sexta-feira, 29 de maio de 2009

ESPÍRITOS CONDENADOS

(VINYAN)
França / Bélgica / Inglaterra - 2008

Dir.: Fabrice Du Welz


Jeanne (Emmanuelle Béar) e Paul Bellmer (Rufus Sewell) perderam o filho nas tsunamis que arrasaram a Ásia em dezembro de 2004. Mesmo abalados eles decidem permanecer por lá, visto o corpo do menino não ter sido localizado e eles, especialmente ela, ainda terem esperanças de encontrar a criança viva. Além disso, Paul trabalha em um orfanato e é durante a exibição de um vídeo para os mantenedores do lugar que Jeanne encasqueta de ter visto o filho na filmagem.
Obcecada, ela convence o marido a contactarem o sinistro Thaksin Gao, que os levará até a fechada Mianmar, ex-Birmânia, local em que ficaria a miserável vila aonde o vídeo teria sido rodado.
Começa então um pesadelo (de estética semelhante a de "Apocalypse Now" de Coppola) rumo ao desconhecido.
Depois de abandonados pelo barqueiro, os 3 topam com um grupo de sinistras crianças, que parecem surgidas diretamente da idade da pedra, ou algo pior.
Quarto filme de du Welz, não é tão bom quanto o anterior, "Calvário", mas é um filme estranho e intrigante, aonde talvez falte um pouco da ação a que estamos acostumados com os filmes americanos. Aqui o horror também não é "oriental", como aqueles das moças de cabelos pretos e lisos.
O horror aqui parece estar na tragédia que foram as tsunamis; da miséria que envolve os personagens; da exploração desta pelos mais "espertos"; da exibição de uma ásia totalmente deprovida do lado colorido/folclórico/exótico a que o mundo ocidental está acostumado; do drama e desespero de tentar reaver um filho que tudo indica morto.
Vale pela fotografia, pela dedicação dos atores, e pelo sinistro ator que interpreta Gao; ainda que não seja um filme muto palatável.

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