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sábado, 3 de setembro de 2016

O CIRCO O VAMPIRO

(VAMPIRE CIRCUS)
Inglaterra - 1972
Dir.: Robert Young


Vampiro esquisitão é morto pelos habitantes do vilarejo aonde buscava moçoilas, e até crianças, para se alimentar. Mas antes, ele pede para que uma de suas amantes procure seu primo, dono de um circo, para que ele possa voltar à vida. Antes disso ainda amaldiçoa a população local e diz que voltará.
Quinze anos depois, um circo chega ao vilarejo, cujos moradores estão morrendo de uma doença misteriosa, que muitos associam ao vampiro.
Quando fica claro que realmente há um ataque de vampiros ao local, os moradores tem que se defender e tentar acabar com os chupassangue que resolveram lanchá-los.
Filme estranho de uma época em que a Hammer já estava em franca decadência e que tenta explorar a sensualidade e violência, conforme a época já pedia. Tem uns lances esquisitos como um espelho mágico que levava para outros lugares e um vampiro que vira pantera.
A própria escolha dos atores é um erro: os 2 vampiros em cena são interpretados por gente inexpressiva e um deles parece um daqueles roqueiros exóticos que surgiram na época do Glam Rock (O cara usa uma gargantilha de ouro no pescoço...), e direção também não ajuda muito. No mesmo ano a produtora lançou coisa melhor sobre o vampiro: "Dracula A.D. 1972" com um ator de verdade no papel principal, Cristopher Lee.

domingo, 10 de maio de 2015

SANGUE NO SARCÓFAGO DA MÚMIA

(BLOOD FROM THE MUMMY'S TOMB)
Inglaterra - 1971
Dir.: Seth holt / Michael Carreras


Equipe de arqueologia leva para Londres a múmia de uma sacerdotisa amaldiçoada.
O problema é que ela reencarna como a filha de um dos arqueólogos, e está disposta a recuperar os artefatos que lhe foram roubados, matando ou enlouquecendo a equipe que violou sua tumba.
Trama com a cara da época - reencarnação, misticismo, sensualidade, espíritos ancestrais - tocada de forma meio aloprada.
O filme é uma produção da Hammer e múmia mesmo, daquelas envoltas em bandagens, só na última cena, porque inventaram uma múmia enterrada sem a roupa que lhes deu fama.

sábado, 22 de março de 2014

O ATAÚDE DO MORTO VIVO

(THE OBLONG BOX)
Inglaterra - 1969
Dir.: Gordon Hessler


Vincent Price interpreta Julian, que voltou da África e mantém o irmão, Edward, trancado em um quarto, pois este contraiu alguma doença misteriosa (que seria fruto de magia negra) que lhe deformou o rosto e causa crises de loucura.
Só que Edward não está disposto a permanecer trancado pelo resto da vida, e arma um plano para ser dado como morto, enterrado e depois resgatado.
Só que o plano dá errado, e ele vai parar no laboratório do Dr Newhart (Christopher Lee), que compra cadáveres roubados para pesquisas sobre o corpo humano.
Livre, Edward planeja se vingar de quem teria lhe traído.
Lee e Price só dividem uma cena, e o personagem principal acaba sendo mesmo o Edward, de Alister Williamson, que mesmo só mostrando a cara deformada no fim rouba as cenas em que surge, com seu jeito fleumático e empostado de falar.

domingo, 30 de junho de 2013

A CONDESSA DRÁCULA

(COUNTESS DRACULA)
Inglaterra - 1971
Dir.: Peter Sasdy


Erszébet (ou Elizabeth) Báthory é uma das figuras mais controvertidas da história húngara: foi acusada de matar virgens para se banhar de seu sangue e manter a juventude ("Bathory" e "The Countess" são bons filmes sobre ela). Como consequência, foi uma das responsáveis pela criação do mitos dos vampiros.
A Hammer aqui bota a musa Ingrid Pitt, seminua, para interpretar uma descendente da condessa, que após a morte do marido descobre, acidentalmente, que o sangue de virgens lhe devolveriam a beleza. Ela até manda aprisionar a filha para poder se passar por ela e desfrutar do vizinho garotão que lhe interessava.
Ou seja, Drácula não tem nada a ver com isso aqui. Só no fim, é que a condessa recebe o título de "Condessa Drácula". O filme até que é legal e bem produzidinho, como era hábito da produtora. Como o tema já estava desgastado, botaram algumas moças peladas pra tentar angariar audiência.
Sasdy já havia dirigido um filme sobre Drácula, com Christopher Lee 2 anos antes.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

FILHAS DO MAL

(TWINS OF EVIL)
Inglaterra - 1971
Dir.: John Hough


Peter Cushing interpreta o líder religioso de um vilarejo e se dedica a mandar para a fogueira qualquer moça mais assanhada que contrarie a moral vigente, e que recebe em casa duas sobrinhas gêmeas, que ficaram órfãs.
Uma delas é mais saidinha e resolve esfregar na cara do nobre que mora no castelo próximo - o Castelo Karstein, de propriedade da famigerada e falecida Carmilla, que é trazida a vida acidentalmente, durante um culto ao demônio conduzido pelo tal Conde, que é inimigo figadal da personagem de Peter Cushing.
Último filme da trilogia, é melhorzinho que o anterior e vale presença de Cushing. John Hough dirigiu o famoso "A Casa Da Noite Eterna".

sábado, 24 de novembro de 2012

LUXÚRIA DE VAMPIROS

(LUST FOR A VAMPIRE)
Inglaterra - 1971
Dir.: Jimmy Sangster


A vampira Carmilla, que tinha morrido no filme anterior, volta a vida trazida por um outro vampiro e se instala em um castelo estrategicamente localizado ao lado de uma escola para moças, que algumas vezes andam bem a vontade pelo local.
Como a vampira também curte colar um velcro, vai poder então matar sua fome, além de descontar o atraso com um coitado que se encanta com suas formas.
Segundo filme da trilogia sobre a Condessa Carmilla de Karstein, é muito fraco e não tem Peter Cushing no elenco, que voltaria no terceiro filme.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

CARMILLA, A VAMPIRA DE KARSTEIN

(THE VAMPIRE LOVERS)
Inglaterra / EUA - 1970
Dir.: Roy Ward Baker


Vampira caça moçoilas virgens para saciar sua sede de sangue.
Carmilla é uma personagem criada pelo irlandês Sheridan Le Fanu, anterior ao Drácula de Bram Stoker e deve ter sido uma tentiva de dar uma mexida nos filmes de vampiros que fizeram a Hammer famosa. Como a época era mais liberal, tem muita insinuação de lesbianismo e seios a mostra. Até convocaram Peter Cushing para o filme, num papel pequeno, de pai de uma das vítimas.
A produção é boa, como de hábito, conta com Ingrid Pitt, beldade polonesa vista em alguns filmes da produtora e Baker na direção, que no mesmo ano dirigiu Christopher Lee em "Scars Of Dracula". Mas parece faltar alguma coisa, principalmente porque a trama é muito parecida com os filmes protagonizados por Lee, com a vampira tentando cooptar as moças e seus parentes tentando mantê-las longe dos dentes, mãos e seios da chupasangue. Poderiam também ter escalado um ator com mais presença para o papel do vampiro (não fica claro se é Drácula), já que o ator que o interpreta não tem o mínimo carisma.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

FLORESTA VIVA

(WAKE WOOD)
Inglaterra / Irlanda - 2011
Dir: David Keating


Casal perde a filha de 9 anos morta pelo cachorro da família - uma cena incômoda, apesar de totalmente implícita. A vida segue até que acidentalmente a mulher presencia um estranho ritual realizado pelos moradores da pequena cidade aonde foram viver.
Os dois recebem então uma estranha proposta: ter a filha de volta por apenas 3 dias, para que possam se despedir dela, sendo que ela não pode sair do perímetro da cidade.
O casal é convidado para participar de uma bizarra cerimônia, aonde é utilizado um cadáver, através do qual a menina retornará a vida.
Terror mediano, que poderia explorar mais o estranho ritual de "retorno". É óbvio que a menina que retorna não é a mesma que morreu, e assim como no famoso "Pet Sematary", ainda guarda uma surpresa para o fim. O filme marca a volta da mítica produra Hammer as telas de cinema.

domingo, 23 de outubro de 2011

EPIDEMIA DE ZUMBIS

(THE PLAGUE OF THE ZOMBIES)
Inglaterra - 1966
Dir.: John Gilling


Produção da época que a Hammer já estava meio assim...
É anterior ao clássico de George Romero "A Noite dos Mortos Vivos (Night Of The Living Dead)", então não tem influência do mesmo. Talvez por isso ninguém fique preso em algum lugar enquanto os zumbis tentam entrar, fato que virou lugar comum em todos os filmes de mortos-vivos daí pra frente.
E nem chega a ser uma epidemia, são meia dúzia de zumbis com a cara pintada de cinza (os de Romero eram pintados de verde e azul).
Tivesse Terence Fisher na direção e a dupla Christopher Lee e Peter Cushing nos papéis principais, e seria um pequeno clássico da produtora.
A história: moradores de uma pequena cidade na Cornualha são assombrados por estranha doença, cuja investigação não é permitida pelo nobre que domina o povoado. Desesperado, o médico do lugar apela para seu professor, que rapidamente conclui: alguém adquiriu um manual ensinando "Como Criar Seu Próprio Zumbi" e está praticando na população local (que por sinal nem percebe que alguém rouba cadáveres a luz do dia...)
Os zumbis daqui tem origem diferente dos filmes posteriores, lembrando mais o pequeno clássico da década de 80 "A Maldição dos Mortos Vivos (The Serpent And The Rainbow)" de Wes Craven. Isso fica claro logo na abertura do filme, não é spoiler, e a função, digamos, social dos zumbis aqui é diferente.
O público de hoje acharia o filme chato, pois não tem zumbis correndo pra lá e pra cá alucidamente, e nem cenas de gore que se tornaram tradicionais. Mas é um bom exemplar de um tipo de cinema que se valia mais de idéias do que de cenas de sangue e tripas.

domingo, 12 de dezembro de 2010

A DEUSA DA CIDADE PERDIDA

(SHE)
Inglaterra - 1965
Dir.: Robert Day


Três amigos em viagem pela Palestina são surpreendidos quando um deles recebe um mapa que indicaria a localização da mítica cidade de Kuma, criada por um grupo de egípcios.
Um deles seria a reencarnação de um sacerdote e tem sido procurado à séculos por Ayesha, a mandachuva local interpretada por Ursula Andress, e que encontrou uma forma de vencer a morte.
Eles então decidem conferir se a história é real e descobrem que sim, a cidade existe e que a Ayesha é uma tirana cruel e capaz e qualquer coisa para ter a reencarnação de seu amado ao seu lado.
Baseado em H. R. Rider, a aventura ainda tem Peter Cushing e Christopher Lee como um sacerdote egípcio.
É uma aventura interessante, naquele tipo "Sessão da Tarde" e que a TV não exibe mais.

sábado, 4 de dezembro de 2010

OS DEMÔNIOS DO FOGO

(THE NIGHT OF THE BIG HEAT)
Inglaterra - 1967
Dir.: Terence Fisher


Pequena ilha no litoral inglês sofre com uma estranha onda de calor, e um cientista, Godfrey Hanson (Christopher Lee) está convencido que se trata de uma espécie de alienígena que chegou à Terra captado pelas antenas de televisão.
Como precisam de calor para sobreviver, eles pretendem aquecer a superfície do planeta e transformar os seres humanos em churrasquinho bem passado.
Mistura de terror e sci-fi corriqueiro com Peter Cushing fazendo uma pontinha insignificante.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

UMA FILHA PARA O DEMÔNIO

(TO THE DEVIL A DAUGHTER)
Inglaterra - 1976
Dir.: Peter Sykes


Homem procura um escritor de livros de terror e lhe conta uma história sobre satanismo, e que sua filha, Catherine (Nastassja Kinski), uma noviça, seria usada em um ritual demoníaco, conforme acertado num pacto de 18 anos atrás.
O ritual seria executado por Padre Michael, interpretado por Christopher Lee, e visava trazer à vida o demônio Astharot.
Trama confusa no penúltimo filme da Hammer e que também é considerado o último grande filme da produtora.
Tem uma cena polêmica graças à nudez de Kinski, então com 15 anos, o que levou o filme a ter problemas com a justiça americana, e que os ingleses resolveram mentindo a idade da atriz.
Richard Widmark e Honnor Blackman, a Pussy Galore de "007 Contra Goldifinger" coestrelam um filme meio morno, que tenta se valer de algum erotismo.
Ainda tem uns efeitos muito feios quando se vê a roupa e as luvas antichamas em um personagem que morre queimado e o bizarro bebê-monstro da trama.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

CAPITÃO KRONOS - CAÇADOR DE VAMPIROS

(CAPTAIN KRONOS - VAMPIRE HUNTER)
Inglaterra - 1974
Dir.: Brian Clemens



Capitão Kronos, caçador de vampiros, vaga pela Europa caçando vampiros acompanhado de seu assistente, Hieronymos Grost, de forma a se vingar dos que vampirizaram sua família. Quando chegam a um vilarejo, perdido em algum lugar não especificado, verificam sinais de vampirismo e saem a cata do(a) responsável pelas mortes.
Filme da Hammer, diferente dos habituais filmes envolvendo o conde Drácula, que nem é citado aqui, cujo personagem principal é a vampira de Karstein, outra personagem, menos famosa, envolvida na mitologia vampiresca.
(Carmilla de Karstein é uma personagem criada pelo também irlandês Sheridan Le Fanu, em 1871, sendo anterior ao Drácula de Bram Stocker e provável inspiradora desse).
Alguns mitos do vampirismo são respeitados aqui, como o uso do alho e de símbolos cristãos. Mas a esses são adicionados outros, como o enterro de sapos mortos pelo caminho que seriam revividos quando da passagem do vampiro. Ou ainda o fato, segundo o assistente de Kronos, de que nem todos os vampiros podem ser mortos da mesma forma, com uma estaca no coração; alguns sucumbem a decapitação ou podem ser queimados.
Os vampiros do filme não temem a luz do sol e, além disso, não apenas sugam o sangue de suas vítimas, mas lhes roubam a força vital e essas rapidamente envelhecem e morrem, fato esse que desperta a suspeita de Kronos da ação de vampiros no vilarejo, quando informado por um amigo médico residente do local
Nem bom nem ruim, ainda que o clima gótico dos filmes envolvendo Drácula e a dupla Cushing/Lee faça uma certa falta.

sábado, 27 de junho de 2009

OS RITOS SATÂNICOS DE DRÁCULA

(SATANIC RITES OF DRACULA)
Inglaterra - 1973
Dir.: Alan Gibson 


Órgão secreto do governo inglês investiga a participação de proeminentes figuras da sociedade inglesa em uma seita de culto ao demônio. Durante uma incursão à mansão aonde tais ritos são praticados, os agentes descobrem a existência de um grupo de moças vampirizadas vivendo acorrentadas no porão e então decidem procurar um especialista em ocultismo: Van Helsing (Peter Cushing), que logo conclui que Drácula (Christopher Lee), está por trás da seita. As coisas se complicam quando é descoberto que um dos cientistas participantes está envolvido com pesquisas que visam a criação de uma variação de peste bubônica capaz de dizimar a população do planeta, o que é na verdade objetivo de Drácula.
Segunda tentativa da Hammer de trazer Drácula para a época atual, no caso a década de 70 (a anterior foi “Drácula no Tempo da Minisaia“).
Mistura satanismo, vampirismo e ciência. Não tem relação direta com os filmes anteriores, que se passavam no século XIX, à exceção de uma fala de Van Hensing, quando ele diz que sua família sempre combateu os vampiros. A atmosfera gótica dos filmes da década de 60 faz alguma falta, mas é interessante, ágil e violento, mas sem exagero para os tempos atuais.

domingo, 21 de junho de 2009

DRÁCULA NO TEMPO DA MINISSAIA

(DRACULA 1972 A.D.)
Inglaterra - 1972
Dir.: Alan Gibson


Em 1872, depois de escapar da Transilvânia, o Conde Drácula (Christopher Lee) é morto por seu eterno inimigo Van Helsing (Peter Cushing) em pleno Hyde Park, e tem suas cinzas recolhidas por algum seguidor. 100 anos depois, um descendente desse seguidor convence um grupo de jovens meio transviados a participar de um ritual de invocação ao demônio, e acaba por trazer o Conde de volta a vida, que mata uma das moças integrantes do grupo.
Logo começam a surgir corpos por Londres, e a polícia recorre a um descendente de Van Helsing, por acreditar que os assassinatos estão relacionados a algum ritual, e também porque a neta do famoso antropólogo fazia parte do grupo que estava com a primeira moça morta. Interessado pela neta do inimigo, Drácula a sequestra e, obviamente, enfrenta o inimigo em mais uma batalha entre os dois.
Foi o primeiro filme da Hammer a trazer Drácula e Helsing para tempos atuais, no caso a década de 70. Até que funciona, dada a habitual boa produção e ritmo. Foi o penúltimo de Cushing e Lee juntos para a Hammer usando os caninos do vampiro (o último foi o posterior "Os Ritos Satânicos de Drácula"). Tem algum sangue, violência e aquele tipo de música característica dos filmes da época. Tem o mesmo diretor de "Ritos...", e usa a mesma mistura de rituais demoníacos como esse, e assim como "Sangue de Drácula", seus seguidores usam suas cinzas e um ritual envolvendo sangue para trazê-lo de volta. Esquisito mesmo é o título nacional...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A LENDA DOS 7 VAMPIROS DOURADOS

(THE LEGEND OF THE 7 GOLDEN VAMPIRES)
Inglaterra - 1974
Dir.: Roy Ward Baker


Chinês, monge de um templo budista na China, viaja até a famigerada Transilvânia com uma proposta indecente ao igualmente famigerado Conde Drácula, que vive recluso em um castelo: ajudá-lo a trazer de volta à vida uns tais 7 vampiros de ouro, que existiriam na China, e assim recuperar a influência e o domínio sobre os moradores de seu povoado. Mas o Conde, revoltado (provavelmente por causa do batom vermelho que lhe passaram) diz que não, que ele não aceita exigências e faz pior: se apodera do corpitcho do chinês e foge do castelo, disposto a fazer dos 7 vampiros seu instrumento de vingança contra a humanidade (isso na Transilvânia de 1804).
100 anos depois, na China, o antropólogo Van Helsing (Peter Cushing, coitado) está dando uma palestra sobre vampirismo até ser zoado por descrentes alunos, que dizem que aquele papo de vampiro dourado não existe; que a China não tem isso. Ele volta para casa e é procurado por um chinês, que diz que a tal lenda dos 7 vampiros é verdadeira, que o avô dele matou o sétimo vampiro, e que precisa da ajuda de Van Helsing para dar cabo dos demais.
Então Helsing, seu filho (que arrumara confusão com outro chinês por causa de uma loura), a loura e mais um batalhão de irmãos do chinês (todos experts em alguma arte marcial), partem em busca dos vampiros dispostos a matá-los com golpes de kung fu, karatê, e outras lutas.
A Hammer estava mais pra lá do que pra cá quando fez isso.
Tem uns efeitos horríveis e lutas a todo momento. Lá pelas tantas Drácula convoca um exército de mortos vivos cujas máscaras parecem compradas no México, na época do Dia dos Mortos, ou na Saara, no carnaval. Sem falar na maquiagem dos vampiros, que mais parecem zumbis, mas são exímios nas artes marciais. E Drácula fala em se vingar da humanidade, mas em 100 anos no corpo do chinês se limitou a tal aldeia.
Provavelmente a idéia era aproveitar o que era moda no início da década de 70: artes marciais e zumbis, mas isso foi feito da pior maneira possível, em um filme que não tem um pingo do charme dos filmes passados em sombrios castelos da Europa. É uma aventura tresloucada, que chega a ser constrangedora em determinados momentos.

domingo, 14 de junho de 2009

O BEIJO DO VAMPIRO

(KISS OF THE VAMPIRE)
Inglaterra - 1964
Dir.: Don Sharp

Casal de jovens em viagem de lua de mel fica sem gasolina em algum lugar do interior da Alemanha. São então levados até um vilarejo aonde se hospedam em uma hospedaria deserta, de um casal de velhos que esconde um segredo envolvendo sua filha, além do único hóspede, um homem misterioso de pouca conversa e que os aconselha a ir embora.
Os dois são então convidados para um jantar em um castelo, e depois para uma festa à fantasia. É aí que a coisa se complica, quando a parte feminina do casal desaparece e passa a ser tratada pelos demais personagens como se não existisse. O único que acredita no seu desaparecimento é o hóspede misterioso, que explicar ser a família do castelo constituída de vampiros, os quais ele tenta dar cabo através de um ritual místico.
Terror da Hammer, que abandona os tradicionais inimigos Drácula e Van Helsing, e apresenta uma família de vampiros: um casal de filhos e o pai (que lembra Christopher Lee) e é o líder de uma espécie de sociedade secreta de vampiros, que até saem a luz do dia desde que este esteja nublado.
No mais é quase o mesmo de sempre: boa produção, vilarejo perdido no meio do nada e gente assustada. Na cena final dá pra ver os fios de nailon que sustentam os morcegos; mas é um terror correto e nada mais.

sábado, 6 de junho de 2009

O CONDE DRÁCULA

(SCARS OF DRACULA)
Inglaterra - 1970
Dir.: Roy Ward Baker


Um dos incontáveis filmes sobre o personagem de Bram Stocker produzidos pela Hammer e estrelados por Christopher Lee.
Rapaz galanteador, fugindo do pai de sua última conquista vai parar no castelo de Drácula, aonde desaparece. Seu irmão e a noiva, que é apaixonada pelo desaparecido, vão à sua procura. Mesmo avisados pelos moradores, que já haviam tentado destruir o vampiro e tiveram suas esposas massacradas, decidem visitar o castelo à procura do rapaz.
O vampiro decide então tomar a moça para si, sendo que seu auxiliar também cai de amores pela dita cuja.
Lee deve ter feito esse a contragosto por força contratual, ou sua desinteressada e apagada atuação é mesmo fruto de péssima direção. Seu Drácula nada tem de sedutor, é monossilábico e não parece nada ameaçador.
A história é fraca, não tem nada de novo e de diferente só tem a forma como dão cabo do vampiro no fim, o que nem é obra dos personagens, totalmente desinteressantes, e parece mais uma fatalidade.
Tem umas cenas de sangue e nudez e umas falhas técnicas do tipo cenas que se passam a noite mas mostram um tremendo céu claro; além de um horrendo morcego cenográfico muito mal feito. Não se perde nada deixando de assistir isso aqui.

SANGUE DE DRÁCULA

(TASTE THE BLOOD OF DRACULA)
Inglaterra - 1970
Dir.: Peter Sasdy


Quarta aparição de Christopher Lee como Drácula nos filmes da Hammer, sendo que no mesmo ano de 70 ele ainda fizera outros 2 como o Conde: um para a Hammer e outro sobre a direção de Jess (ou Jesus) Franco.
Grupo de homens liderados por um nobre bem sucedido faz um culto ao demônio utilizando o sangue de Drácula recolhido por um comerciante de antiguidades. O objetivo é acumular poder e riqueza mas eles acabam trazendo o vampiro de volta a vida e este se volta contra eles.
Tem boa produção, como sempre, mas uma história fraca além de alguma nudez e erotismo.

sábado, 2 de maio de 2009

DRÁCULA, O PERFIL DO DIABO

(DRACULA HAS RISE FROM THE GRAVE)
Inglaterra - 1968
Dir.: Freddie Francis


Drácula volta a vida quase que por acaso - graças ao sangue de um padre, que se torna seu braço direito - e e decide colocar seus afiados caninos no pescoço da sobrinha de um Monsenhor. Produção corriqueira da Hammer, que é o quarto da série iniciada com "Drácula" e o terceiro com Christopher Lee, mais uma vez sem Peter Cushing.
Dessa vez o vampiro está longe de seu castelo (seu caixão está no porão de uma padaria...). Lee está mais uma vez monossilábico; tem algum sangue, aqueles decotes tradicionais da Hammer e aquelas cenas "noturnas" filmadas de dia . Nada de muito antológico.