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sábado, 23 de maio de 2015

ZIVOT I SMRT PORNO BANDE
Sérvia - 2009
Dir.: Mladen Djordjevic


Marko sonha em ser diretor de cinema, e como não consegue, começa a realizar um documentário sobre sua própria vida, até conhecer um diretor de filmes pornôs.
Como seus filmes são, digamos, cerebrais ou extravagantes demais para o gênero, ele decide montar uma companhia itinerante de teatro, que leva shows de sexo explícito e toques políticos e filosóficos à aldeias sérvias remotas, com direito ao resultado que se espera dessas excursões, como perseguição pelas autoridades, fugas desesperadas (inclusive do diretor que apresentou Marko ao pornô, a quem ele deve dinheiro) e falta de grana.
A empreitada segue de forma meio mambembe, até eles toparem com um alemão, que os seduz com uma proposta de realizarem filmes snuffs, aqueles aonde as personagens morrem de verdade, o que eles aceitam com a condição de só matarem pessoas que de fato quiserem morrer.
Alucinado filme sérvio, que não pode ser enquadrado em um gênero específico, pois se parece uma comédia, suas personagens estão muito longe disso: são viciados, homossexuais perseguidos, atrizes e diretores fracassados, soropositivos, pessoas que aceitam serem mortas para quitarem suas dívidas e darem melhor condições a seus familiares. além de tocar no drama da guerra civil que vitimou a ex-Iugoslávia.
Filme para poucos gostos.

sábado, 23 de julho de 2011

UM FILME SÉRVIO

(SRPSKI FILM)
Sérvia - 2010
Dir.: Srdjan Spasojevic


Ator pornô é contratado para um filme, com o argumento de que ninguém humilha mulheres em cena tão bem quanto ele, sendo que o contrato é em branco, e só no momento das filmagens ele saberá que tipo de cenas protagonizará.
Filminho inominável que certamente figura entre os mais nojentos já realizados.
Tem todo tipo de violência possível, principalmente contra mulheres.
Em uma das cenas mais doentias da história do cinema, um recém nascido é violentado, assim que sai do ventre da mãe.
Tem outra cena absurda, aonde um homem tem o olho furado com o objeto mais improvável existente.
O filme é descendente direto dos filmes de violência gráfica italianos na linha "Cannibal Holocaust", aqui com alto grau de misoginia. A tentativa de ser niilista resulta num filme de extremo mau gosto, que obviamente foi motivo de polêmica em todo o mundo. Aqui no Brasil ele foi retirado de um festival de cinema, mas há a promessa de ser exibido sem cortes nos cinemas.

sábado, 11 de julho de 2009

THRILLER

(THRILLER - EN GRYM FILM)
Suécia - 1973
Dir.: Bo Arne Vibenius


Madeleine foi estuprada quando criança e por isso perdeu a fala. 15 anos depois, ela aceita a carona de um desconhecido e este a rapta, a mantém sob efeito de heroína até torná-la viciada e então é obrigada a se prostituir para ganhar a droga nossa de cada dia, e não morrer de abstinência.
No primeiro programa Madeleine ataca seu cliente e em troca tem seu olho perfurado numa incômoda cena. A partir daí ela decide se vingar: aprende a lutar, a dirigir e a atirar disposta a acabar com seus algozes.
Um dos mais badalados explotations da história do cinema, se vale além das cenas de violência, também de cenas de sexo explícito, visivelmente inseridas depois, pois nessas cenas não aparecem os rostos dos atores e nada acrescentam ao filme.
Um filme meio tosco, com uma irritante câmera lenta nos momentos de violência visivelmente inspirada em Peckimpah e De Palma, mestres no uso do artifício, mas que aqui só tornam a ação mais lenta. Dizem que Tarantino se inspirou nisso aqui para fazer alguma de suas porcarias.
Só vale pela curiosidade.