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sábado, 17 de outubro de 2020

ACHOURA


(ACHOURA)

Marrocos / França - 2018

Dir.: Talal Selhami


Quatro amigos se reencontram depois que uma entidade sobrenatural volta a dar sinais de estar à solta.

Como todo filme baseado em folclore, principalmente de culturas muito diferentes das que estamos mais habituados, é um filme curioso, mas não necessariamente bom.

Se mostra um tanto confuso no começo, e depois segue sua trama de modo meio convencional, com explicações sobre a entidade, embora sua origem não seja clara. A curiosidade acaba sendo mais pelo ser ancestral em si, que vira mais um detalhe na trama das personagens que tentam escapar dele.

O ponto negativo é aquele de sempre: um ser feito de fumaça (uma praga do cinema atual) que é curioso mas com um detalhe que lembra o Predador; e o uso excessivo de CGI.

domingo, 26 de abril de 2020

METAMORFOSES

(BYEONSHIN)
Dir.: Hong-seon Kim
Coréia - 2019


Mais um terror carola coreano.
Família se muda de casa, depois que o irmão do dono da casa, que é padre, foi acusado de matar uma moça durante um exorcismo, e a família passou a ser hostilizada.
Logo eles começam a perceber que tem algo estranho na casa: sons; cada membro da família agindo de forma estranha; a casa do vizinho que parece abrigar um culto satânico, etc.
Até que a coisa descamba quase que para uma tragédia, com os integrantes da família tentando se matar.
Aí, a solução é convocar o irmão maldito pra enfrentar o coisa ruim.
Tem sangue pra cacete; fumacinha preta saindo da boca dos possuídos; exorcizada amarrada na cama e um fim meio "O Exorcista".
Como no outro filme recentemente comentado aqui, é exagerado pra cacete, mas assistível.

domingo, 8 de março de 2020

ANTRUM: THE DEADLIEST MOVIE EVER MADE

(ANTRUM: THE DEADLIEST MOVIE EVER MADE)
Canadá - 2018
Dir.: David Amito / Michael Laicini


Documentário de mentirinha sobre um filme, Antrum, produzido na década de 70, e que se tornou maldito devido às mortes, ou acontecimentos dramáticos, envolvendo quem o assisitiu.
O filme causou incêndios, loucura coletiva e até uma morte por um peixe raro.
Pois é.
O tal filme dentro do filme nada tem demais, e ainda fica a dúvida se precisava de dois sujeitos pra dirigir isso.
Como nem tudo é tão ruim, a figura do capeta que é adorado por dois malucos (que deveriam ser melhor explorados) é interessante, assim como o destino da oferenda ao demônio.
Mais é muito pouco.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

THE 16th EPISODE

(THE 16th EPISODE)
EUA - 2019
Dir.: Jérôme Cohen-Olivar


Também conhecido como "Little Horror Movie", coisa que nem faz diferença, porque é beeeem ruinzinho.
Trio que produz documentários viaja para Casablanca, no Marrocos, para retratar a cultura os costumes locais.
Depois de fazerem amizade com um guia turístico eles são convidados para um casamento e se vêem no meio de um segredo sinistro.
Tem umas cenas de estilo found footage, que é constante citado pelos personagens, seja por um deles querer fazer um filme do gênero, seja por outro que considera o estilo morto.
Assim como o título, a discussão não faz diferença pra trama, que é tosca, sem sentido, parece que têm mais furos do que lógica, porque às vezes nem se entende aonde os personagens estão ou como foram parar ali. Sem falar no vilão que decide continuar com o projeto do trio, por ser fã de cinema.
Uma tortura de se assistir.
Como curiosidade, a trama começa com a equipe de filmagem sendo assaltada numa favela brasileira, sendo que eles quase foram mortos três vezes aqui na terrinha.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

SAJA

(SAJA)
Coréia - 2019
Dir.: Joo-hwan Kim


Yong-hoo perdeu a fé quando o pai morreu (eles eram católicos, praticamente ratazanas de sacristia).
Anos depois o sujeito é lutador de MMA quando percebe o surgimento de estigmas em suas mãos, além de experimentar estranhas sensações durante o sono e ouvir a própria voz.
Ele procura uma xamã que lhe diz pra procurar um padre e acidentalmente ele topa com um exorcista, que acredita existir um culto satânico em Seul, que é tramada em uma boate modernosa.
Terror histérico que é quase pra rir, principalmente nas sequências da menina possuída e quando nosso herói enfrenta um grupo de possuídos no tapa.
Mas é divertido e nem se percebem suas quase duas horas.

sábado, 28 de dezembro de 2019

THE CLEANSING HOUR

(THE CLEASING HOUR)
EUA - 2019
Dir.: Damien Le Veck


Falso padre (na verdade, um ex-padre) faz sessões de exorcismo fakes pela internet, até que o cramulhão decide dar as caras, de forma a dar certa veracidade a coisa.
Só que, conforme vamos ver no andamento do troço, o capeta já está antenado com as coisas da internet e tem planos grandiosos para a nova ferramenta para a qual lhe foi dado acesso.
Filme meio sem noção, histérico, que poderia ter aproveitado sua trama pra discutir fake news e uso da internet para manipular gente tosca, que até elege presidente da república, mas fica só no limite do assistível.
É extensão de um curta, de mesmo nome.

domingo, 24 de novembro de 2019

BELZEBUTH

(BELZEBUTH)
México - 2017
Dir.: Emilio Pontes


Horror mexicano que começa com uma enfermeira matando recém nascidos em um berçário. Seguem-se outros massacres de crianças, como numa escola, em uma piscina e cinema.
A polícia designa um policial para o caso e depois um especialista em fenômenos paranormais, para incômodo do primeiro.
Quando a dupla descobre o que poderia ser o esconderijo do criminoso, segue-se uma cena muito bem feita e original envolvendo um Cristo de gesso que convence o policial que há algo mais entre o céu e a terra.
A primeira parte, devido ao massacre das crianças, é extramente incômoda mesmo com tudo em off. À partir de determinado ponto o filme muda um pouco de rumo, mais ainda assim se encerra de forma satisfatória.
Mesmo sendo longo não perde o ritmo e vale a vista, principalmente por ser mais ousado que os congêneres ser possessão / satanismo vindos de outros países.

domingo, 17 de novembro de 2019

PARI

(PARI)
Índia - 2018
Dir.: Prosit Roy


Horror indiano sobre mulheres que são engravidadas por uma entidade do mal, Elfrit.
Arnab atropela uma muçulmana e a polícia descobre que ela mantinha a filha acorrentada em casa.
Meio com pena, meio por sentimento de culpa, ele acaba abrigando a coitada em casa, sem sequer imaginar que a bonita Rukhana é meio humana meio demônio e que é caçada por um sujeito com ares de doutor Mengele.
É longo demais, coisa típica do cinema indiano em qualquer gênero, mas é interessante por explorar os demônios de uma cultura muito diferente da nossa, e também por deixar tudo explicadinho, ao contrário do cinema de terror japonês, por exemplo.

domingo, 10 de novembro de 2019

THE DEMONOLOGIST

(THE DEMONOLOGIST)
EUA - 2019
Dir.: J. M. Stelly


Inacreditável bomba protagonizada pelo ex atorzinho da telessérie "Charmed", Brian Krause, que consegue ser mais vergonhoso que qualquer episódio da série (ou até todos eles juntos).
Damien Seryph é investigador de polícia, prestes a se casar e amado pela sogra.
Ele começa a investigar uma série de crimes que aparentam ser ritualizados, e procura um padre pra se informar. O padre recomenda uma cartomante, e numa velocidade incrível, logo o sujeito descobre que está no meio de uma conspiração pra trazer um capeta para este mundo.
É tudo muito corrido, sem explicações de como se chega a tantas conclusões e nem como se descobre o lugar do ritual tão rapidamente.
Em meio a isso, maquiagem esquisita, efeitos dignos de "Charmed", péssimas atuações, direção mambembe e uma sensação de constrangimento e vergonha por se perder tempo vendo isso.
O troço é baseado num livro, e talvez deveria ter sido planejado como uma série, com investimento em roteiro, atores, direção, etc...

domingo, 9 de dezembro de 2018

TUMBBAD

(TUMBBAD)
Índia - 2018
Dir.: Rahi Anil Barve / Anand Gandhi / Adesh Prasad


Interessante filme indiano sobre um sujeito ganancioso que descobre uma forma de roubar o ouro de Hastar, um dos milhões de filhos da Deusa da Prosperidade, que exatamente por sua ganância foi banido de volta pro ventre da mãe.
Hastar conseguiu roubar ouro, mas não alimento, e por isso vive em um inferno em estado de eterna fome, se alimentando de tudo e todos que chegam perto dele.
Se o cinema indiano é meio histérico, esse aqui consegue se equilibrar bem, com uma história linear, compreensível, além de ótimas fotografias e interpretações.
O fato de se passar no interior, e em um período anterior e logo após a independência indiana, favorece sua história, justamente pela ambientação em lugares decadentes e diferentes da Índia urbana que Bollywood tenta vender.

domingo, 23 de abril de 2017

FROM A HOUSE ON WILLOW STREET

(FROM A HOUSE ON WILLOW STREET)
África do Sul - 2016
Dir.: Alastair Orr


Filme sul africano sobre o sequestro de uma menina rica, que no fundo é também uma história de vingança, mas que não é importante pra trama.
Quando os sequestradores a levam para o cativeiro, coisas estranhas, como visões, começam a acontecer e os sequestradores não conseguem contato com a família.
Eles retornam à casa de onde tiraram a moça, que fica no endereço do título, e descobrem que seus pais e dois padres foram barbaramente assassinados, e que a moça esconde algo dentro de si.
Não é nenhuma maravilha, mas é interessante e bem feitinho, embora se valha de alguns sustos fáceis.

domingo, 8 de maio de 2016

JERUZALEM

(JERUZALEM)
Israel - 2015
Dir.: Doron Paz / Yoav Paz


Duas moças viajam para Jerusalém e uma delas recebe do pai um óculos ultramodernoso, que filma, fotografa, acessa redes sociais e ainda serve como celular, e isso é motivo para o filme ser tocado na forma de found footage (mais um).
As duas desembarcam em Israel, fazem amizades, vão pras noitadas, bebem, transam, etc, até descobrirem que o lugar abriga um dos três portais infernais que existiriam na Terra, segundo a tradição judaica.
Depois de muita enrolação entram em cena figuras infernais que são até bacaninhas, ficam a reboque de uma trama que demora a engrenar e que tem gosto de coisa requentada.
Nesse caso específico, a opção pelo found footage até se justifica, porque a protagonista precisa dos óculos para enxergar, mas isso gera pelo menos uma cena ridícula, aonde, frente a uma situação de tensão, a moça pede ao óculos, que é comandado por voz, que dê zoom e depois retire o zoom, quando o correto seria dar no pé e tentar se esconder do perigo.
É bem fraquinho, embora muito caprichado tecnicamente.
Ah sim, o filme apresenta o mais radical exorcismo já visto nas telas.

sábado, 19 de abril de 2014

O SANTUÁRIO

(THE SHRINE)
Canadá - 2010
Dir.: Jon Knautz


Carmen, jornalista, é designada para uma matéria que considera sem importância, quando ela queria investigar o desaparecimento de um jovem em um passeio pelo interior da Polônia.
Determinada, ela procura a mãe do desaparecido, lê seu diário e parte, junto do namorado fotógrafo e de uma colega de trabalho, para a Polônia.
Ao chegar à pequena aldeia aonde o sujeito desapareceu eles não são bem recebidos, são ameaçados e expulsos ao tentarem se aproximar de uma misteriosa névoa que parece fixa em um determinado lugar, citada pelo cara em seu diário.
Obviamente eles vão voltar, e as mulheres entram na névoa, encontrando uma estátua sinistra no local. Depois disso são presos e vão descobrir que segredo os moradores do lugar escondem.
Viajantes passando perrengue em terra estrangeira não são novidade nos filmes de terror, e o filme não tem nada de inovador.
A produção é legal, o ritmo é bom e termina por ser bom passatempo.

sábado, 15 de março de 2014

O INIMIGO

(NEPRIJATELJ)
Sérvia / Bósnia / Croácia / Hungria - 2011
Dir.: Dejan Zecevic


Uma semana depois do fim da guerra da Bósnia, um pelotão está encarregado de desarmar as minas do campo de batalha quando encontram um homem preso em um porão.
O soldados conseguem prender os responsáveis pelo emparedamento do sujeito, que afirmam ser este Satã em pessoa e que não poderia ser morto, sob o risco de a humanidade desaparecer.
Logo fatos estranhos começam a ocorrer, com os soldados tomando atitudes insensatas e se matando uns aos outros.
Drama de horror, com trama que lembra o colombiano "El Páramo" em alguns pontos, como a descoberta de alguém preso, o isolamento dos soldados e a paranóia instalada entre esses.
É interessante, mas não justifica a nota de 7.3 do IMDB. Talvez no máximo um 6, com direito a destaque para a cena das ovelhas.

quarta-feira, 14 de março de 2012

NOROI

(NOROI)
Japão - 2005
Dir.: Kôji Shiraishi


Masafumi Kobayashi é repórter investigativo das causas sobrenaturais.
Quando uma garota com supostos poderes psíquicos desaparece, ele começa a investigar e a suspeitar que por trás de misteriosos acontecimentos poderia estar o demônio Kagutaba, que seria controlado por uma antigo ritual que foi esquecido pelo tempo, principalmente depois que a aldeia aonde era realizado foi submersa por uma represa.
Interessante mockumentary japonês que segue a linha lançada por a "Bruxa de Blair" e usa alguns elementos do recente "O Último Ritual".
O filme é legal, embora exagere numa passagem aonde um personagem está mais preocupado em filmar do que em ajudar a mulher.
Outro ponto a favor é fugir dos modelitos "moçadocabelolisoecomprido" e "fantasmaquedecidesevingar".
Boa pedida.

domingo, 5 de dezembro de 2010

OS DEMÔNIOS DE DOROTHY MILLS

(DOROTHY MILLS)
Irlanda / França - 2008
Dir.: Agnès Merlet


Psiquiatra é enviada à uma aldeia isolada e dominada pelo pastor local para analisar Dorothy Mills, adolescente que, trabalhando como babá, tentou matar o bebê de quem cuidava.
Os exames preliminares não indicam qualquer problema fisiológico e ao conversar com a menina a psiquiatra suspeita se tratar de um caso de múltiplas personalidades, pois Dorothy se apresenta como Mimi, de 3 anos, além de Mary, Duncan e Kurt.
Só que um fato envolvendo o passado da médica e que a garota demonstrou conhecer, a fazem suspeitar de algo paranormal envolvendo o misterioso caso que os moradores locais fazem questão de manter encoberto.
Terror e drama interessante, cuja idéia central foi descarada, e mal e porcamente aproveitada em "Shelter", com Juliane Moore, de 2010.
Boa atuação de Jenn Murray, que interpreta a menina possuída.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A FORTALEZA INFERNAL

(THE KEEP)
EUA - 1983
Dir.: Michael Mann

Um pelotão do exército alemão chega aos Cárpatos, Romênia, e não, os soldados não enfrentarão Drácula. Eles se abrigam em uma fortaleza medieval, que os locais dizem ser amaldiçoada. O lugar é coberto de estranhas cruzes (em forma de T) em seu interior e o terror começa quando dois soldados resolvem arrancar uma delas e libertam alguma coisa que estava presa lá dentro.
Logo depois sabemos que a coisa já matara vários soldados, pois é tudo muito corrido, e o novo comandante do pelotão resolve convocar o Magneto dos X-Men (Ian McKellen em começo de carreira) para decifrar uma estranha inscrição na fortaleza. Esse, sofrendo de uma doença degenerativa e prisioneiro de um campo de concentração por ser judeu, logo é seduzido pelos encantos do capeta que lhe devolve a saúde e promete derrotar seus inimigos.
Paralelamente a isso, na Grécia, um homem misterioso, que na verdade é um guardião da fortaleza é misteriosamente avisado do que está acontecendo e parte para enfrentrar o mal munido de uma arma de luz...
Ao chegar na Romênia ele conhece a filha do Magneto em uma cena e nas seguintes eles já estão transando. Depois, munido de sua arma que parece saída de Star Wars, ele parte para enfrentar a força do mal.
Tem McKellen, Gabriel Byrne, Jürgen Prochnow, Scott Glenn, trilha de Tangerine Dream e direção de Michael Mann, mas é uma bomba quase constrangedora. Quer dizer... os efeitos de som e luz e fumacinha são mesmo ridículos. Dizem que foi montado a revelia do diretor e que este e o autor do livro abominam o que foi para as telas, tanto que nem foi lançado em DVD.
Mas no fundo, é uma diversão até razoável.
O filme é baseado em um livro apenas razoável (O Fortim) e deixa de fora alguns fatos: desesperado com o que está acontecendo, e percebendo que havia alguma força sobrenatural no lugar que a cada noite matava um soldado, dilacerando suas gargantas, o capitão do exército alemão que primeiro chegara ao fortim avisa a seus superiores, que mandam como reforço um pelotão da SS comandado por um major que era inimigo do tal capitão por este não ser nazista. Logo na primeira noite o major da SS recebe a visita de dois de seus soldados que foram mortos pelo tal ser e decide convocar o professor Cuza, um pesquisador do lugar, que se vale da inimizade entre os alemães para tirar a filha do local.
O ser se chamava Molasar, havia sido braço direito de Vlad Tepes, o famigerado Drácula e tinha a forma de um ser humano normal, mas com mais de 2 metros e olhos negros que atemorizavam seus adversários. Ele precisava fugir e para isso usava os corpos dos soldados mortos como zumbis para desenterrar uma relíquia que precisava ser retirada do fortim pois impedia sua saída. Molasar também contralava os ratos do local.
Cuza e a filha não estavam em um campo de concentração: ele havia perdido seu emprego numa universidade por ser judeu e estar doente. Cuza se alia a Molasar quando descobre que a missão do Major da SS era criar um campo de concentração na Romênia, depois de cumprida sua missão no fortim. Não há padre algum e nem o massacre dos camponeses, e o livro revela as origens do demônio e de Glenn, seu perseguidor que parte de Portugal, e não da Grécia.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

CASO 39

(CASE 39)
EUA - 2009
Dir.: Christian Alvart


Reneé Zellweger é Emily, assistente social que recebe a incumbência de acompanhar o caso 39 do título; uma suposta agressão por parte dos pais contra Lilith, uma menina de 10 anos.
De início desacreditada pelos colegas e pela polícia, ela consegue provar que a menina era realmente maltratada pelos pais.
Com pena da encantadora, meiga, tímida Lilith, Emily consegue a guarda da menina e logo vai descobrir que de angelical ela só tem o rostinho.
Decida e assustada, ela começa a investigar a origem de Lilith e porque seus pais queriam matá-la.
Mais um filme sobre crianças encapetadas (Lilith deve ser parente direta do Damien de "A Profecia"), esse aqui não acrescenta muita coisa ao gênero. A produção foi atribulada, começou em 2006 e teve versões diferentes até ser lançada em 2009, e não foi a toa. O único atrativo na realidade se limita a Zellweger que sabe-se lá porque atua sussurrando. O diretor é o mesmo do melhorzinho "Pandorum".
A propósito, o capeta daqui é bem menos ambicioso do que o de outros filmes, e parece se contentar em ter uma família que lhe faça as vontades.

sábado, 29 de maio de 2010

RÉQUIEM

(REQUIEM)
Alemanha - 2006
Dir.: Hans-Christian Schmid


Michaela (Sandra Hüller) tem um histórico de problemas psiquiátricos e aos 21 anos resolve entrar para a faculdade, o que inclui sair de casa, mesmo contra a vontade da mãe, católica fervorosa, que não acredita que ela seja capaz de se cuidar sozinha.
As coisas começam bem; ela emagrece, faz amizade, arruma um namorado e se dedica com afinco aos estudos, afim de recuperar o tempo perdido.
Logo as crises começam a voltar, na forma de visões, vozes vindas do nada, desmaios e a incapacidade de rezar ou tocar em objetos católicos, como o rosário que a mãe lhe dera.
Como já tinha ido a inúmeros médicos, e o máximo que conseguiu foram remédios capazes de controlar temporariamente suas crises, ela começa a acreditar que seus problemas são espirituais, e associa seu martírio aos de Santa Catarina.
O novo padre da paróquia local acredita em sua história, e se inicia um longo processo de exorcismo que leva a morte de Michaela.
Baseado na história de Anneliese Michel, que também inspirou "O Exorcismo de Emily Rose", nem de longe lembra o mais famoso filme de exorcista da história do cinema. A "possuída" daqui não baba ou se contorce horrivelmente. Não se ouve ou vê o que ela vê, o que causa certa angústia em saber se ela realmente está com o cão ou apenas tem problemas psicológicos.
O filme centra foco no drama de Michaela, moça histérica reprimida pelo fervor religioso da família e amparada por um padre que acreditava no que a moça relatava, o que a leva a um triste fim.
É um tanto lento, e demora um bom tempo apresentando seus personagens. É bem cotado no IMDB, se é que isso vale de alguma coisa.
Boa atuação de Sandra Hüller.

domingo, 9 de maio de 2010

ARRASTA-ME PARA O INFERNO

(DRAG ME TO HELL)
EUA - 2009
Dir.: Sam Raimi

Bancária nega prorrogação do fianciamento imobiliário de uma cigana idosa visando agradar o chefe na tentativa de uma promoção.
A mulher lhe lança uma maldição; ela começa a ouvir vozes, ver uma estranha figura, além de ser agredida por algo que não pode ver e em 3 dias irá para o quinto dos infernos, se não conseguir o perdão da dita cuja.
Ela até tenta, mas chega tarde e a velha morre antes.
Resta agora a tentativa de ajuda de um médium para se livrar da praga da defunta.
Raimi, que pulou fora da franquia do Homem-Aranha, parece tentar voltar aos seus tempos de Evil Dead, e o resultado é um filme apenas assistível, mas que qualquer um poderia ter dirigido. Tem aquelas cenas exageradas da época de Evil, e uma história legal, mas já vista antes em "A Maldição" (Thinner/1996), dirigida por Tom Holland e baseada em Stephen King, aonde um advogado atropela um cigano e é condenado a uma morte lenta e dolorosa. Até a solução para se livrar da maldição é semelhante.