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domingo, 25 de abril de 2021

BREEDER


(BREEDER)

Dinamarca - 2020

Dir.: Jens Dahl

Cientista ambiciosa (no passado seria louca) descobre uma forma de rejuvenescer seus clientes, de forma a lhes dar a eterna juventude.

Só que o produto é retirado de mulheres mantidas em cárcere privado numa fábrica xexelenta. Além disso, as coitadas são submetidas a maus tratos por dois sujeitos que garantem as cenas de porn torture ao filme.

A primeira parte é arrastada, mais focada no drama e quase faz com que quase se desista do filme, que tem um certo ar amador. Depois vem a parte hard, que nem é grandes coisas, mas que pelo menos desperta o interesse de quem curte violência com um toque de misoginia.

A rigor, é uma perda de tempo excessivamente longo.

domingo, 25 de agosto de 2019

CUTTERHEAD

(CUTTERHEAD)
Dinamarca - 2018
Dir.: Rasmus Kloster Bro


Fotógrafa desce às escavações do metrô de Copenhague para fotografar os trabalhadores do local, para uma exposição.
O ambiente é inóspito, claustrofóbico, e sob permanente risco de um acidente, que é o que acontece.
Trancada com mais dois operários em uma câmera de despressurização, os 3 ficam na expectativa de um resgate, correndo o risco de falta de oxigênio, além da possibilidade de um incêndio.
Tem um pé em cada estilo, mas funciona mais como drama do que como terror.
Filme bem realizado, que vale a vista.

domingo, 5 de março de 2017

SHELLEY

(SHELLEY)
Dinamarca / Suécia - 2016
Dir.: Ali Abbasi


Casal convida uma imigrante para viver com eles, com o objetivo de engravidá-la e depois ficar com a criança, já que a mulher não pode engravidar.
A casa não tem luz elétrica e apenas um telefone fixo, que ela pode usar para ligar para a família. O casal também tem uma espécie de guia espiritual que acompanha a gravidez.
Só que a grávida começa a dar sinais de loucura, ou de estar atormentada por alguma coisa de outro mundo.
Terror que bebe da fonte de "O Bebê de Rosemary", tocado em um ritmo sombrio, com poucos diálogos e explicações.

domingo, 23 de outubro de 2016

ENCOUNTERS

(ENCOUNTERS)
Dinamarca / Suécia - 2014
Dir.: Anders Johannes Bukh


Quarteto viaja para uma floresta no norte da Suécia para realizar um filme amador.
Eles levam câmeras - que ficam ligadas o tempo todo - barracas e comida, mas nenhum carro, porque foram deixados lá para serem recolhidos depois.
Bom, já deu pra sacar que estamos diante de mais found footage que envolve ET's, floresta sinistra, luzes misteriosas, etc.
É desnecessário dizer que segue a receita de todos os filmes do gênero, com blábláblá pra apresentar personagens, gracinhas por parte de um dos personagens, e sons e aparições intrigantes que se propõem assustadoras.
O problema é o de sempre: como entender alguém carregando uma câmera e filmando quando é perseguido por algo assustador?
Se salvam as rápidas aparições das naves alienígenas, bem elaboradas mas pouco exploradas.

domingo, 1 de maio de 2016

THE BLACKWATER GOSPEL

(THE BLACKWATER GOSPEL)
Dinamarca - 2011
Dir.: Bo Mathorne


Moradores se desesperam com o que acreditam ser a morte rondando sua pequena cidade e culpam um coitado devido a sua suposta falta de fé.
Mas, se eles tivessem assistido "A Máscara da Morte Rubra" eles saberiam que a morte é apenas um instrumento muitas vezes à serviço da estupidez humana.
Animação visualmente deslumbrante.

domingo, 6 de dezembro de 2015

QUANDO OS ANIMAIS SONHAM

(NAR DYRENE DROMMER)
Dinamarca / França - 2014
Dir.: Jonas Alexander Arnby


Interessante filme dinamarquês sobre uma adolescente que descobre que mantém alguma espécie de fera dentro de si, o que é motivo de preocupação de seu pai, que a mantém a mãe, que sofre do mesmo mal, dopada.
Marie, a adolescente, sofre do mesmo mal do Hulk e, quando provocada, libera seu lado brutal que se assemelha a algo parecido com um lobo, embora não se trate de licantropismo.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

CECILIE

(CECILIE)
Dinamarca - 2007
Dir.: Hans Fabian Wullenweber


Cecilie se muda com o marido para uma casa nova e começa a ter visões de uma adolescente pedindo ajuda e seu marido começa a suspeitar que ela esteja perdendo a sanidade - 2 anos antes ela denunciou um suposto estupro, nunca provado, e agora, além da moça, também vê um homem.
Um detalhe faz com que seu psiquiatra lhe dê algum crédito e começa a desconfiar que o caso tenha a ver com o assassinato de uma adolescente 30 anos antes.
Suspense e mistério dinamarquês que começa com jeito de filme de fantasma e toma outros rumos. Não apresenta nada de novo, mas é bem feitinho e funciona como bom passatempo.

domingo, 30 de setembro de 2012

MISTÉRIO NA VILA

(MORKE)
Dinamarca - 2005
Dir.: Jannik Johansen


Julie sofreu uma lesão cerebral após uma tentativa de suicídio (ela precisa dos cuidados constantes da mãe, já que vive em cadeira de rodas), e surpreende a família ao anunciar seu casamento com Anker, que conheceu na net seis meses antes, sendo que há apenas um mês se encontraram pessoalmente.
Na noite de núpcias ela se suicida, e seu irmão, Jacob, fica com a pulga atrás da orelha com relação ao noivo. Casualmente ele encontra um anúncio fúnebre no meio de um livro que Anker emprestara à Julie, e ao procurar o cara descobre que ele está noivo de outra deficiente, sendo que sua mulher anterior também era portadora de necessidades especiais e também se suicidara.
Sem provas concretas, resta à Jacob tentar covencer a irmã da nova noiva do suspeito de que ele pode ser um serial killer, com certa fixação em deficientes físicas.
Bom suspense dinamarquês que consegue conduzir a trama sem nunca deixar claro qual é a de Anker, até porque a aparência dele é de um homem pacato: gordo e de ar meio abobado.
Talvez exagere na duração, 120 minutos, mas nunca se torna repetitivo ou cansativo. Destaque também para a boa fotografia e o elenco.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

RESSURREIÇÃO

(OPSTANDELSEN)
Dinamarca - 2010
Dir.: Casper Haugegaard


Grupo de pessoas está numa igreja assistindo uma missa de corpo presente quando os mortos do cemitério ao lado se levantam das tumbas e invadem a igreja. Quatro deles, uma das moças mordida pelos zumbis, acabam indo parar no subsolo do lugar e se vêem presos sem saber o que aconteceu.
Familiar né?
Média-metragem dinamarquês que segue a cartilha dos filmes do gênero: a única diferença é que os mortos-vivos "morrem" como qualquer outro vivo, sem precisar ter a cabeça estourada.
Muito gore, em um filme rápido e razoável que se vê sem maiores emoções.

domingo, 28 de março de 2010

QUARTO 205

(KOLLEGIET)
Dinamarca - 2007
Dir.: Martin Barnewitz


Katrine, recém orfã de mãe e recém moradora do alojamento de uma faculdade tem que lidar com os difícies antigos moradores do local e um fantasma que assombra os corredores do lugar.
Terror dinarmaquês que pega carona no terror oriental em trama que lembra a do tailandês "Dorm".
Tudo o que é mostrado aqui já foi visto antes, com a diferença da língua, da loirice da morta e da curiosa forma de se livrar do fantasma da atormentada, que nem precisa dizer que foi maltratada quando em vida, e agora pertuba os vivos.
A técnica é boa, mas fica a sensação de tempo perdido.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

VIAGEM AO SÉTIMO PLANETA

(JOURNEY TO THE SEVENTH PLANET)
Dinamarca / EUA - 1962
Dir.: Sidney W. Pink


O ano é 2001 e um grupo de astronautas viaja ao planeta Urano com o objetivo de explorá-lo, mesmo sabendo da impossibilidade da existência de vida. Ao chegarem sofrem uma espécie de apagão e quando aterrissam descobrem uma paisagem surpreendente, que logo descobrem ser uma ilusão gerada por uma espécie de vida inteligente existente no planeta. Tal paisagem, além de árvores, rios e celeiros, inclui também algumas loiras que os astronautas conheceram na Terra (alguém falou em Solaris?)
Eles então descobrem que para sair de Solaris, digo, Urano, vão precisar descobrir uma forma de destruir o estranho (e põe estranho nisso) ser que domina o planeta.
Produção dinamarquesa que é o único, até agora, filme a se passar em Urano. É visivelmente inspirado em Solaris: a cena das árvores sem raízes é claramente uma referência ao livro de Stanislaw Lem (neste os visitantes eram imperfeitos: suas roupas não tinham casas para os botões).
Mas é divertidíssimo; curto; tem ritmo; e as roupas dos astronautas devem ter sido desenhadas por algum torcedor do Madureira, pois tem as cores da bandeira do Tricolor Suburbano do Rio. Além disso, tem uma aranha gigante e um bicho muito estranho que perseguem os heróis em meio a isopor ralado fingindo ser amônia congelada.
Imperdível.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O REINO II

(RIGET II)
Dinamarca (TV) - 1997

Dir.: Lars von Trier


Segunda temporada da série de Von Trier, repete exatamente o mesmo elenco da primeira temporada. Estão lá os mesmos personagens estranhos da temporada anterior, além do bebê-monstro nascido no último capítulo. Aqui os fantasmas se fazem mais presentes, e agora há um foco maior na comédia, principalmente via non sense e humor negro (são impagáveis os monólogos de Helmer debruçado na privada admirando suas fezes e as comparando com navios). Além disso, repete-se a fotografia avermelhada e a câmera sempre tremendo.
Quem é fã da série vai gostar das conclusões encontradas para os finais deixados em aberto, ainda que a nova temporada também deixe inúmeras pontas para uma terceira, que não veio.
Fazem parte da nova temporada elementos como a crítica a burocracia; a implicância dos médicos com a medicina alternativa; a inexistência de heróis e vilões (como na temporada passada); o descaso com doentes e por aí vai.

segunda-feira, 23 de março de 2009

O REINO

(RIGET)
Dinamarca (TV) - 1994
Dir.: Lars von Triers


Minissérie dirigida para a televisão dinamarquesa pelo diretor de "Dançando no Escuro", "Dogville", entre outros.
Fantasma de menina assombra um hospital conhecido como "O Reino", que foi construído em cima de uma antiga área usada, literalmente, para lavagem de roupa suja.
A série acompanha o dia-a-dia do hospital, focando no neurocirurgião-chefe Helmer, um sueco preconceituoso que odeia os dinamarqueses e tira as calotas das rodas do carro para não serem roubadas; a Sra Drusse, uma velhinha sensitiva que frequenta o hospital na tentativa de ajudar a menina; os estudantes Hook (e seus embates com Helmer) e Mogge; além do filho da Sra Drusse e o médico Bondo, obcecado em conseguir o fígado de um paciente à morte, mesmo deixando a ética de lado e arriscando a própria vida. O próprio Lars comenta os episódios no final destes, além de dois adolescentes com síndrome de Down, que também fazem comentários sobre o que está acontecendo e o que virá a ocorrer, sem tomar parte diretamente da estória.
O terror aqui não surge de fantasmas vingativos, que saem de tevês ou celulares ou são invocados por rituais místicos. O fantasma existe, e tem sua estória contada nos últimos episódios. Quem acompanha filmes de terror vai até identificar alguns elementos do gênero, que inclui até citações a reencarnação.
Mas o verdadeiro horror parece vir de médicos arrogantes, egoístas, egocêntricos e indiferentes, que não exitam em humilhar estudantes, mas que não se furtam a encobrir erros uns dos outros. O próprio hospital parece a Casa da Mãe Joana, pois parece que cada um faz o que bem entende: cachorros dentro do hospital; um estudante que rouba uma cabeça; outra estudante que foge das aulas de dissecação de cadáveres; e por aí vai. A sequência final é quase uma comédia de erros, quando da visita do ministro ao hospital.
Destaque também para a fotografia meio avermelhada, que reforça a estranheza da coisa. Teve mais quatro episódios rodados em 1997.