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domingo, 19 de março de 2017

PICADA

(BITE)
Canadá - 2015
Dir.: Chad Archibald


"A Mosca".
Três amigas viajam para a Costa Rica e uma delas é picada por um inseto, ao mergulhar em um rio.
De volta pra casa, ela começa e apresentar sinais de alguma doença, que provoca furúnculos e depois um processo de degeneração, com direito a algumas coisas vistas no filme de David Cronenberg, guardadas as devidas proporções de investimento, pretensões, etc.
Esse se encaixa em dois gêneros: o filme de nojeira, e o filme da mutação (que sempre andam lado a lado), já que a personagem vai mudando ao longo da exibição.
Dá pra notar que a historinha é mais velha que andar pra frente né?
No final o expectador descobre que a origem da doença é diferente do que se imagina, e ainda assim não apresenta nenhuma novidade, porque a gente já viu coisa semelhante.
Afinal, de onde saiu toda a baba que cobria o apartamento da protagonista e que escorria por paredes e lambuzava tudo, quando ela acorda na banheira?

domingo, 12 de março de 2017

ATROZ

(ATROZ)
México - 2015
Dir.: Lex Ortega


Policial prende 2 sujeitos em flagrante por atropelamento e no carro deles descobre uma fita de vídeo que esconde um bárbaro assassinato de um travesti.
Usando métodos típicos de países como Brasil e México, ele descobre o esconderijo da dupla e outras fitas de vídeo, e mais crimes igualmente bárbaros.
Filme muito mimoso, em um formato interessante aonde parte é filmado em primeira pessoa, no caso, o ponto de vista dos assassinos.
Parafilia, sadismo, estupro de filho pelo pai (com ajuda da mãe), incesto, homofobia, misoginia, suicídio, tortura, etc. Ou seja, um filme violento para estômagos muito fortes.
Parente direto dos filmes de Ruggero Deodato e do famigerado "A Serbian Film".
O diretor é responsável por um dos segmentos de "México Bárbaro", em que falava de tráfico de órgãos, violência contra crianças e também mergulhava no gore.
Ah, o filme ainda tem uma cena aonde os genitais de um homem são cortados a sangue frio e costurados na vagina de uma mulher, que teve os seios arrancados e costurados no peito do cara.
Muito fofo.

domingo, 16 de janeiro de 2011

TAXIDERMIA

(TAXIDERMIA)
Hungria / Áustria / França - 2006
Dir.: György Pálfi


Bizarrice.
Três gerações de uma família húngara, representadas em diferentes fases da história da Hungria.
Na primeira, Morosgoványi é um soldado prisioneiro, tratado de forma cruel e humilhante por um tenente. O prisioneiro tem fixação sexual na gordíssima mulher e nas filhas de seu captor, e passa o tempo se masturbando. Em seus sonhos, ele se imagina transando com a mulher do tenente, mas o que se vê são os restos de um porco que fora retalhado pouco antes.
Aqui o maior foco é no sexo, e esta parte termina com o nascimento do filho do militar, que tem um... rabo de porco, que é cortado a sangue frio pelo pai.
O menino do rabo cresce, se torna um jovem gordo que pratica um bizarro esporte: a comida esportiva, aonde o objetivo é comer o máximo em curto espaço de tempo, e provavelmente é uma referência aos tempos de racionamento imposto pelo comunismo. Aqui o foco muda obviamente para a comida, e impressionam as nojentas cenas de vômito, pois faz parte do esporte "devolver" o que foi comido. Balatony, o esportista, é apaixonado por Gizi, praticante feminina da modalidade, e da união nasce Lajoska, protagonista da parte final, que seria mais centrada na morte.
Lajoska é magérrimo, taxidermista, e sustenta o pai, um obeso mórbido gigantesco que foi abandonado pela mulher, vive do passado e passa o tempo sentado tomado conta de 3 enormes gatos que participam de competições de comida destinadas à animais.
Aqui fica claro que o Balatony gordo é uma representação do antigo estado comunista (pesado, ineficiente, inútil) que depende do trabalho alheio para se manter. Ele come a comida inclusive com as embalagens, pois "o organismo encontra um destino para tudo".
Sua morte é bizarra e o destino de seu corpo é tão insólito quanto o destino de seu filho, a quem despreza.
Não dá pra descrever muito essa mistura de humor negro e terror, com cenas de gore e escatologia. Foi muito elogiada em festivais e tem na sua trilha sonora o DJ Amon Tobin, que nasceu no Rio de Janeiro.
Altamente recomendado.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

FOME ASSASSINA

(FEED)
Austrália - 2005
Dir: Brett Leonard


Homem mantém mulheres gordas (daquelas com obesidade mórbida) trancadas em um quarto aonde as alimenta supostamente para satisfazer suas taras sexuais. Isso, nos EUA.
Na Austrália, um policial que investiga crimes envolvendo a internet topa por acaso com um site aonde as tais gorduchas são exibidas, e descobre que na verdade o tal sujeito fatura um troco com suas, digamos, escrava sexuais, promovendo apostas sobre o tempo de vidas das coitadas.
O policial viaja então para os EUA disposto a acabar com a farra da exibição de mulheres gordas se empanturrando de comida frente as câmeras.
Se parece esdrúxulo assim, imaginem assistindo. A direção tenta ser estilosa, mas a hitória é meio forçada, os diálogos são de gosto duvidoso e o final é pior que o resto da história. Tem umas ceninhas nojentas envolvendo comida mas nada que seja memorável.