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sábado, 19 de outubro de 2013

BLACK MIRROR 2ª TEMPORADA

(BLACK MIRROR)
Inglaterra - 2013
Dir.: Owen Harris / Carl Tibbetts / Bryn Higgins


2ª temporada da série inglesa, novamente com 3 episódios independentes entre si, e que é superior à primeira.
No primeiro uma mulher perde o marido e descobre um serviço na internet aonde ela poderia conversar com alguém que se apresenta como o falecido e sabe tudo da relação. Completamente encantada com a coisa, a viúva descobre que poderia encomendar uma réplica do morto, o que se torna um problema, pois além de lhe obedecer fielmente, este não envelhecerá. Muito bom.
No segundo, uma espécie de Big Brother, mulher acorda em uma casa desconhecida e começa a ser perseguida por um grupo de pessoas, enquanto outras a seguem com câmeras, filmando e fotografando tudo. Interessante também, lembra um pouco um "O Sobrevivente", com Arnold Schwarzenneger.
No último, um produtor de TV cria um personagem virtual, para um programa de entrevistas infantil (um Max Headrom, com mais efeitos) e a coisa sai do seu controle quando começa a fazer sucesso. Discordando dos objetivos de seu chefe, ele abandona o produto, que acaba sendo lançado candidato ao parlamento da cidade, sendo que sua campanha se baseia em ataques aos adversários, além de incitação à violência. Bem interessante também ao cutucar a mídia e seus ídolos criados em laboratório. E tem o feioso Jason Flemyng (de "The Bunker", "Solomon Kane" e "From Hell") e Tobias Menzies, de "Game Of Thrones".

sábado, 31 de agosto de 2013

BLACK MIRROR - 1ª TEMPORADA

BLACK MIRROR - 1ª TEMPORADA
Inglaterra - 2011
Dir.: Otto Bathurst / Euros Lyn / Brian Welsh


Série inglesa composta de 3 episódios independentes, em cada uma de suas 2 temporadas.
Na primeira, uma princesa popular é sequestrada e o pedido de resgate é absurdo: o Primeiro Ministro deve fazer sexo com uma porca ao vivo, na televisão.
A coisa é absurda, mas é bem levada, com a pressão das pesquisas de opinião determinando o comportamento do Primeiro Ministro e sua equipe, mais interessados em sobrevivência política do que na vida da princesa.
No segundo, pessoas em uma espécie de prisão pedalam bicicletas para acumular pontos e poderem comprar diversão via vídeo ou participar de um programa de calouros, aonde seu destino é escolhido por outros. É interessante, mas longo demais. De positivo, os ótimos efeitos especiais.
No terceiro, um implante garante que tudo o que é visto é gravado em uma espécie de memória visual virtual, que é quase um vício para todos, além de ser motivo de exclusão para aqueles que não tem o treco, como os iphones hoje em dia. Quando um homem começa a desconfiar da fidelidade da esposa, é através da tecnologia que ele vai saber da verdade. Bons efeitos também, e uma história interessante, mas que não empolga muito.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O REINO II

(RIGET II)
Dinamarca (TV) - 1997

Dir.: Lars von Trier


Segunda temporada da série de Von Trier, repete exatamente o mesmo elenco da primeira temporada. Estão lá os mesmos personagens estranhos da temporada anterior, além do bebê-monstro nascido no último capítulo. Aqui os fantasmas se fazem mais presentes, e agora há um foco maior na comédia, principalmente via non sense e humor negro (são impagáveis os monólogos de Helmer debruçado na privada admirando suas fezes e as comparando com navios). Além disso, repete-se a fotografia avermelhada e a câmera sempre tremendo.
Quem é fã da série vai gostar das conclusões encontradas para os finais deixados em aberto, ainda que a nova temporada também deixe inúmeras pontas para uma terceira, que não veio.
Fazem parte da nova temporada elementos como a crítica a burocracia; a implicância dos médicos com a medicina alternativa; a inexistência de heróis e vilões (como na temporada passada); o descaso com doentes e por aí vai.

segunda-feira, 23 de março de 2009

O REINO

(RIGET)
Dinamarca (TV) - 1994
Dir.: Lars von Triers


Minissérie dirigida para a televisão dinamarquesa pelo diretor de "Dançando no Escuro", "Dogville", entre outros.
Fantasma de menina assombra um hospital conhecido como "O Reino", que foi construído em cima de uma antiga área usada, literalmente, para lavagem de roupa suja.
A série acompanha o dia-a-dia do hospital, focando no neurocirurgião-chefe Helmer, um sueco preconceituoso que odeia os dinamarqueses e tira as calotas das rodas do carro para não serem roubadas; a Sra Drusse, uma velhinha sensitiva que frequenta o hospital na tentativa de ajudar a menina; os estudantes Hook (e seus embates com Helmer) e Mogge; além do filho da Sra Drusse e o médico Bondo, obcecado em conseguir o fígado de um paciente à morte, mesmo deixando a ética de lado e arriscando a própria vida. O próprio Lars comenta os episódios no final destes, além de dois adolescentes com síndrome de Down, que também fazem comentários sobre o que está acontecendo e o que virá a ocorrer, sem tomar parte diretamente da estória.
O terror aqui não surge de fantasmas vingativos, que saem de tevês ou celulares ou são invocados por rituais místicos. O fantasma existe, e tem sua estória contada nos últimos episódios. Quem acompanha filmes de terror vai até identificar alguns elementos do gênero, que inclui até citações a reencarnação.
Mas o verdadeiro horror parece vir de médicos arrogantes, egoístas, egocêntricos e indiferentes, que não exitam em humilhar estudantes, mas que não se furtam a encobrir erros uns dos outros. O próprio hospital parece a Casa da Mãe Joana, pois parece que cada um faz o que bem entende: cachorros dentro do hospital; um estudante que rouba uma cabeça; outra estudante que foge das aulas de dissecação de cadáveres; e por aí vai. A sequência final é quase uma comédia de erros, quando da visita do ministro ao hospital.
Destaque também para a fotografia meio avermelhada, que reforça a estranheza da coisa. Teve mais quatro episódios rodados em 1997.