sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

THE THAW

(THE THAW)
EUA - 2009
Dir.: Mark A. Lewis


Em uma estação de pesquisa no Ártico equipe de cientistas encontra um mamute que o aquecimento global tratou de retirar de uma geleira. O problema é que junto do mamute veio um insetinho tinhoso que faz de qualquer ser vivo seu hospedeiro.
Não bastasse isso, quatro estudantes, um deles filha do líder da expedição, são escolhidos para integrar a equipe de pesquisa, e para lá se dirigem para pesquisar, transar e servir de alimento para o inseto pré-histórico.
Terror fuleiro que pega carona na onda do aquecimento global e nem chega perto de algo como "Espinhos", por exemplo.
Val Kilmer, carreira ladeira abaixo e com a cara aparentemente cheia de botox, faz o cientista xiita que combate o aquecimento global e lidera a tal expedição.
Tem aquilo de sempre: um casalzinho em crise, outro que se forma em meio ao drama, algum efeito que tenta ser nojento e uma amputação que já foi vista de forma mais dramática em "Ruínas" e outros.

COLHEITA MALDITA

(CHILDREN OF THE CORN)
EUA - 2009
Dir.: Donald P. Borchers


Refilmagem de um conto de Stephen King, que já fora levado as telas em 1984. Começa apresentando uma estranha seita liderada por crianças que cultuam um deus pagão (aquele que anda atrás das fileiras, no caso a plantação de milho) e a esse deus sacrificam todos aqueles que passam dos 19 anos.
13 anos depois, um casal viajando pelas estradas da região atropela um garoto que depois eles descobrem que já estava mortalmente ferido por um corte no pescoço. Eles recolhem o corpo e seguem em frente, dispostos a procurar a polícia na cidade mais próxima, e acabam chegando a Gatlin, a tal cidade das crianças, na verdade deserta, sem eletricidade, e não localizada em mapa algum, aonde se tornam os próximos alvos das crianças, dispostas a transformá-los em oferenda a seu deus.
Feito para a tv, é mediano e até surpreende pela violência contra crianças e uma rápida cena de sexo. O desenvolvimento é bem diferente do primeiro filme e perde tempo demais com o casal discutindo a relação. Quem leu o conto, considera esse mais fiel a história que o primeiro filme. Bom para passar o tempo.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

LAKE DEAD

(LAKE DEAD)
EUA - 2007
Dir.: George Bessudo


Irmãs herdam um motel de um avô morto do qual elas nem tinham conhecimento e apesar dos alertas do pai biriteiro, com quem não se dão, vão até o local tomar posse da propriedade.
O que elas obviamente não sabem é que o local esconde um terrível segredo de família que envolve violência e incesto.
Claramente pegando carona em "O Massacre da Serra Elétrica", "Viagem Maldita" e "Pânico na Floresta" entre outros, segue aquela linha de um fiapo de história e muita carne pro açougue. A maioria das mortes não chega a causar arrepios: enforcamento, espancamento, tiros na cabeça e uma que até causa incomôdo, pois inclui tornozelos perfurados a sangue frio com um ferro. De resto, nada de novo numa história sem nada de original.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

FORÇA ESPECIAL

(THE OBJECTIVE)
EUA / Marrocos - 2008
Dir.: Daniel Myrick


Equipe do exército, que inclui um agente da CIA, é enviada ao Afeganistão logo após os atentados de 11/09 para localizar um líder religioso e gravar, dele, uma mensagem de apoio aos americanos e sua luta contra o terrorismo.
O real objetivo da missão, mantido em segredo pelo tal agente, começa a ser revelado quando são avistadas luzes misteriosas no céu; inimigos são mortos e seus corpos desaparecem no ar, além da água virar areia.
Mais um do co-diretor da Bruxa de Blair, que erra mais do que acerta. O ritmo é lento, com trama (interessante, mas mal desenvolvida) sendo apresentada aos poucos. O orçamento é visivelmente baixo, bem ao gosto do diretor, econômico em efeitos especiais, e ainda se vale de um recurso muito usado pela Hammer quatro décadas atrás, de escurecer a câmera para parecer noite, falha imperdoável numa produção simples, mas bem cuidada.
Fica muita coisa sem explicação, tipo porque um dos envolvidos na missão foi poupado e o que aconteceu com ele; o que realmente havia no deserto e porque ficava restrita a tal área; quem era o tal líder religioso, e por aí vai. E ainda termina abruptamente, sem qualquer tipo de explicação sobre o que realmente aconteceu no oásis aonde se passam as cenas finais. Totalmente dispensável e fadado ao ostracismo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

LUA

(MOON)
Inglaterra - 2009
Dir.: Duncan Jones


There's a starman waiting in the sky
He'd like to come and meet us...
Sam Bell (Sam Rockwell, de Lawn Dogs) está há três anos no lado oculto da Lua trabalhando sozinho na exploração de helio-3, a nova forma de energia usada na Terra em substituição ao petróleo. Tendo apenas a companhia do robô Gerty (voz de Kevin Spacey), ele aguarda que as últimas 2 semanas terminem, quando deverá retornar para casa e reencontrar mulher e filha, enquanto assiste aos vídeos delas que esporadicamente recebe, pois as comunicações estão com problemas devido a uma falha no satélite.
As coisas começam a mudar quando ele se sente mal, tem visões e sofre um acidente em um veículo de transporte. Ao acordar descobre que existe o que parece ser um clone dele mesmo dentro da estação. Juntos os dois decidem descobrir no que estão envolvidos.
Segundo filme dirigido pelo filho do autor dos versos acima, David Bowie, "Moon" começa com um jeitão de 2001, obviamente pela presença de um robô faz-tudo e da própria estética do filme; depois parece que vai enveredar pela seara de "Solaris", mas termina com um certo jeito "Blade Runner" de ser.
Jones fez um bom filme, que parece saído da década de 70, bem cuidado esteticamente, com roteiro bem amarrado e fotografia clean, que contrasta com certa melancolia e tristeza que transmite.
Apesar de pegar algumas idéias emprestadas (no fim se tem a sensação da história dos andróides de Blade Runner contada por um deles, embora não se tenham andróides na história) tem personalidade própria. Os fãs de ficção tipo "Sunshine" talvez fiquem incomodados com uma certa lentidão e a ausência de efeitos espetaculares, já que claramente inexiste CGI em cena. O tipo de filme aonde se presta atenção na história, e não nos efeitos que a envolvem. Genial.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

ATIVIDADE PARANORMAL

(PARANORMAL ACTIVITY)
EUA - 2009
Dir.: Oren Peli


Mikah e Katie juntam os trapinhos e se mudam para uma casa aonde começam a ocorrer estranhos fenômenos. Só que não é casa que é assombrada e sim a moça, que já tivera problemas com fantasmas antes.
O marido então decide comprar uma câmera e deixá-la ligada dia e noite, na tentativa de registrar os fenômenos que ocorrem.
A nova sensação do cinema de terror, que foi filmada em 2007 e só agora chega aos cinemas, é mais um subproduto da "Bruxa de Blair" e de "REC", com os protagonistas filmando e interpretando a si mesmos. O resultado é um filme barato, com basicamente 2 atores, um único cenário, e quase nenhum efeito especial, já que os sustos vem dos velhos bater de portas, sons de passos aonde não há ninguém, objetos que se mexem e por aí vai.
Não é ruim, diretor e elenco se saem bem, embora não convença como se fosse um "reality movie". Algumas das cenas filmadas a noite no quarto do casal realmente assustam. Tem muito blá blá blá também. Outro problema é que o final é quase que descaradamente chupado da "Bruxa..."
Pelo menos é mais honesto que muita coisa por aí.

domingo, 8 de novembro de 2009

VISÕES 2

(GIN GWAI 2/ JIAN GUI 2)
Hong Kong - 2004
Dir.: Oxide Pang Chun / Danny Pang


Joey acabou de tomar um fora do namorado e decide se matar se enchendo de remédios. Mas a tentativa dá errado e ela agora passa a ver fantasmas por todos os lados.
Produção dos Pang Brothers, como eles se autodenominam, que só pega emprestado o nome da produção anterior, pois não há qualquer relação entre os filmes.
A produção, como de hábito, é boa. Os irmãos tem boa técnica e fazem bom uso da música. A história é que foge um pouco do habitual "fantasma vingativo" que infesta o cinema de terror oriental.
Como ponto negativo, a forçada tentativa de suicídio no final. No mais, é um bom exemplo de terror oriental, com fortes toques da filosofia budista. Surpreende que não tenha ganho uma refilmagem by USA.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

MAL + VIOLÊNCIA

(MALEVOLENCE)
EUA - 2004
Dir.: Stevan Mena


Em 1989 Martin Bristol foi raptado por um psicopata que o obrigava a assistir seus crimes e nunca foi encontrado. Dez anos depois quatro ladrões assaltam um banco, e na fuga um deles tem problemas com o carro; rouba o de uma mulher e a leva junto com a filha. O destino é uma casa abandonada aonde ele e o restante da quadrilha vão dividir o roubo. O problema é que a tal casa fica ao lado daquela aonde o psicopata se esconde e nem precisa dizer que eles vão virar o próximo alvo do assassino.
Suspense barato, mas eficiente. Não perde muito tempo apresentando seus personagens, mantém a dúvida sobre o destino do menino sequestrado, tem aquele final típico com direito ao susto final, mas ainda apresenta uma surpresa que mostra que até mesmo nos piores momentos algumas pessoas ainda dão um jeitinho de se dar bem.
Boa pedida para quem não espera um filme revolucionário.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

CONVERSANDO COM OS MORTOS

(SOLSTICE)
EUA - 2008
Dir.: Daniel Myrick


Megan, ainda abalada com o suicídio da irmã gêmea viaja com amigos até a casa de campo da família para comemorar o solstício de verão (o dia mais longo do ano) e recolher as coisas da irmã, que ficaram na casa aonde ela se matara.
Logo ao chegar ela sente uma presença estranha, e começa a observar fatos, como um chaveiro que parece estar sempre próximo a ela, além de sonhos com a irmã morta.
Quando conhecem um morador local que entende de voodoo haitiano, eles fazem uma cerimônia para conversar com os mortos e então todos presenciam algum tipo de manifestação.
Resta saber se o fantasma (idêntico ao dos filmes orientais) é a irmã morta ou algum outro morto querendo se vingar ou precisando de ajuda para encontrar o descanso eterno.
Mirick é o outro diretor da "Bruxa de Blair", e fez um filme lento, sem susto algum, e que só vale pela boa sacada da revelação do mistério que envolve o fantasma. Seu parceiro na Bruxa tem tido melhor sorte.

domingo, 1 de novembro de 2009

A ÓRFÃ

(ORPHAN)
EUA - 2009
Dir.: Jaume Collet-Serra


Casal, pais de 2 crianças, decide adotar uma terceira, de forma a compensar a filha perdida ainda no ventre da mãe. Eles vão até um orfanato aonde se encantam com Esther, de 9 anos, russa, única sobrevivente de um incêndio que matou a família que a adotara antes.
Fora o jeito estranho de se vestir, a forte personalidade e a maturidade, a menina é extremamente inteligente (parece até personagem de novela de Manoel Carlos) e tem habilidades para pintura e música, além de rapidamente aprender a se comunicar através de libras com a filha surda muda do casal.
Logo fica claro para o espectador e para Kate, a mãe, que a menina tem algo de estranho, e somos então apresentados a todo tipo de maldade de que a menina é capaz.
Bom terror, apesar de forçar um pouco a barra na explicação sobre quem é a menina e na ingenuidade dos que a cercam.
Não é o primeiro filme a apresentar crianças do mal, mas com certeza esse se coloca entre os melhores deles. É impossível não sentir raiva da garota, que não se furta a matar com requintes de crueldade, além de aterrorizar seus irmãos.
Tem aqueles sustos fáceis que quase todo terror tem, como personagens que se assustam do nada, ou são surpreendidos por outro personagem que chega por trás sem se anunciar, em cenas que não acrescentam nada. Mas o destaque mesmo é a garotinha que interpreta a personagem principal, que consegue ser assustadora e mexer com as emoções do espectador.
A produção é da meio mal afamada Dark Castle, e tem nos seus créditos o nome de Leonardo de Caprio. Como curiosidade, a atriz Vera Farmiga, que interpreta a mãe das crianças, já foi mãe de outra criança encapetada, em "Joshua - O filho do Mal".
Provavelmente, um dos melhores filmes do gênero no ano.

RAÍZES DO MAL

(LIVING HELL)
EUA - 2008
Dir.: Richard Jefferies


Homem que teve as mãos marcadas a faca pela mãe com uma referência a uma base militar 33 anos atrás, descobre que a tal base vai ser desativada. Decidido a impedir que alguma coisa que estaria escondida nos subterrâneos seja libertada, ele viaja até a base, mas não consegue impedir que uma estranha forma de vida escape e comece a absorver tudo a sua volta.
O tal organismo (o filme tem o título alternativo de "Organizm") é todo feito em CGI numa produção muito pobre de idéias.
Totalmente dispensável.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A SÉTIMA LUA

(SEVENTH MOON)
EUA - 2008
Dir.: Eduardo Sánchez

Casal vai a China visitar a família dele, que é chinês. Eles tomam um táxi até a cidade aonde a família mora e no caminho o taxista admite estar perdido, para à noite em um povoado para pedir informações e desaparece.
O casal vai atrás dele e encontra um povoado deserto, com pessoas murmurando alguma coisa por trás das portas e janelas trancadas, além de animais presos como se fossem oferendas para algum deus. Eles não encontram o motorista e ao voltarem ao carro encontram esse coberto de sangue. Decididos a sair dali, eles seguem pela estrada e, depois de quase atropelarem alguma coisa, encontram um homem ferido que pede socorro e diz estar sendo perseguido por "demônios da lua". Eles ajudam o homem, mas são atacados e tem que fugir a pé com alguma coisa em seus calcanhares até outro povoado aonde vão descobrir o que são os misteriosos seres que os perseguem.
Bom terror passado na China. O tipo do filme barato, sem grandes efeitos e quase nenhum sangue. Os tais seres lembram um pouco aqueles do "Abismo do Medo" e a direção é do codiretor da "Bruxa de Blair", que repete o maneirismo de as vezes usar a câmera uma câmera de mão, com direito a inúmeras sacudidas nas fugas dos protagonistas.
Vale a vista.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

CONTOS DO DIA DAS BRUXAS

(TRICK 'R TREAT)
EUA - 2008
Dir.: Michael Dougherty


Terror aonde 4 histórias acontecem paralelamente, sem terem nada a ver umas com as outras, na noite de Haloween, no estilo do clássico Creepshow: 4 crianças e um passeio até uma pedreira aonde um ônibus com 8 crianças doentes mentais teria caído em um lago; um velhinho ranzinza que não gosta da festa de dia das bruxas; um pai doido pra se livrar do filho gordinho e algumas amigas que fazem de tudo para que a primeira vez de uma delas seja legal (essa parte conta com Anna Paquin mais uma vez as voltas com vampiros como em True Blood). Ainda tem um casal cuja função é apenas ter a mulher assassinada e comprovar que não se deve desrespeitar as tradições da data.
Boa produção de Bryan Singer em um filme absolutamente desinteressante. A historinha envolvendo as crianças é a única que despertaria algum interesse, mas logo fica óbvio o que vai acontecer. A figura da capa aparece em todos os episódios, mas participa apenas da parte do velhinho. Uma bobagem.

domingo, 25 de outubro de 2009

ESPINHOS

(SPLINTER)
EUA - 2008
Dir.: Toby Wilkins


Casal que fora passar o fim de semana acampando pára para ajudar uma moça, mas é rendido pelo namorado dessa, um bandido em fuga.
Durante a viagem eles atropelam alguma coisa que fura o pneu do carro com alguma espécie de espinho, além do dedo do tal bandido durante a troca do pneu. Eles seguem até um posto de gasolina, aonde são atacados por alguém que foi contaminado pela tal coisa, na verdade uma espécie de fungo que se desenvolve na forma de espinhos, rasga a carne e usa seu hospedeiro como meio de se propagar e se alimentar. Presos no posto, eles agora tem que lutar contra o desconhecido inimigo e tentar fugir dali.
Elenco e diretor desconhecidos, filmado em praticamente um único cenário, é rápido, curto, barato e eficiente. Tem menos gore do que aparenta, mas mantém o interesse a todo momento. É impossível não se lembrar de "O Nevoeiro", "A Cabana do Inferno" e o "Enigma do Outro Mundo", mas não é plágio. Ótima pedida.

QUEM MATOU ROSEMARY?

(THE PROWLER)
EUA - 1981
Dir.: Joseph Zito



O filme começa no fim da Segunda Guerra, quando os soldados estão retornando para casa e, durante um baile de formatura, um casal (a parte feminina é a Rosemary do título) que estava dando uns amassos num local ermo é assassinado por um maníaco vestido de soldado numa cena que remete a inúmeras já vistas no gênero: o casal morre junto, transpassado por uma daquelas ferramentas usadas em fazenda, e o assassino ainda deixa uma rosa vermelha nas mãos da moça, em referência a seu nome.
Corta para 1980, quando depois de 35 anos sem realizar o tal baile de formatura por ordem do pai da moça assassinada, um major do exército, os jovens da cidade decidem reeditar o evento.
Obviamente alguém vestido de soldado vai atacar os formandos.
Vendo assim, parece uma reedição do "Dia dos Namorados Macabro", realizado no mesmo ano, e apesar do diretor não ter feito nada que preste, tem seus méritos; além do trabalho de Tom Savini na maquiagem e Farley Granger, que trabalhou com Hitchcock em "Pacto Sinistro".
É um dos mais clássicos slashers das décadas 70/80; tenso, com direito a muito sangue e mortes cruéis em on, que incluem uma cabeça explodindo. Tem também aquele clichê velho que só do personagem que alerta os demais sobre a maldição; tem personagens que simplesmente desaparecem sem explicação e o tradicional susto final, depois do assassino já despachado. Não demora e alguém vai refilmá-lo com referência a Guerra do Golfo ao invés da Segunda Guerra.