terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

NOITES DE TERROR

(THE TOOLBOX MURDERS)
EUA - 2003
Dir.: Tobe Hooper


Nell e Steven (ela professora, ele médico) se mudam para um novo apartamento, localizado em um prédio histórico, que na verdade é um pardieiro em obras.
Ela logo se sente incomodada com a cor da água, elevador que funciona mal, etc, além da vizinhança. Enquanto isso, um misterioso mascarado começa a exterminar os moradores com diversas ferramentas: serra elétrica, pregos, martelo, etc...
Nell dá falta de uma moradora, e alertada por um velhinho começa a investigar, até se dar conta que o prédio tem estranhos símbolos e não possui os apartamentos com final 4: 104, 204, etc. Ela então descobre que o construtor estaria envolvido com magia negra, e que tais símbolos teriam relação com isso.
Óbvio que ela vai dar de cara com o assassino.
Tobe Hooper dirigiu os clássicos "Massacre da Serra Elétrica", "Pague Para Entrar, Reze Para Sair" e "Poltergeist", e depois andou dirigindo muita porcaria.
Esse é refilmagem de um explotation clássico de 1978, de mesmo nome, e até fica acima da média do que Hooper vinha fazendo
O assassino aqui ganha ares de sobrenatural, tem visual meio "Pague Para Entrar...", alguns assassinatos lembram outros de outros filmes, mas tem bom ritmo, música interessante, bom cenário e nada de adolescentes atrás de sexo e nem nudez gratuita.
Boa pedida.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

INFERNO

(JIGOKU)
Japão - 1960
Dir.: Nabuo Nakagawa


A vida de Shiro parece uma tragédia grega: ao pegar carona com um amigo, Tamura, esse atropela um homem e foge, mesmo sob os protestos de Shiro, mas são vistos pela mãe do morto, que junto da viúva decidem se vingar.
Shiro pede a namorada em casamento, mas com a consciência pesada conta a ela do ocorrido e decide procurar a polícia, quando sofrem um acidente e ela morre, aumentando a dor de consciência do coitado, que a convenceu a pegar um táxi.
Deprimido, ele recebe um telegrama do pai, dizendo que a mãe está nas últimas. Viaja então até o asilo aonde os velhos vivem e descobre que o lugar está a beira do caos: a comida é pouca e o diretor do lugar desvia recursos. Dando sequência as desgraças do protagonista, a viúva do atropelado aparece para matá-lo, mas acidentalmente é ela que morre, assim como seu amigo Tamura. Resta a mãe do morto se vingar: ela serve saquê envenenado para todos no asilo, e assim como no Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, todos vão se encontrar no além para uma espécie de julgamento, embora aparentemente já estejam condenados.
É essa sequência no inferno a parte legal do filme, que começa meio arrastado. Um lugar escuro, sinistro aonde as almas dos mortos sofrem todo tipo de tortura: são esquartejados vivos, tem mãos cortadas, olhos arrancados, dentes quebrados a paulada, são jogados em um rio de pus e detritos humanos e por aí vai. Um dos infelizes terá sua pele arrancada e os olhos esmagados sem poder gritar, pois o menor suspiro fará com que a tormenta recomece. Resta a Shiro, que agora descobriu que a noiva estava grávida tentar salvar a filha, única forma de também se salvar do inferno.
É lento, com efeitos toscos para a atualidade (a cena do esfolamento é beeeeem tosca) mas vale a vista. O tipo de filme para um público específico, mas interessado em arte do que em sangria desatada, ainda que seja considerado o filme que lançou o conceito de gore.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A TROCA

(THE CHANGELING)
EUA - 1980
Dir.: Peter Medak


John Russell (George C. Scott, sempre a beira do exagero), compositor, perde mulher e filha em acidente de carro. Depois de um período de depressão ele se muda para uma mansão isolada para tentar recomeçar a vida. Logo de cara ele houve sons estranhos que primeiro acredita serem problemas no encanamento, mas logo vai descobrir a existência do fantasma de uma criança cohabitando a casa com ele.
Sem muita alternativa, e com a ajuda de uma amiga, leva uma vidente até o lugar e essa lhe revela alguns dados sobre a criança. Decido a descobrir porque o espírito não encontra paz, ele e a amiga começam a investigar e descobrem uma trama sórdida envolvendo o assassinato de uma criança aleijada e uma polpuda herança.
Atenção para a passagem aonde eles descobrem que a criança "foi morta por um dos pais, teve o corpo jogado em um poço (de onde tenta escapar) e cabe a Russell descobrir o poço, agora encoberto por uma casa". Familiar, né? Pois é...
Mas um bom drama de horror, adulto, e com bom ritmo.

AS DUAS VIDAS DE AUDREY ROSE

(AUDREY ROSE)
EUA - 1977
Dir.: Robert Wise


Janice Templeton flagra Elliot Hoover aparentemente observando sua filha na porta da escola, e depois Bill Templeton, o pai, tem a impressão de estar sendo seguido pelo mesmo. Ele então se apresenta ao casal com uma estranha explicação: a filha do casal, Ivy, seria a reencarnação de sua filha, morta anos antes em um acidente de carro, e que reencarnara antes da hora.
O casal o toma como louco, e seguindo instruções de seu advogado o convida para uma visita a sua casa com o objetivo de conhecer suas intenções, quando então ocorre o fato que desperta as atenções de Janice: durante um pesadelo Ivy se torna incontrolável e aparentemente queima as mãos em uma janela fria (a menina morreu queimada no acidente, fato presenciado pela causadora do acidente) e só se acalma quando é chamada de Audrey Rose por Hoover.
Ivy já vinha tendo esses pesadelos a cada aniversário, e por se aproximar da idade de sua morte na vida anterior, esses estariam se agravando. Em outra crise Hoover novamente a ajuda, agora com a permissão de Janice, já desesperada por não poder ajudar a filha.
Sem alternativa, pois o pai não acredita na história dele, Hoover sequestra a garota, e o caso então vai parar na jujstiça, aonde resta a ele tentar convencer os jurados da veracidade de sua absurda história.
Baseado em obra de Frank De Fellita (autor do ótimo livro "A Entidade"), Audrey Rose é um drama de horror com história interessante, boa atuação do elenco e boa direção de Wise, e que desperta o interesse por falar de vidas passadas, base do hinduísmo, do budismo e do espiritsmo (embora esses discordem do momento da reencarnação, assim como algumas linhas do budismo). Com Marsha Mason.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

NASCE UM MONSTRO

(IT'S ALIVE)
EUA - 2008
Dir.: Josef Rusnak


Casal espera um bebê, e quando ela passa mal o médico diz que a criança já está pronta pra nascer, mesmo estando apenas com 6 meses.
Durante o parto o neném passa o rodo em todos na sala de cirurgia e é mandado para casa, sem despertar a curiosidade de ninguém por já estar completamente formado aos 6 meses.
Em casa, e com a cumplicidade da mãe, ele começa a fazer um lanchinho com os ratos, pássaros e outros animais que aparecem pela frente, até passar a se alimentar das visitas.
A inacreditável refilmagem do clássico B de Larry Cohen já começa com uma sequência absurda quando o bebê mata toda a equipe médica aparentemente sem que essa dê um gritinho sequer, pois ninguém percebe nada e as mortes são descobertas por acaso.
Nada, nenhuma sequência, cena ou idéia que preste ou justifique a refilmagem do original. Um daqueles casos em que se lamenta que os responsáveis não tenham virado janta pro monstrinho do filme.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A ÚLTIMA CASA

(THE LAST HOUSE ON THE LEFT)
EUA - 2009
Dir.: Dennis Iliadis


Mari e Paige, duas adolescentes, topam acompanhar um desconhecido até o motel aonde ele está hospedado para comprar maconha, mas são surpreendidos pelo pai do sujeito, Krug, um bandido violento recém resgatado da prisão pelo irmão e a namorada, e que exerce um violento domínio sobre o filho.
As moças são raptadas e levadas no carro de Mari, que havia dito aos pais que dormiria na casa da amiga, e que acaba provocando um acidente na estrada, próxima a sua casa. Sem carro, e depois de uma tentativa de fuga de Paige, os bandidos a matam com alguma crueldade e Krug estupra Mari, que se joga no rio e, baleada, é dada como morta pelos bandidos.
Sem carro e debaixo de um temporal, eles se dirigem para a única casa da região: a do título (última da esquerda, no original), que é a casa de Mari.
Eles inventam uma história para os pais da moça, que os recebem e os alojam eu sua casa até descobrirem que eles são os responsáveis pelas barbaridades que aconteceram com sua filha e se vingarem com violência igual, ou talvez até pior, que a dos bandidos.
Refilmagem do violento (ainda hoje) clássico de Wes Craven que mantém a estrutura original da história e altera um pouco a personalidade do filho do bandido: quase um retardado no original, e agora tímido e oprimido pelo pai, além do destino da filha do casal, aqui poupada da morte.
Também violento, apela para aquelas cenas que causam nervoso no espectador: dedos triturados num triturador de alimentos, um nariz quebrado colocado no lugar a sangue frio e depois usado como instrumento de tortura, além de uma boa cena de cabeça explodindo. Por outro lado, diminui sensivelmente as sequências de nudez, violência e humilhações contra as moças, cortando inclusive a cena de lesbianismo forçado e reduzindo a sordidez do filme de um modo geral.
A idéia de refilmar o filme de Craven só mostra a falta de criatividade do cinema de terror americano, que agora sobrevive de remakes, embora esse aqui não faça feio perto do original, mesmo que os atores que interpretavam os bandidos no original fossem mais assustadores. Com Tony Goldwin, o vilão de Ghost, como o pai da moça.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

MARTIN

(MARTIN)
EUA - 1977
Dir.: George A. Romero


Martin aparenta ser um adolescente tímido, mas na verdade é um vampiro de 84 anos completamente deslocado no mundo em que vive e com uma particularidade: suas vítimas, sempre mulheres, são dopadas antes que ele abuse delas sexualmente e as sugue o sangue, não com caninos afiados, mas através de um corte com uma gilete, sempre acompanhado de um pedido de desculpas. Depois seus corpos são abandonados de forma a parecer suícidio.
Ele é enviado para a casa de um primo mais velho, que só o aceita por medo de a família ser amaldiçoada e jura matá-lo caso ataque as mulheres da cidade.
Martin segue sua vida tediosa trabalhando como entregador na loja do tio, até se apaixonar por uma mulher casada, a única com quem consegue ter sexo sem a necessidade de dopá-la. Só que o primo está de olho nele...
O mergulho de Romero no universo vampiresco rendeu um filme estranho, meio desolado, aonde cruzes, alho, luz do sol, dentes afiados e outras lendas envolvendo vampiros são deixados de lado. O protagonista, por exemplo, nem de longe lembra o sedutor, decidido e violento Drácula de Christopher Lee. É um garoto tímido, sem graça, calado e que se acredita doente.
Deveria ser melhor lembrado, pois é bem original em seu enfoque do universo dos vampiros.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O EXÉRCITO DO EXTERMÍNIO

(THE CRAZIES)
EUA - 1973
Dir.: George A. Romero


Avião contendo uma arma biológica cai nos arredores de uma pequena cidade e causa um surto de loucura entre seus moradores ao contaminar a água: alguns se tornam violentos; outros, completamente apáticos. Cercados pelo militares e sem saber ao certo o que está acontecendo, resta a alguns deles resistirem ao cerco e tentar escapar, o que é o que acontece com um grupo formado por um bombeiro voluntário e sua namorada enfermeira; um amigo de ambos e um pai com sua filha já contaminada. Em uma cena curiosa, que mostra a insanidade que toma conta de todos, enquanto um grupo combate o exército, uma mulher varre o chão no meio da troca de tiros.
Produção de George Romero, fora (mas nem tanto, o comportamente de alguns lembra os dos mortos vivos) do universo de seus filmes de zumbi, tem história muito semelhante ao do recente, e ótimo, "O Sinal", embora neste o foco seja na doença, e no de Romero na tentativa de controlá-la. A impressão, embora mais de 3 décadas separem os filmes, é que ambos se completam.
É curioso, não tem muitas cenas de gore e tem o viés político que Romero gosta de imprimir a seus filmes, aqui com crítica ao comportamento do exército e seu pouco caso com a população e seus soldados, pois se cogita o lançamento de uma bomba atômica, sem a retirada dos soldados, devido ao risco de contágio. Aliás, o exército é até mostrado como algo aonde falta inteligência, pois leva para o centro do contágio o único cientista capaz de descobrir a cura, e o instala em um hospital sem a menor condições de pesquisa; em outra cena um militar reclama ser um oficial de comunicações, e nada saber sobre como lidar com a situação vigente.
George Romero sempre vale a vista, até para comparar com o remake previsto para este ano.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

ISOLADOS

(LONG WEEKEND)
Austrália - 2008
Dir.: Jamie Blanks


Casal em crise decide passar um fim de semana prolongado pegando onda em uma praia deserta e isolada na companhia de um outro casal, que se perde e não participa das roubadas (o fim de semana e o filme).
Logo eles se assustam com a floresta (eles não sabem que a mata tem animais que fazem barulho a noite) e também não estão nem aí com essa moda de preservação, não se furtando a jogar lixo pra todo lado, cigarro aceso pela janela do carro, além de matar animais sem motivo algum. Só que a mãe natureza vai se vingar deles (infelizmente não do diretor).
84 minutos de muito tédio, roteiro idiota e absolutamente nenhuma idéia interessante, em um filminho sem qualquer razão de existir.
Com Jim Caviezel, de "A Paixão de Cristo".

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

UM PASSE DE MÁGICA

(MAGIC)
EUA - 1978
Dir.: Richard Attenborough


Também conhecido como "Magia Negra".
Ventríloquo se assusta ante a possibilidade de fazer sucesso, e acaba revelando uma personalidade atormentada, dominada pelo boneco que lhe dita os atos. Sem muita alternativa e sem conseguir fugir do domínio do boneco, só lhe resta obedecer as ordens do tal, inclusive matando quem lhe atravessa o caminho.
Attenborough nunca fez nada muito memorável como diretor, mas esse deve confirmar a regra. Uma mistura de drama e suspense, com toques de terror, pois em determinado momento até o espectador se pergunta se realmente o boneco não tem vida própria. A atuação de Antony Hopkins ajuda muito e acaba sendo um contraponto a seu personagem mais famoso, pois se Hannibal Lecter era o autocontrole e a frieza em pessoa, seu personagem aqui demonstra a todo momento não ter qualquer domínio sobre seus atos.
Com Ann Margret como uma antiga paixão do protagonista e Burgess Meredith como seu agente.

UM NOVO CONTATO

(EVIL ALIENS)
Inglaterra - 2005
Dir.: Jake West

Terrir.
Equipe de um programa sensacionalista sobre OVNI's, aliens e assemelhados, descobre um caso de uma mulher que diz ter sido raptada por ET's, teve o namorado morto por esses e agora estaria grávida.
Eles então viajam ao País de Gales para fazer uma reportagem sobre o assunto e tentar melhorar a audiência do programa, que perde até para o canal de televendas.
Só que o caso é real, e eles se veem no meio de uma invasão alienígena além de se envolverem numa batalha nos moldes de "Fome Animal" e "Dead Snow".
Filminho bagaceiro que quem curte trash vai adorar. Sobram cabeças explodindo, empalamento, sondas enfiadas em locais improváveis, tripas, sangue, gags que se repetem a exaustão e momentos constrangedores para quem curte um filme mais sério. Tem muito gore e uns efeitos até interessantes e algumas citações, mas que não sustentam a história idiota. Um bobagem total que só serve para perder tempo.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

JUÍZO FINAL

(DOOMSDAY)
Inglaterra - 2008
Dir.: Neil Marshall


Extermínio, Fuga de Nova Iorque & Mad Max.
Vírus que causa terríveis feridas dizima a população da Escócia. O governo do Reino Unido decide então tomar uma medida drástica: construir um muro de contenção em toda a fronteira da Inglaterra com a Escócia, além de minar e patrulhar ostensivamente os mares da costa escocesa.
25 anos se passam, a Escócia e o vírus são esquecidos pelos ingleses, mas esses acabam isolados pelo resto do mundo e entram em crise, que piora quando o vírus ressurge agora entre a população de uma superpovoada Londres.
O governo inglês, que sempre manteve satélites de olho nas antigas grandes cidades escocesas, e que há 3 anos descobriu sobreviventes no esquecido país decide então, escondido da mídia, mandar uma equipe liderada pela Major Sinclair (um Rambo de saias) procurar as pesquisas de um cientista que ficara para trás quando do isolamento do país, pois só ele poderia ser o responsável pela descoberta de uma cura. Fim do momento "Extermínio".
(Aqui um parêntesis: se o governo inglês monitorava o território escocês, como não percebeu que até uma locomotiva Maria Fumaça era utilizada?)
Aí começa o momento "Fuga de Nova Iorque", com a equipe vasculhando uma Glasgow devastada até topar com os sobreviventes: uma gangue violenta e canibal, vestida naquele modelo punk/mendigo que foi figurino de filmes como "Mad Max 2", "Waterworld" e inúmeras produções de B a Z, que os persegue e massacra pelas ruas da cidade. Como em todos os filmes do gênero, os sobreviventes são ajudados por alguém e fogem de Glasgow, até toparem com outra colônia de sobreviventes: esses vivem como na Idade Média, num castelo, com direito a cavaleiros de armadura, escudo e lanças.
Eles fogem de novo, e tem início o momento "Mad Max 2" com uma fuga alucinada por estradas desertas até culminar com um momento "Fuga de Los Angeles".
O filme, dirigido pelo mesmo responsável pelo ótimo "Abismo do Medo", parece um amontoado de clichês e situações tiradas de outros filmes. E é mesmo. Tem aquelas cenas de ação escapistas como um carro que passa por uma porta no momento exato em que essa se fecha; alguém que pula em um trem na hora agá; além da inevitável piadinha em hora imprópria.
Tem também muito, muito sangue, com direito a cabeças e corpos explodindo em close e um cena digna de "Holocausto Canibal", quando a horda de selvagens faz churrasco de um soldado ainda vivo, e depois esse vira comida para a massa.
Não dá sono, pois o ritmo frenético e a câmera inquieta não dão muita trégua, mas é para ver, lembrar das "referências" e esquecer logo depois. Com Bob Hoskins e Malcolm McDowell.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

FOME ASSASSINA

(FEED)
Austrália - 2005
Dir: Brett Leonard


Homem mantém mulheres gordas (daquelas com obesidade mórbida) trancadas em um quarto aonde as alimenta supostamente para satisfazer suas taras sexuais. Isso, nos EUA.
Na Austrália, um policial que investiga crimes envolvendo a internet topa por acaso com um site aonde as tais gorduchas são exibidas, e descobre que na verdade o tal sujeito fatura um troco com suas, digamos, escrava sexuais, promovendo apostas sobre o tempo de vidas das coitadas.
O policial viaja então para os EUA disposto a acabar com a farra da exibição de mulheres gordas se empanturrando de comida frente as câmeras.
Se parece esdrúxulo assim, imaginem assistindo. A direção tenta ser estilosa, mas a hitória é meio forçada, os diálogos são de gosto duvidoso e o final é pior que o resto da história. Tem umas ceninhas nojentas envolvendo comida mas nada que seja memorável.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A HORA NEGRA

(LA HORA FRÍA)
Espanha - 2006
Dir.: Elio Quiroga


O filme é narrado pelo menino Jesus (não o filho de Maria), que sonha em ver o mar, e é integrante de um grupo de sobreviventes de uma guerra mundial que vive escondido em um abrigo, tendo que sobreviver a escassez de água e alimentos, além dos ataques dos chamados "estranhos": seres humanos contaminados com alguma arma biológica que se assemelham a zumbis.
O grupo é pequeno, 9 pessoas, e passa o tempo estudando, assistindo velhos filmes, inclusive de propaganda da guerra e relembrando como foram pouco a pouco sendo dizimados pelos tais estranhos, além da incerteza sobre a existência de outros sobreviventes.
Interessante sci-fi com toques de terror e final desolador e apocalíptico, que guarda uma surpresa sobre a localização do abrigo aonde se escondem os sobreviventes.
A tal hora fria do título original (que aqui ganhou erradamente o título de Hora Negra) se refere ao momento em que os geradores são desligados, o abrigo é tomado por uma onda e frio e é invadido pelos "invisíveis", uma forma de vida também pronta para caçar os poucos sobreviventes.

domingo, 13 de dezembro de 2009

GRACE

(GRACE)
EUA / Canadá - 2009
Dir.: Paul Solet


Madeline está grávida de 8 meses e tem um histórico de dificuldade para engravidar, tendo feito tratamento de fertilidade. Natureba convicta (ela dá leite de soja para a gata), está decidida a ter o bebê com uma parteira dentro de uma banheira, mesmo com certa resistência do marido.
Entretanto, um acidente de carro mata o neném e o marido e ela decide esperar as 3 semanas de gravidez que restam para ter a criança da forma planejada. Surpreendentemente, a criança que nasceu morta ganha vida, e logo ela vai descobrir que sua filha tem hábitos alimentares bem diferentes dos seus, preferindo sangue no lugar de leite materno.
Com um pé no drama (é dolorosa a cena da mãe com a filha recém nascida morta no colo), foi apresentado no Sundance Festival, aonde 2 pessoas teriam desmaiado durante a apresentação, o que levou o filme a ganhar a alcunha de "o mais assustador de todos os tempos", o que é um exagero.
Um filme pertubador, algo incômodo, que só não explica o porque da predileção da menina por sangue. Boa pedida.