sábado, 17 de julho de 2010

O CLUBE DO SUICÍDIO

(JISATSU SAAKURU)
Japão - 2001
Dir.: Sion Sono


54 alegres estudantes japonesas chegam a uma estação de trem de Tóquio, devidamente vestidas com seu tradicional uniforme-fetiche, contam até 3 e se jogam na frente do trem que chega à estação. Algumas até sorriem. Segue-se então um banho de sangue (meio alaranjado) e a pergunta: por que?
À partir daí novos suícidios acontecem, mas nem todos relacionados aos da estação. Esses tem uma característica: um rolo formado por pele dos suicidas é sempre deixado próximo aos locais dos suicídios coletivos.
Polêmico filme japonês que versa sobre o culto ao suicídio, que no Japão é visto como algo libertador.
O filme nunca deixa claro o que está por trás dos suicídios em massa; são sempre perpetrados por jovens, a maioria meninas, e aparentemente estão ligados a música de uma banda adolescente, Dessart, de música pop, com letras estranhamente ligadas a morte.
Tem gore ao extremo, com cabeças explodindo sob as rodas do trem e pedaços de corpos pra todo lado, sem falar no sangue abundante.
O diretor que era realizador de filmes pornôs gays teve a idéia para o filme após o suicídio de um amigo. O roteiro é um tanto confuso, tem uns personagens que não tem função no filme, como a enfermeira e o segurança do hospital, mas ainda assim rende um filme pertubador, que lança pistas falsas como uma banda de rock que se aproveita do momento para se promover, e um site que é atualizado antes das mortes, sempre prevendo quantas ainda virão. O significado do rolo de pele humana (uma cena mostra a forma bizarra como a pele é extraída) nunca é explicado - talvez simbolize a ligação entre os suicidas.
Um filme incômodo, não destinado aos de estômago fraco. Teve uma continuação: "Noriko No Shokutaku", e também é conhecido como "O Pacto".

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