sábado, 4 de abril de 2009

DRÁCULA, O PRINCÍPE DAS TREVAS

(DRACULA, PRINCE OF DARKNESS)
Inglaterra - 1966
Dir.: Terence Fisher


Dois casais de férias são alertados por aqueles aldeões assustados de sempre para não se aproximarem de um certo castelo, em cima de uma montanha. Não adianta nada, pois ao chegarem próximo ao tal castelo são abandonados pelo cocheiro que diz retornar no dia seguinte para levá-los de volta. É aí que surge um coche vazio, e ao entrarem na carruagem são imediatamente levados ao tal castelo aonde não deveriam ir e são recepcionados por um misterioso mordomo e um farto jantar. O mordomo explica que seu patrão morreu há 10 anos, mas deixou ordens para que qualquer visitante fosse bem recebido. Logo ele sacrifica um dos visitantes, e com o sangue do morto ressuscita Drácula, numa interessante cena de sobreposição de imagens. A partir daí é o de sempre: Drácula tentando cooptar a donzela restante e seu marido tentando salvá-la.
Mais uma produção da Hammer, que essa sim, é sequência direta do Drácula (1958), inclusive com cenas da morte do vampiro no filme anterior. Tem o de sempre: a floresta sinistra; os aldeões assustados que se tornaram avós daqueles velhinhos que sempre alertam sobre os assassinos dos filmes de terror; moças com decotes e um padre corajoso. Além disso, respeita a mitologia do vampirismo como alho, água benta, crucifixos e a pouca lembrada possibilidade de matar o vampiro por afogamento em água corrente.
Diz a lenda que Lee detestou o roteiro, e por isso seu personagem só aparece depois da metade do filme e não tem falas. O vampiro também tem um ar triste que tem bem a ver com sua condição de morto vivo.

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