quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A MANSÃO DO INFERNO

(INFERNO)
Itália - 1980
Dir.: Dario Argento

 
Segundo filme da trilogia das Mães, de mestre Argento.
Rose compra um livro raro sobre as "Três Mães", escrito por um suposto alquimista e arquiteto Varelli, que afirma ter construído as casas de 3 bruxas que governariam o mundo: a Mãe dos Supiros, moradora de Friburgo, Alemanha, e morta no filme anterior, "Suspiria"; a Mãe das Trevas, moradora de Nova Iorque; e a Mãe das Lágrimas, moradora de Roma, objeto do último filme da trilogia.
Ela conclui que o tal prédio seria o em que ela mora, e começa a bisbilhotar até descobrir uma área alagada e um cadáver no porão.
Rose termina morta de forma violenta por alguém de luvas negras (um mito do cinema de horror italiano), mas antes escreve para o irmão Mark, em Roma, mas a carta acaba na mão da assistente dele, outra abelhuda, que lê a carta e ao procurar se informar sobre o livro em uma biblioteca romana acaba topando com uma figura sinistra e tendo o mesmo destino que a outra.
Mark então vai a Nova Iorque procurar a irmã, e começa a investigar o prédio, instigado por uma vizinha e amiga da irmã. Enquanto isso, o assassino de luvas negras vai matando os moradores do prédio sem motivos aparentes.
Esse aqui não tem música da banda Goblins, habitual colaboradora de Argento, tem um roteiro mais simples que o anterior e se vale de uma fotografia irreal, que realça o azul e o vermelho.
Vale pela direção visivelmente detalhista e artesanal de Argento, que busca a valorização dos enquadramentos e o uso de cenários e da citada fotografia.
Tem também uma violenta sequência de ataque de gatos capaz de deixar "Deixe Ela Entrar" parecendo teatro infantil.
E ainda tem Alida Valli, que roubava a cena como a professora Tanner em "Suspiria" infelizmente num papel bem menor que o anterior, mas mesmo assim marcante por seu sorriso assustador.
Como curiosidade, Argento adoeceu durante a filmagem, e Mario Bava assumiu a direção de algumas cenas, como a do ataque dos ratos, e Lamberto, seu filho (diretor do clássico "Demons"), foi assistente na produção.

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