sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

CALVÁRIO

(CALVAIRE)
Bélgica - 2004
Dir.: Fabrice Du Welz

Drama de horror que parece uma história de Kafka dirigida por David Lynch.
O filme retrata o pesadelo vivido por Marc, um cantor cujo carro enguiça à noite em uma estrada deserta.
Surge então um maluquinho, cuja presença é determinante em todos os acontecimentos do filme, procurando por sua cachorra desaparecida. Este leva Marc até uma pousada vazia por ser baixa estação.
Marc é bem recebido pelo dono do lugar, que imediatamente começa a lhe sabotar o carro, como forma de impedi-lo de ir embora.
Lá pela tantas, este surta e passa a tratá-lo como sua ex-mulher, também cantora, que lhe abandonara. Começa então o misto de calvário e pesadelo do protagonista, que inclui até uma crucificação e a obrigação de vestir as roupas da fugitiva. Surpreendentemente os demais personagens do filme (todos homens), começam a tratá-lo também como a dita fujitiva.
Mais uma vez o tal maluquinho é fator determinante na sequência dos fatos, quando surge em cena com um bezerro dizendo ser a tal cachorra desaparecida. Segue-se um banho de sangue e uma meia reviravolta, que não determina o fim da via crucis do infeliz.
Não é um filme gay; os personagens simplesmente tomam o coitado como uma mulher que nunca tem sua verdadeira estória explicada. As cenas de sexo se limitam a duas: uma de bestialismo e o estupro do infeliz.
Vale ser visto pela segurança da narrativa e da direção, que passa toda a agonia do protagonista. A fotografia é bacana, utilizando o vermelho em quase todas as cenas, em maior ou menor intensidade, e criando um clima sufocante, mesmo com muitas cenas de externas. Destaque também para uma bizarra e assustadora cena de dança no bar do povoado e para a capa do DVD.

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