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domingo, 25 de setembro de 2022

AS PERIGOSAS DROGAS DO SEXO

(SEI NO GEKIYAKU)
Dir.: Hideo Jôjô
Japão - 2020



Katsuragi é um homem bem sucedido mas insatisfeito com a vida que leva.

Após um fato trágico, ele decide se matar, mas é salvo por sádico que vai submetê-lo a torturas e abuso sexual.

Pra quem curte bizarrice, com direito a bondage, sadomasoquismo, estupro, etc.

A curiosidade é que a direção até tem qualidades, e evita que a coisa pareça uma grande baixaria.

sábado, 26 de dezembro de 2020

BARDA


(BARDA)

Turquia - 2007

Dir.: Serdar Akar

Grupo de amigos que se reúne com frequência em um bar é surpreendido por um bando de homens, que vão lhes torturar, estuprar e até matar sem motivo aparente.

Podia ser descrito como um filme sobre a banalidade do mal: não há motivos para a maldade que se vê em cena, apenas o próprio prazer de ser mau.

O problema é a realização um tanto precária: o bar é nitidamente um cenário, quase teatral, com jeito de improvisado. As atuações são meio toscas, meio histéricas, mas isso se entende pela simplicidade da produção.

Além disso, a violência é praticamente toda em off, mas isso não é problema, pode até ser solução, quando se consegue passar pro espectador o que ele não viu. Nesse caso, a violência é muito insinuada, nada vista e nada sentida. Um exemplo: uma moça é mutilada com uma gilete, mas, quando a coitada é vista, só se vê o sangue e fica a impressão de que alguém jogou tinta vermelha na atriz e rasgou suas roupas.

No mais, fica a impressão que nas mãos de um diretor mais calejado e de uma produção mais eficiente, poderia render um filme bem mais incômodo.

domingo, 8 de setembro de 2019

TRAUMA

(TRAUMA)
Chile - 2017
Dir.: Lucio A. Rojas


Porn torture a moda latina.
Moças vão passar uns dias em uma casa de veraneio sem saberem (óbvio, senão elas não iriam pra lá é?) que a região é a área de atuação de um pervertido que se diverte torturando e matando incautos.
O filme começa com um prólogo da vida do sujeito - a família, e ele também, foram barbarizados pelas tropas de Pinochet e o sujeito agora se dedica a perpetuar os horrores que sofreu.
Tem de tudo: abuso sexual, inclusive de um bebê, tortura, estupro, cabeça indo pelos ares, gente derretida por ácido e todo tipo de morte criativa e esdrúxula que se pode imaginar.
Fica meio difícil engolir só o fato das moças, desarmadas, se juntarem para resgatar uma criança, e o fato do cara ser conhecido "mas não atacar turistas", mas, vai lá, deve agradar os sádicos de plantão.

domingo, 12 de março de 2017

ATROZ

(ATROZ)
México - 2015
Dir.: Lex Ortega


Policial prende 2 sujeitos em flagrante por atropelamento e no carro deles descobre uma fita de vídeo que esconde um bárbaro assassinato de um travesti.
Usando métodos típicos de países como Brasil e México, ele descobre o esconderijo da dupla e outras fitas de vídeo, e mais crimes igualmente bárbaros.
Filme muito mimoso, em um formato interessante aonde parte é filmado em primeira pessoa, no caso, o ponto de vista dos assassinos.
Parafilia, sadismo, estupro de filho pelo pai (com ajuda da mãe), incesto, homofobia, misoginia, suicídio, tortura, etc. Ou seja, um filme violento para estômagos muito fortes.
Parente direto dos filmes de Ruggero Deodato e do famigerado "A Serbian Film".
O diretor é responsável por um dos segmentos de "México Bárbaro", em que falava de tráfico de órgãos, violência contra crianças e também mergulhava no gore.
Ah, o filme ainda tem uma cena aonde os genitais de um homem são cortados a sangue frio e costurados na vagina de uma mulher, que teve os seios arrancados e costurados no peito do cara.
Muito fofo.

domingo, 27 de março de 2016

O MARIDO PERFEITO

(THE PERFECT HUSBAND)
Itália - 2014
Dir.: Lucas Pavetto


Produção italiana, feita daquele jeito que os italianos adoram: falada em inglês e passado nos EUA, pra ganhar o mercado externo.
É o de sempre: mulher viaja com o marido para uma cabana deserta e ele então mostra seu lado doentio, ciumento e violento, com direito a final surpresa.
Filme absolutamente banal e dispensável, ainda que aparente certa misoginia, pois a coitada apanha que nem boi ladrão e ainda é estuprada.

sábado, 17 de agosto de 2013

AFTERSHOCK

(AFTERSHOCK)
Dir.: Nicolás López
EUA / Chile - 2012


Horror que mistura porn torture com cinema catástrofe, e que demora mais de meia hora pra engrenar, apresentando Gringo (o cineasta Eli Roth, de "O Albergue" e "Cabana do Inferno") e seus amigos idiotas, que vão pra uma rave aonde conhecem algumas garotas bonitinhas e igualmente desinteressantes.
O grupo vai para Valaparaíso quando acontece um terremoto e eles são obrigados a correr, primeiro de uma ameça de tsunami, depois dos bandidos que fugiram da cadeia destruída no tremor.
Seguem estupros, mortes por tiros e esmagamento, além de acidentes e uma personagem queimada viva.
Algumas personagens que pareceriam importantes morrem no meio do filme, e o protagonismo acaba indo parar nas mãos de quem parecia sem importância para a história, o que funciona como umas poucas surpresas da trama.
A cena final é pra lá de previsível.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

SEQUESTRADOS

(SECUESTRADOS)
Espanha / França - 2010
Dir.: Miguel Ángel Vivas


Família se muda para a casa nova e logo na primeira noite a casa é invadida por três homens. Eles mantém mãe e filha presas e um deles vai com o dono da casa até um caixa automático sacar dinheiro. Dos dois bandidos que ficam com as duas mulheres, um é um verdadeiro animal, e as elas vão comer o pão que o diabo amassou, com direito a tentativa frustrada de fuga, estupro e espancamento.
Vivas fez um filme violento, muitíssimo bem dirigido, sem dar chance a seus personagens e também aos espectadores, que não tem trégua.
Em uma das cenas, enquanto a família é barbarizada a câmera mostra fotos da família feliz, em porta retratos. Em outra, um bandido vasculha a casa e no fundo se ouvem os gritos de desespero. Além disso, o diretor ainda recorre a um recurso pouco em uso ultimamente: a tela divida, mostrando a ação ocorrendo simultaneamente em locais diferentes. Ainda tem uma cena muito bem feita, que remete ao francês "Irreversível".
O fim ainda guarda uma surpresa para o espectador, que talvez seja o único pecadinho do diretor, pois parece uma tentativa de levar a violência ao extremo.
Altamente recomendado, principalmente por mostrar um horror que não é improvável, ou inverossímel, pois é algo recorrente e factível em qualquer lugar do mundo, basta ver os jornais, em suas páginas policiais.

sábado, 11 de julho de 2009

THRILLER

(THRILLER - EN GRYM FILM)
Suécia - 1973
Dir.: Bo Arne Vibenius


Madeleine foi estuprada quando criança e por isso perdeu a fala. 15 anos depois, ela aceita a carona de um desconhecido e este a rapta, a mantém sob efeito de heroína até torná-la viciada e então é obrigada a se prostituir para ganhar a droga nossa de cada dia, e não morrer de abstinência.
No primeiro programa Madeleine ataca seu cliente e em troca tem seu olho perfurado numa incômoda cena. A partir daí ela decide se vingar: aprende a lutar, a dirigir e a atirar disposta a acabar com seus algozes.
Um dos mais badalados explotations da história do cinema, se vale além das cenas de violência, também de cenas de sexo explícito, visivelmente inseridas depois, pois nessas cenas não aparecem os rostos dos atores e nada acrescentam ao filme.
Um filme meio tosco, com uma irritante câmera lenta nos momentos de violência visivelmente inspirada em Peckimpah e De Palma, mestres no uso do artifício, mas que aqui só tornam a ação mais lenta. Dizem que Tarantino se inspirou nisso aqui para fazer alguma de suas porcarias.
Só vale pela curiosidade.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

CALVÁRIO

(CALVAIRE)
Bélgica - 2004
Dir.: Fabrice Du Welz


Drama de horror que parece uma história de Kafka dirigida por David Lynch.
O filme retrata o pesadelo vivido por Marc, um cantor cujo carro enguiça à noite em uma estrada deserta.
Surge então um maluquinho, cuja presença é determinante em todos os acontecimentos do filme, procurando por sua cachorra desaparecida. Este leva Marc até uma pousada vazia por ser baixa estação.
Marc é bem recebido pelo dono do lugar, que imediatamente começa a lhe sabotar o carro, como forma de impedi-lo de ir embora.
Lá pela tantas, este surta e passa a tratá-lo como sua ex-mulher, também cantora, que lhe abandonara. Começa então o misto de calvário e pesadelo do protagonista, que inclui até uma crucificação e a obrigação de vestir as roupas da fugitiva. Surpreendentemente os demais personagens do filme (todos homens), começam a tratá-lo também como a dita fujitiva.
Mais uma vez o tal maluquinho é fator determinante na sequência dos fatos, quando surge em cena com um bezerro dizendo ser a tal cachorra desaparecida. Segue-se um banho de sangue e uma meia reviravolta, que não determina o fim da via crucis do infeliz.
Não é um filme gay; os personagens simplesmente tomam o coitado como uma mulher que nunca tem sua verdadeira estória explicada. As cenas de sexo se limitam a duas: uma de bestialismo e o estupro do infeliz.
Vale ser visto pela segurança da narrativa e da direção, que passa toda a agonia do protagonista. A fotografia é bacana, utilizando o vermelho em quase todas as cenas, em maior ou menor intensidade, e criando um clima sufocante, mesmo com muitas cenas de externas. Destaque também para uma bizarra e assustadora cena de dança no bar do povoado e para a capa do DVD.