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domingo, 9 de setembro de 2012

COLD FISH

(TSUMETAI NETTAIGYO)
Japão - 2010
Dir.: Sion Sono


Syamoto tem uma loja de peixes artesanais tropicais e quando sua filha adolescente é presa roubando ele conhece Murata, dono de uma loja que é quase um shopping perto da loja do outro.
Syamoto é tímido, calado, enquanto Murata é agitado, fala alto e tem personalidade dominadora. No dia seguinte a filha de Syamoto já está trabalhando na loja de Murata, que acredita que poder ajudar a garota a tomar jeito - ela trabalha de shortinho e camiseta, junto de outras meninas na mesma faixa etária.
Syamoto vai descobrir então qual é a do novo "amigo": ele vende peixes baratos como se fossem raros, e cobra uma fortuna por isso. Quando os clientes descobrem a fraude ele simplesmente os elimina, agora com a ajuda da mulher e a de Syamoto, pois fica claro que sua família é refém do outro.
Shion Sono é um sub-Takeshi Miike - seus filmes são menos herméticos, mas de certa forma também cutucam a realizade japonesa.
Seu filme mais famoso, "O Clube do Suicídio" tratava do assunto que lhe dava nome; "A Mesa de Jantar de Noriko" era uma prequel daquele, e apresenta uma estranha empresa que alugava meninas para se apresentarem como parentes de pessoas solitárias - não era prostituição, apenas uma forma de as pessoas fingirem terem netos, filhos, em suma, alguém que se importasse com elas.
Aqui ele parte de um fato real e apresenta uma gama de personagens malucos, aonde sexo e violência andam juntos, fazendo um filme para poucos, já que a quantidade de sangue e tripas em cena é bem alta, com direito a uma aonde um casal rola sobre os restos de um cadáver.
Destaque para o elenco, em especial o interprete de Murata, que parece ligado em 220V.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

EXTE: EXTENSÕES CAPILARES

(EXTE: EKUZUTE)
Japão - 2007
Dir.: Sion Sono


Vigias de um porto encontram um contêiner repleto de cabelo humano, e no meio desse um cadáver de mulher, de origem desconhecida.
O cadáver é levado para o necrotério, e durante a autópsia um fato estranho acontece: seu interior estava cheio de cabelos, além de faltarem rins e um dos olhos.
Um funcionário do necrotério percebe que os cabelos do cadáver continuam a crescer, e decide roubá-lo, já que tem um hábito singelo: roubar os cabelos dos mortos para vendê-los.
E é isso o que ele faz, oferecendo os cabelos como apliques em salões de beleza, causando dessa forma a morte de quem os usa.
Bizarro filme do diretor do ótimo "Clube do Suicídio", mais uma vez sobre a obsessão japonesa envolvendo cabelos, que é uma bola fora apesar de seus estranhos efeitos envolvendo esses, que saem da boca, de feridas e até de uma aparelho de fax...
O final é de dar dó.

domingo, 18 de julho de 2010

A MESA DE JANTAR DE NORIKO


(NORIKO NO SHOKUTAKO)
Japão - 2005

Dir.: Sion Sono


Continuação e prequel de "O Clube Do Suicídio".
O filme foca na Noriko do título, adolescente vivendo em uma cidade pequena que sonha em ir para Tóquio estudar, mas o pai a impede, citando o exemplo de 2 primas que seguiram tal caminho e voltaram grávidas.
Mas a garota é decidida: após fazer amigas na internet ela faz as malas e se aproveitando de um apagão em casa, se manda para Tóquio, para encontrar as amigas e realizar seus sonhos. Tempos depois, é sua irmã Yuka que faz a mesma coisa.
Em Tóquio ela encontra uma de suas amigas virtuais e descobre como a moça sobrevive: através de um negócio de aluguel de famílias para pessoas solitárias.
Em meio a tudo isso o pai das moças começa a investigar seu paradeiro, acredita que elas se envolveram no tal Clube do Suicídio e acaba reavaliando sua relação com as filhas e a segunda mulher, que dá cabo de sua vida aparentemente por não suportar a tirania familiar.
Os fatos do filme anterior são apenas citados aqui, e não são determinantes dos acontecimentos. Até há cenas em flashback, mas a relação é só a de que algumas meninas do círculo de Noriko se mataram nos misteriosos suicídios. Não há nenhuma novidade sobre o tema e nem a banda adolescente do filme anterior é citada aqui.
No mais, é um drama com baixo nível de violência, que tenta explorar a indiferença e as rígidas regras sociais e familiares que regem a sociedade japonesa.
É lento, longo demais (160 minutos) e não parece chegar a lugar algum. Foi premiado em diversos festivais, mas dá um tremendo sono, e nem o final catártico regado a violência em off consegue interessar.

sábado, 17 de julho de 2010

O CLUBE DO SUICÍDIO

(JISATSU SAAKURU)
Japão - 2001
Dir.: Sion Sono


54 alegres estudantes japonesas chegam a uma estação de trem de Tóquio, devidamente vestidas com seu tradicional uniforme-fetiche, contam até 3 e se jogam na frente do trem que chega à estação. Algumas até sorriem. Segue-se então um banho de sangue (meio alaranjado) e a pergunta: por que?
À partir daí novos suicídios acontecem, mas nem todos relacionados aos da estação. Esses tem uma característica: um rolo formado por pele dos suicidas é sempre deixado próximo aos locais dos suicídios coletivos.
Polêmico filme japonês que versa sobre o culto ao suicídio, que no Japão é visto como algo libertador.
O filme nunca deixa claro o que está por trás dos suicídios em massa; são sempre perpetrados por jovens, a maioria meninas, e aparentemente estão ligados a música de uma banda adolescente, Dessart, de música pop, com letras estranhamente ligadas a morte.
Tem gore ao extremo, com cabeças explodindo sob as rodas do trem e pedaços de corpos pra todo lado, sem falar no sangue abundante.
O diretor que era realizador de filmes pornôs gays teve a idéia para o filme após o suicídio de um amigo. O roteiro é um tanto confuso, tem uns personagens que não tem função no filme, como a enfermeira e o segurança do hospital, mas ainda assim rende um filme perturbador, que lança pistas falsas como uma banda de rock que se aproveita do momento para se promover, e um site que é atualizado antes das mortes, sempre prevendo quantas ainda virão. O significado do rolo de pele humana (uma cena mostra a forma bizarra como a pele é extraída) nunca é explicado - talvez simbolize a ligação entre os suicidas.
Um filme incômodo, não destinado aos de estômago fraco. Teve uma continuação: "Noriko No Shokutaku", e também é conhecido como "O Pacto".