Marrocos / França / Catar - 2023
Dir.: Sofia Alaoui
Nave viajando pelo espaço é atraída pela gravidade de um planeta desconhecido, e seus integrantes vão descobrir que a população já se encontra extinta, mas o que os exterminou não.
Equivocada obra soviética baseada em um livro, e que pelo menos é curta, nem chega a 1h e 10 min.
A parte "científica" é interessante, com a tripulação explorando o planeta o que incluí uma nave abandonada e depois a descoberta de que a escuridão esconde um ser agressivo.
Só que essa parte, com seus deliciosos trajes de astronouta e um veículo explorador pra lá de estranho, é curta demais.
O resto trata de amores impossíveis, divagações filosóficas e encheção de linguiça. Ainda tem alguma coisa sobre uma aliança entre povos, não fica claro, mas parece envolver ET's, e que poderia ser melhor explicada/explorada.
Ah sim, o pôster é show.
(VELD)
URSS - 1987
Dir.: Nazim Tulyahodzhayev
Casal dá um aparelho de realidade virtual para os filhos e o brinquedo começa a afetar as crianças, além de trazer de volta a vida os entes queridos dos moradores da vizinhança.
Ficção científica da URSS baseada na obra de Ray Bradbury, feita visivelmente com pouquíssimos recursos.
Ao contrário do cinema de ficção da URSS, esse aqui é mais sombrio, pessimista, e talvez já meio que antecipasse o fim do país.
A trama em si parece ser um paralelo a isso: um equipamento (estado) que interfere na vida do cidadão comum, fazendo-o ver o que não existe e cooptando-o a seu interesse, eliminando a vontade própria (as crianças chegam a se voltar contra os pais influenciadas pelo "brinquedo").
A imagem é ruim, é meio lento, mais vale como curiosidade do cinema da extinta URSS.
Japão - 2014
Dir.: Takashi Miike
Numa sala de aula os alunos do ensino médio são submetidos a um jogo bizarro. As regras não foram explicadas, mas logo se entende: é uma espécie de "batatinha-frita-um-dois-três" executado por uma cabeça virada pro quadro negro.
Quando ela se vira, quem estiver se mexendo tem a cabeça explodida, espalhando milhares de bolinhas de gude pelo chão, dificultando a movimentação dos demais.
Impossível não lembrar imediatamente do mega sucesso "Squid Game / Round 6", embora aqui as pessoas não foram voluntárias, mas obrigadas a participar de um "jogo" cuja origem se desconhece.
Seguem-se outras provas, cada uma com os remanescentes das fases anteriores (a segunda é um jogo de gato e rato, aonde o gato é uma daqueles bonecos que ficam balançando a patinha, vendidos em lojas esotéricas da vida).
Daí pra frente, até pelas esquisitices típicas do cinema de sci/terror japonês e a própria dinâmica dos "jogos", o filme vai perdendo o interesse.
Mas, é impossível não associar esse à série do serviço de streaming.
Mas Miike sempre vale a vista, embora o filme se estenda um pouquinho além do que devia.
(DIE TÜR)
(HISO HISO BOSHI)
(KILL SWITCH)
(PROSPECT)