abrigo abrange uma pequena ajuda de custo e uma casa, meio capenga, mas melhor que a dos funcionários do Serviço Social, segundo comentários desses.

O casal perdeu a filha durante a fuga de barco e ao chegar na casa, o lugar parece ser o lar de alguma entidade que os acompanhou na fuga da África.

À medida que o horror aumenta, e a sanidade do protagonista passa ser posta em dúvida, começam as revelações do passado da dupla e de como eles chegaram ali.

Mas um da safra recente do pós-terror + terror étnico.

É uma boa pedida, pois mistura o misticismo africano ao drama de quem deixou suas vidas para trás por causa da violência política.