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sábado, 1 de junho de 2013

A BATALHA DOS CIBORGUES

(NATURAL CITY)
Coréia - 2003
Dir.: Byung-chun Min


Espécie de Blade Runner coreano: no ano de 2080, em uma sociedade que usa andróides em seu dia a dia, um deles se revolta e invade o centro que os produz, e um policial é encarregado de caçá-lo, além de ter que lidar com sua paixão por uma "boneca", como as andróides são chamadas e cujo prazo de validade está expirando.
É parecido demais com o filme de Ridley Scott: os seres cibernéticos tem um prazo de validade, como no filme deste e a produção toda é claramente inspirada em seu filme.
A cidade é gigantesca, chove o tempo todo e tem uma nave que sobrevoa a cidade anunciando viagens a outros mundos.
Fora um ou outro elemento novo, e a utilização de lutas de artes marciais com ares de "Matrix", a impressão é de uma mal disfarçada refilmagem, que não acrescenta muita coisa ao original.
Talvez os fãs de sci-fi gostem pela movimentação e pelo visual, mas quem conhece o original não vai curtitr muito.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

JUÍZO FINAL

(DOOMSDAY)
Inglaterra - 2008
Dir.: Neil Marshall


Extermínio, Fuga de Nova Iorque & Mad Max.
Vírus que causa terríveis feridas dizima a população da Escócia. O governo do Reino Unido decide então tomar uma medida drástica: construir um muro de contenção em toda a fronteira da Inglaterra com a Escócia, além de minar e patrulhar ostensivamente os mares da costa escocesa.
25 anos se passam, a Escócia e o vírus são esquecidos pelos ingleses, mas esses acabam isolados pelo resto do mundo e entram em crise, que piora quando o vírus ressurge agora entre a população de uma superpovoada Londres.
O governo inglês, que sempre manteve satélites de olho nas antigas grandes cidades escocesas, e que há 3 anos descobriu sobreviventes no esquecido país decide então, escondido da mídia, mandar uma equipe liderada pela Major Sinclair (um Rambo de saias) procurar as pesquisas de um cientista que ficara para trás quando do isolamento do país, pois só ele poderia ser o responsável pela descoberta de uma cura. Fim do momento "Extermínio".
(Aqui um parêntesis: se o governo inglês monitorava o território escocês, como não percebeu que até uma locomotiva Maria Fumaça era utilizada?)
Aí começa o momento "Fuga de Nova Iorque", com a equipe vasculhando uma Glasgow devastada até topar com os sobreviventes: uma gangue violenta e canibal, vestida naquele modelo punk/mendigo que foi figurino de filmes como "Mad Max 2", "Waterworld" e inúmeras produções de B a Z, que os persegue e massacra pelas ruas da cidade. Como em todos os filmes do gênero, os sobreviventes são ajudados por alguém e fogem de Glasgow, até toparem com outra colônia de sobreviventes: esses vivem como na Idade Média, num castelo, com direito a cavaleiros de armadura, escudo e lanças.
Eles fogem de novo, e tem início o momento "Mad Max 2" com uma fuga alucinada por estradas desertas até culminar com um momento "Fuga de Los Angeles".
O filme, dirigido pelo mesmo responsável pelo ótimo "Abismo do Medo", parece um amontoado de clichês e situações tiradas de outros filmes. E é mesmo. Tem aquelas cenas de ação escapistas como um carro que passa por uma porta no momento exato em que essa se fecha; alguém que pula em um trem na hora agá; além da inevitável piadinha em hora imprópria.
Tem também muito, muito sangue, com direito a cabeças e corpos explodindo em close e um cena digna de "Holocausto Canibal", quando a horda de selvagens faz churrasco de um soldado ainda vivo, e depois esse vira comida para a massa.
Não dá sono, pois o ritmo frenético e a câmera inquieta não dão muita trégua, mas é para ver, lembrar das "referências" e esquecer logo depois. Com Bob Hoskins e Malcolm McDowell.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

CASSHERN - REENCARNADO DO INFERNO

(CASSHERN)
Japão - 2004
Dir.: Kazuaki Kiryia


Em meio a uma guerra entre duas nações denominadas "Eurásia" e "Federação do Leste", que já dura 50 anos, causou destruição do meio ambiente e a contaminação da população com inúmeras doenças, o Doutor Azuma trabalha em um projeto chamado "neo-células" que visa produzir "peças sobressalentes" para o corpo humano. O projeto é financiado por um empresário que busca prolongar sua vida, além do interesse do próprio Azuma em curar sua mulher, que está ficando cega.
Então, num momento à la monstro de Frankenstein, um estranho raio atinge o laboratório aonde são feitas as experiências com as tais células e essas se recombinam ganhando vida. O exército massacra os novos seres vivos, mas alguns fogem, alcançam uma fábrica, se auto-denominam "neo-sapiens" (ou neo-humanos, conforme a tradução) e declaram guerra aos seres humanos. Surge então um exército de robôs em uma sequência impressionante que mistura animação, computação gráfica e atores, disposto a exterminar a raça humana.
Enquanto isso, o Dr. Azuma decide trazer de volta à vida o filho, Tetsuya, morto na guerra, mergulhando-o na banheira das tais células. Esse volta a vida na forma de Casshern, uma espécie de deus esperado por um povo agora massacrado por 2 exércitos. A armadura que ele usa visa manter seu corpo unido, tal a intesidade de força que Tetsuya adquiriu graças as tais neo-células.
A partir de então Casshern se volta contra os neo-sapiens, pois estes levaram sua mãe e segue uma guerra total entre as 3 forças.
Impressionante e tresloucada ficção japonesa, aonde fotografia, cenografia, cenários e música contribuem para a manutenção de um clima surreal e absurdo, difícil de ser explicado. A sequência da transformação dos 4 esfarrapados neo-sapiens em líderes de um exército de robôs já vale o filme, que também passa uma mensagem de que ninguém é totalmente bom ou mau, e o segredo é aprender a coexistir, e que o amor vale mais que qualquer coisa.
O típico filme que ganha muito sendo visto em tela grande. A fotografia que usa diversos filtros, mas com visível valorização dos tons de vermelhos é outro destaque absoluto, além das sequências de luta totalmente irreais.
É baseado em um mangá e, segundo informações da internet, foram incluídas algumas alterações no roteiro, mas o básico foi mantido.