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domingo, 28 de agosto de 2022

TUMANNOST ANDROMEDY

(TUMANNOST ANDROMEDY)
URSS - 1967
Dir.: Evgeniy Sherstobitov

Nave viajando pelo espaço é atraída pela gravidade de um planeta desconhecido, e seus integrantes vão descobrir que a população já se encontra extinta, mas o que os exterminou não.

Equivocada obra soviética baseada em um livro, e que pelo menos é curta, nem chega a 1h e 10 min.

A parte "científica" é interessante, com a tripulação explorando o planeta o que incluí uma nave abandonada e depois a descoberta de que a escuridão esconde um ser agressivo.

Só que essa parte, com seus deliciosos trajes de astronouta e um veículo explorador pra lá de estranho, é curta demais.

O resto trata de amores impossíveis, divagações filosóficas e encheção de linguiça. Ainda tem alguma coisa sobre uma aliança entre povos, não fica claro, mas parece envolver ET's, e que poderia ser melhor explicada/explorada.

Ah sim, o pôster é show.

domingo, 9 de setembro de 2018

QUEEN OF BLOOD

(QUEEN OF BLOOD)
Dir.: Curtis Harrington
EUA - 1966


A trama é basicamente do filme postado aí embaixo, com a diferença de que a ET encontrada é do mal: uma espécie de vampira que é levada para a nave terráquea para ser levada para a Terra.
A tosqueira é ter uma alienígena solta em uma nave espacial, mesmo depois que se percebem os maus bofes da dita cuja.
A cara de pau de quem "fez" esse filme é ter usado as cenas de outro filme sem dar crédito - não pode nem ser considerado um remake, é uma remontagem com cenas adicionais e final diferente.
Prefira o original.

domingo, 2 de setembro de 2018

MECHTE NAVSTRECHU

(MECHTE NAVSTRECHU)
URSS - 1963
Dir.: Mikhail Karzhukov & Otar Koberidze



Nave espacial se aproxima da Terra após descobrirem nossa existência por causa dos sinais de radio emitidos ao longo dos anos.
Só que a nave cai em Marte e a Terra se mobiliza para resgatar os ET's.
Ficção científica da URSS que é diferente de seus congêneres americanos por tratar com otimismo o encontro com os alienígenas, e também com certa solidariedade, pois os terráqueos se dispõem a construir uma nave para resgatar os sobreviventes, e, talvez aí esteja a propaganda soviética, pois o cientista cético do filme tem nome em inglês, provavelmente em referência aos filmes que retratavam a "ameaça vermelha" como "Vampiros de Almas".
É um pouco ingênuo em seu otimismo excessivo e tem até musiquinha cantando os feitos dos astronautas. Em termos de efeitos, concepção visual das naves e da estética dos trajes em geral não fica a nada a dever aos by USA, como se pode ler no parágrafo abaixo.
A produtora de Roger Corman comprou o filme, reeditou e incluiu cenas adicionais com John Saxon e Dennis Hopper, em começo de carreira, além de uma atriz pintada de verde como uma vampira alienígena e lançou como "Queen of Blood", mantendo basicamente o mesmo roteiro mas com a inclusão de elementos de ameaça à Terra, como pedia o cinema da época.
O resultado ficou bem discutível...

domingo, 5 de fevereiro de 2017

WITCHCRAFT

(WITCHCRAFT)
Inglaterra - 1964
Dir.: Don Sharp


Lon Chaney Jr interpreta o patriarca de uma família que luta contra a remoção do cemitério aonde seus ancestrais estão enterrados, e aonde também teria sido enterrada uma bruxa ainda viva.
Pra complicar, quem está por trás da remoção é o descendente de outra família que obviamente era inimiga figadal dos moradores do cemitério.
Filme de bruxaria passado no Canadá, mas de produção inglesa.
Nada de muito novo, mesmo para a época.

domingo, 30 de novembro de 2014

O HORRÍVEL SEGREDO DO DOUTOR HICHCOCK

(L'ORRIBILE SEGRETO DEL DR. HICHCOCK)
Itália - 1962
Dir.: Riccardo Freda


Em 1885, depois de perder sua mulher, que sofria de doença não especificada e era tratada por ele com algum tipo de medicamento também não esclarecido, o doutor do título vai embora do castelo aonde morava, deixando o lugar aos cuidados de sua governanta.
Tempos depois ele volta, com uma nova mulher que logo começa a ver fantasmas e a suspeitar que há algo errado. Claro que ela vai ter sua sanidade posta em dúvida, até descobrir o que o médico esconde.
Terror italiano da fase áurea desse gênero no país, e dirigido por um egípcio que tem no currículo até uma versão de "O Guarani", dirigida em 1948, e uma de "Spartacus" em 53. Tem uns defeitos, porque às vezes parece que o médico não sabia o que se passava em sua casa, e nem esclarece qual a função da governanta no horrível segredo escondido em um castelo com jeitão de filme da Hammer (a bem da verdade, o castelo sombrio com um porão misterioso é um dos deliciosos clichês da época), e aquelas cenas clássicas aonde uma simples vela é capaz de iluminar um Maracanã.
Mas a direção de Freda é legal, embora a atuação canastrona de Robert Flemyng como o médico seja um tanto exagerada. E ainda tem a musa Barbara Steele, capaz de atuar em filmes de Roger Corman e Mario Bava, e de Federico Fellini e Volker Schlöndorff 

sábado, 22 de março de 2014

O ATAÚDE DO MORTO VIVO

(THE OBLONG BOX)
Inglaterra - 1969
Dir.: Gordon Hessler


Vincent Price interpreta Julian, que voltou da África e mantém o irmão, Edward, trancado em um quarto, pois este contraiu alguma doença misteriosa (que seria fruto de magia negra) que lhe deformou o rosto e causa crises de loucura.
Só que Edward não está disposto a permanecer trancado pelo resto da vida, e arma um plano para ser dado como morto, enterrado e depois resgatado.
Só que o plano dá errado, e ele vai parar no laboratório do Dr Newhart (Christopher Lee), que compra cadáveres roubados para pesquisas sobre o corpo humano.
Livre, Edward planeja se vingar de quem teria lhe traído.
Lee e Price só dividem uma cena, e o personagem principal acaba sendo mesmo o Edward, de Alister Williamson, que mesmo só mostrando a cara deformada no fim rouba as cenas em que surge, com seu jeito fleumático e empostado de falar.

sábado, 1 de março de 2014

CHELOVEK-AMFIBIYA

(CHELOVEK-AMPFBIYA)
URSS - 1962
Dir.: Vladimir Chebotaryov / Gennadi Kazansky


Em algum país da América Central - com cara de México, já que as pessoas usam sombreros - os moradores começam a se assustar com a aparição de um ser misterioso, que eles apelidam de Diabo do Mar.
Na verdade, a tal criatura é o filho de um cientista que se dedica a ajudar a população local e que, graças a uma operação do pai ganhou a capacidade de respirar em baixo da água.
Ele se apaixona por Gutiere, prometida em casamento à Pedro, que vê na captura da suposta criatura a possibilidade de enriquecer.
Considerado o mais famoso filme de aventura e sci-fi da então URSS, é baseado em um livro popular no país.
Tem bem a cara da época, com direito a visual meio delirante do protagonista.
É engraçado ver uma população de visual latino falando em russo (tem até uma sequência de dança latina cantada na língua de Stálin). Destaque para a ensolarada fotografia do filme.

sábado, 11 de janeiro de 2014

ATÉ O VENTO TEM MEDO

(HASTA EL VIENTO TIENE MEDO)
México - 1968
Dir.: Carlos Enrique Taboada


Claudia estuda em um colégio interno e frequentemente sonha com uma garota enforcada, além de ouvir alguém lhe chamar.
Junto com suas colegas, elas invadem uma torre cujo acesso é proibido, e como castigo o grupo é proibido de deixar a escola nas férias.
Elas então descobrem que outra aluna havia se suicidado na tal torre e que seu fantasma ainda pode estar preso ao lugar, esperando uma oportunidade de se vingar da rígida diretora local.
Mas um terror mexicano da década de 60, dirigido pelo especialista no gênero e que se garante por seu bom clima de medo. Lembra um pouco os filmes da Hammer, com um toque do cinema de terror italiano produzido no período.
Ganhou uma refilmagem em 2007, mas de baixa cotação nos sites especializados.

sábado, 21 de setembro de 2013

IKARIE XB 1

(IKARIE XB 1)
Tchecoslováquia - 1963
Dir.: Jindrik Polák


No ano de 2163, a nave que dá nome ao filme, Ikarie (Ícaro), viaja rumo à constelação de Alpha Centauri para explorar um dos planetas que orbitam seu sol, na expectativa de encontrar vida.
A previsão é que a viagem dure 15 anos, entre ida e volta, e durante esse período a tripulação, de 40 pessoas, tem que conviver levando em consideração todo tipo de conflito que o isolamento pode causar em um ambiente que emula a vida em uma sociedade terrena: bailes, academia, Natal, etc.
Durante o percurso, a nave vai encontrar outra, que se supõe alienígena, abandonada no espaço; e ainda descobrir a existência de uma estrela negra e sua perigosa radiação.
Baseado em Stanislaw Lem, é um produto muito bem acabado, com boa fotografia em preto e branco, e antecipando idéias que seriam vistas depois em "2001", "Perdidos No Espaço" e "Star Trek"; na verdade, esse aqui seria um antepassado bem próximo de Kirk e cia e do Dr. Smith e sua trupe, além de ter um robô muito parecido com visto depois em "Perdidos...".
Claro que é um filme ultrapassado esteticamente e na concepção de suas naves - uma delas é a velha nave em forma de prato, além de erros como o som se propagando no espaço. Mas é muito bem realizado, com cenografia e direção cuidadosas, em uma trama que foge ao modelo de propagação do ideário comunista, como "Planeta Bur", realizado 1 ano antes.

domingo, 30 de junho de 2013

A CONDESSA DRÁCULA

(COUNTESS DRACULA)
Inglaterra - 1971
Dir.: Peter Sasdy


Erszébet (ou Elizabeth) Báthory é uma das figuras mais controvertidas da história húngara: foi acusada de matar virgens para se banhar de seu sangue e manter a juventude ("Bathory" e "The Countess" são bons filmes sobre ela). Como consequência, foi uma das responsáveis pela criação do mitos dos vampiros.
A Hammer aqui bota a musa Ingrid Pitt, seminua, para interpretar uma descendente da condessa, que após a morte do marido descobre, acidentalmente, que o sangue de virgens lhe devolveriam a beleza. Ela até manda aprisionar a filha para poder se passar por ela e desfrutar do vizinho garotão que lhe interessava.
Ou seja, Drácula não tem nada a ver com isso aqui. Só no fim, é que a condessa recebe o título de "Condessa Drácula". O filme até que é legal e bem produzidinho, como era hábito da produtora. Como o tema já estava desgastado, botaram algumas moças peladas pra tentar angariar audiência.
Sasdy já havia dirigido um filme sobre Drácula, com Christopher Lee 2 anos antes.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

CARMILLA, A VAMPIRA DE KARSTEIN

(THE VAMPIRE LOVERS)
Inglaterra / EUA - 1970
Dir.: Roy Ward Baker


Vampira caça moçoilas virgens para saciar sua sede de sangue.
Carmilla é uma personagem criada pelo irlandês Sheridan Le Fanu, anterior ao Drácula de Bram Stoker e deve ter sido uma tentiva de dar uma mexida nos filmes de vampiros que fizeram a Hammer famosa. Como a época era mais liberal, tem muita insinuação de lesbianismo e seios a mostra. Até convocaram Peter Cushing para o filme, num papel pequeno, de pai de uma das vítimas.
A produção é boa, como de hábito, conta com Ingrid Pitt, beldade polonesa vista em alguns filmes da produtora e Baker na direção, que no mesmo ano dirigiu Christopher Lee em "Scars Of Dracula". Mas parece faltar alguma coisa, principalmente porque a trama é muito parecida com os filmes protagonizados por Lee, com a vampira tentando cooptar as moças e seus parentes tentando mantê-las longe dos dentes, mãos e seios da chupasangue. Poderiam também ter escalado um ator com mais presença para o papel do vampiro (não fica claro se é Drácula), já que o ator que o interpreta não tem o mínimo carisma.

domingo, 23 de outubro de 2011

EPIDEMIA DE ZUMBIS

(THE PLAGUE OF THE ZOMBIES)
Inglaterra - 1966
Dir.: John Gilling


Produção da época que a Hammer já estava meio assim...
É anterior ao clássico de George Romero "A Noite dos Mortos Vivos (Night Of The Living Dead)", então não tem influência do mesmo. Talvez por isso ninguém fique preso em algum lugar enquanto os zumbis tentam entrar, fato que virou lugar comum em todos os filmes de mortos-vivos daí pra frente.
E nem chega a ser uma epidemia, são meia dúzia de zumbis com a cara pintada de cinza (os de Romero eram pintados de verde e azul).
Tivesse Terence Fisher na direção e a dupla Christopher Lee e Peter Cushing nos papéis principais, e seria um pequeno clássico da produtora.
A história: moradores de uma pequena cidade na Cornualha são assombrados por estranha doença, cuja investigação não é permitida pelo nobre que domina o povoado. Desesperado, o médico do lugar apela para seu professor, que rapidamente conclui: alguém adquiriu um manual ensinando "Como Criar Seu Próprio Zumbi" e está praticando na população local (que por sinal nem percebe que alguém rouba cadáveres a luz do dia...)
Os zumbis daqui tem origem diferente dos filmes posteriores, lembrando mais o pequeno clássico da década de 80 "A Maldição dos Mortos Vivos (The Serpent And The Rainbow)" de Wes Craven. Isso fica claro logo na abertura do filme, não é spoiler, e a função, digamos, social dos zumbis aqui é diferente.
O público de hoje acharia o filme chato, pois não tem zumbis correndo pra lá e pra cá alucidamente, e nem cenas de gore que se tornaram tradicionais. Mas é um bom exemplar de um tipo de cinema que se valia mais de idéias do que de cenas de sangue e tripas.

sábado, 13 de agosto de 2011

O CORPO E O CHICOTE

(LA FRUSTA E IL CORPO)
Itália / França - 1963
Dir.: Mario Bava


Christopher Lee interpreta Kurt Menliff, um nobre renegado pelo pai, odiado pela família e até pela empregada, que o acusa de responsável pelo suicídio da filha dela. Ele volta para casa, para brigar por seus direitos, mas é morto misteriosamente.
Seu fantasma então retorna para infernizar a vida de Revenka, sua cunhada e ex-futura mulher, com quem mantinha um relacionamento sado-masoquista - a mulher curte levar umas chicotadas no lombo, daí o título do filme.
Quando o pai de Kurt é assassinado, os demais membros da família começam a acreditar na possibilidade de seu espírito estar em busca de vingança.
Horror que une dois mitos do gênero: Lee e Bava.
Clima sombrio valorizado pela fotografia escura, e um certo ar de filme da Hammer. Boa pedida.

sábado, 25 de junho de 2011

O ABOMINÁVEL HOMEM DAS NEVES

(THE ABOMINABLE SNOWMAN)
Inglaterra - 1957
Dir.: Val Guest


O incansável Peter Cushing está no Himalaia, quando descobre que uma expedição vai partir em busca do famigerado Yeti - o monstro do título do filme. Convidado, ele decide acompanhar a expedição mesmo contra a vontade da mulher.
Em meio aos riscos de avalanche, eles vão dar de cara com o bichão do título, que se revela algo menos assustador do que seus perseguidores.
Aventura em P&B, que segue a cartilha de só mostrar a cara do bicho no fim. Um filme interessante, principalmente quando o personagem de Cushing filosofa sobre a existência humana e a possibilidade de existirem seres com QI semelhante ao nosso, que tenham dominado, ou possam a vir dominar o planeta.

sábado, 7 de maio de 2011

O PLANETA DAS TEMPESTADES

(PLANETA BUR)
URSS - 1962
Dir.: Pavel Klushantsev


3 espaçonaves soviéticas se preparam para entrar na órbita de Vênus, mas uma delas é atingida por um meteoro, e as tripulações das outras 2 preferem aterrissar no planeta, ao invés de se arriscar na órbita venusiana.
Tosquíssima produção soviética com todos, rigorosamente todos, os defeitos das ocidentais, com o agravante de ainda tentar fazer uma elegia do estado soviético, quando como um cientista fala que não precisa de prêmios para se sentir realizado em ajudar a população ou quando o robô que acompanha os astronautas responder "que a escravidão foi extinta pela constituição" quando lhe pedem para falar com seu mestre.
Tem uma cena comicamente involuntária quando uns figurantes fantasiados de dinossauros saltitam em cena... Em outra, a aterrissagem de uma das naves é apenas narrada, sem qualquer cena que a ilustre.
Só vale mesmo, mas mesmo, para quem se propoe a conhecer um tipo de cinema mais usual no mundo ocidental aqui feito por um país de pouquissíma tradição no ramo sci-fi e aventura.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ROBINSON CRUSOÉ EM MARTE

(ROBINSON CRUSOE ON MARS) 
EUA - 1964
Dir.: Byron Haskin


Dois astronautas na órbita de Marte são obrigados a uma aterrissagem forçada no planeta vermelho, e um deles morre, restando ao outro apenas a companhia de uma macaquinha, Mona.
O cara vai se virando como pode para sobreviver: descobre que algumas pedras emitem oxigênio quando queimadas e graças a Mona descobre água e um tipo de vegetal do qual pode se alimentar.
Até que um belo dia descobre um esqueleto, que ele deduz ter sido de alguém que foi assassinado, e mais tarde vai descobrir que Marte é visitado por uma raça alienígena que explora os minerais do planeta usando trabalho escravo.
Um desses escravos foge e recebe guarita de nosso herói, que supoe que o cara seja surdo e mudo, mas depois descobrimos ser mais inteligente que o astronauta, pois esse não aprende a língua do alienígena, enquanto o ET consegue aprender inglês, como é praxe nos filmes do gênero.
Caçados pelos ET's escravagistas, os 3 (lembrem-se da macaca) tem que sobreviver na superfície de Marte.
Divertido filme tipo Sessão da Tarde, que é aquele tipo de Sci-fi descerebrada que não se faz mais atualmente.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ODISSÉIA PARA ALÉM DO SOL

(JOURNEY TO THE FAR SIDE OF THE SUN) 
Inglaterra - 1969
Dir.: Robert Parrish


Cientistas descobrem um novo planeta no nosso sistema solar, mas o interessante é que o novo corpo celeste ocupa a mesma órbita que a Terra, e por estar em posição diametralmente oposta a nossa não era conhecido, pois estava sempre oculto pelo Sol.
A agência Espacial Européia decide então lançar uma nave com destino ao tal planeta, mas a expedição termina mal, com uma desastrosa aterrissagem em solo extraterrestre.
Mas aí começa a surpresa: a nave não teria chegado a seu destino, e depois de 3 semanas de viagem, quando seriam 6, se esborrachou na Terra, com um astronauta ferido e outro em coma.
O sobrevivente então percebe que tudo está ao contrário, como se refletido em um espelho, e conclui que o outro planeta seria isso: um espelho da Terra, ou um Doppelgänger - uma cópia de algo.
Produção inglesa que perde metade do tempo com negociações entre as nações para lançamento da nave, treinamentos e muita exibição de maquetes.
Quando parece que vai engrenar se torna confusa e fica a impressão de uma idéia mal acabada que não se sustenta.
A curiosidade fica por conta de cenários e visual datados, característicos da década de 60 e, principalmente, nas roupas e cabelos do elenco feminino, que parecem um mergulho em um clipe da banda The B52's.
De resto, salvam-se as maquetes.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A MALDIÇÃO DA CAVEIRA

(THE SKULL)
Inglaterra - 1965
Dir.: Freddie Francis



Terror da Amicus, a concorrente inglesa da Hammer.
Maitland (Peter Cushing) é um colecionador de antiguidades e estudioso de magia negra e bruxaria que recebe uma proposta tentadora: comprar o crânio do famigerado Marquês de Sade. Ele é alertado por um amigo, interpretado por Christopher Lee, de que a peça é autêntica e adorada por seres invisíveis que praticam sacrifícios rituais.
Logo ele passa a desenvolver uma obsessão pelo objeto, e se dispõe a fazer qualquer coisa para mantê-lo entre suas posses.
Filme legalzinho valorizado pela boa interpretação de Cushing.

domingo, 26 de dezembro de 2010

HORROR HOTEL

(CITY OF THE DEAD)
Inglaterra - 1960
Dir.: John Llewellyn Moxey



Estudante de história se entusiasma com as aulas de bruxaria de seu professor (intrepretado por Christopher Lee, mais uma vez as voltas com bruxaria ou satanismo), e aconselhada por este viaja até a pequena cidade de Whitewood para fazer pesquisa in loco.
Ela desaparece, mas antes fica sabendo que o lugar foi amaldiçoado por uma bruxa que foi queimada séculos antes pelos moradores locais, e que a tal bruxa pode ainda estar viva.
Seu namorado e o irmão partem então para Whitewood para procurá-la, ajudados pela descendente de uma das moradoras do local.
Produção dos estúdios Vulcan, que depois mudaria de nome para Amicus e seria o principal concorrente da Hammer.
Boa produção, valorizada pela fotografia em preto e branco e o clima sombrio.

domingo, 12 de dezembro de 2010

A DEUSA DA CIDADE PERDIDA

(SHE)
Inglaterra - 1965
Dir.: Robert Day


Três amigos em viagem pela Palestina são surpreendidos quando um deles recebe um mapa que indicaria a localização da mítica cidade de Kuma, criada por um grupo de egípcios.
Um deles seria a reencarnação de um sacerdote e tem sido procurado à séculos por Ayesha, a mandachuva local interpretada por Ursula Andress, e que encontrou uma forma de vencer a morte.
Eles então decidem conferir se a história é real e descobrem que sim, a cidade existe e que a Ayesha é uma tirana cruel e capaz e qualquer coisa para ter a reencarnação de seu amado ao seu lado.
Baseado em H. R. Rider, a aventura ainda tem Peter Cushing e Christopher Lee como um sacerdote egípcio.
É uma aventura interessante, naquele tipo "Sessão da Tarde" e que a TV não exibe mais.