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sábado, 26 de junho de 2021

KOLSKAYA SVERHGLUBOKAYA


(KOLSKAYA SVERHGLUBOKAYA)
Rússia - 2020
Dir.: Arseny Syuhin

Curioso horror e Sci-Fi russo sobre uma epidemiologista que é convocada para ir a um laboratório localizado a 12 km de profundidade.
O local foi atacado por alguma doença misteriosa que corre o risco de escapar e causar um baita estrago na superfície.
Tem alguma coisa de "O Enigma do Outro Mundo", o recente "Ameaça Subterrânea" e qualquer outro filme aonde cientistas e militares se vêem às voltas com algo desconhecido. Uns querem destruir, outros querem fazer fama e/ou grana.
O problema é justamente uma trama meio batida e longa demais, não tem trama pra suas duas horas de duração.
Mas, é um filme interessante, como o recente, e melhor, "Sputnik".

domingo, 13 de agosto de 2017

ATRAÇÃO

(PRITYAZHENIE)
Rússia - 2017
Dir.: Fedor Bondarchuvk


Agitada aventura de ficção sobre uma nave alienígena que é primeiro atingida por uma chuva de meteoritos e, depois de revelada, abatida pela força área russa, se estatelando em plena Moscou, causando mortes e destruição.
A área é cercada, mas um grupo de amigos consegue furar o cerco e acabam encontrando um ET: um sujeito bonitão que fala russo fluente e encanta justamente a filha do general que tem que lidar com os visitantes indesejados, cuja nave parece absorver toda a água próxima, o que faz com que seus ocupantes sejam vistos como inimigos.
Correndo contra o tempo, o ET ajudado por sua nova amiga, tenta retornar a nave a assim partir para seu planeta, pois esse nosso mundo é muito atrasado.
Ótimos efeitos especiais, principalmente na destruição de Moscou e nas lutas dos ET´s com os humanos na parte final.
Não faz feio frente a seus similares americanos, embora tenha ecos de "O Dia Que a Terra Parou" e "Undependence Day".

domingo, 8 de janeiro de 2017

O RITUAL

(III)
Rússia - 2015
Dir.: Pavel Khvaleev


Em uma aldeia e época não especificada, as pessoas estão morrendo de alguma doença misteriosa que mata a mãe de Ayia e Mirra.
Quando Mirra fica doente, Ayia decide realizar um estranho ritual para combater o mal que aflige a irmã, que claramente não é algo físico.
Ela então entra na mente da irmã, para enfrentar alguma coisa que se alimenta do medo de Mirra.
Filme estranho, pouco explicado, como é comum no cinema fantástico russo, mas muito bem dirigido e fotografado.
Filme intrigante, que se assiste mais pelo fascínio que a produção produz do que pelo terror em si,

domingo, 29 de maio de 2016

RAINHA DE ESPADAS - O RITUAL SOMBRIO

(PIKOVAYA DAMA. CHYORNYY OBRYAD)
Rússia - 2015
Dir.: Svyatoslav Podgayevskiy


Jovens invocam algum tipo de entidade que vive escondida atrás dos espelhos e essa sai matando um a um cada um deles, enquanto tentam entender o que libertaram e como se livrar da coisa.
A trama é meio manjada - lembra um certo filme de uma garota num poço... e é bem convencional, inclusive com o uso de efeitos de CGI genéricos, parecidos com inúmeros efeitos vistos por aí.
Como é russo, tem aquela trama meio embolada que caracteriza os filmes do gênero vindos de lá.
Ah sim, a moça que dá nome ao filme foi libertada após se desenhar uma porta e uma escada no espelho...

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

VIY

(VIY)
Rússia / Ucrânia / Rep. Tcheca
Dir.: Oleg Stepchenko


Ótima versão russa para o clássico de 67, baseado em conto de Gogol e em lendas dos países eslavos.
A novidade aqui é respeitar a lenda e incluir novos elementos como uma aldeia dominada pelo fanatismo religioso e um cientista inglês (Jason Flemyng) que se interessa pela história do padre que desapareceu após passar três dias velando o corpo de uma bela moça, filha de um mandachuva do lugar.
Os efeitos são ótimos e não fazem feio frente aos similares americanos, em especial a sequência na taberna em que o personagem de Flemyng é atacado por criaturas dignas dos filmes de Del Toro, e que remete diretamente a uma sequência semelhante no filme original.

sábado, 6 de setembro de 2014

O VISITANTE DO MUSEU

(POSETITEL MUZEYA)
Rússia - 1989
Dir.: Konstantin Lopushanskiy


Ficção russa, passada em um tempo pós apocalíptico aonde o mar subiu, causando o alagamento de algumas áreas da Terra.
Viajante (nenhuma das personagens tem nome) viaja para uma dessas regiões alagadas para visitar um museu, isolado pelo mar, e que só é acessível quando a maré baixa, sendo empreendida uma viagem de 3 dias de ida e 3 de volta, sob o risco de ser tragado pela subida da maré.
No caminho, personagens desolados e desesperançados, além de mutantes - seres humanos deformados e deficientes mentais, que vivem à espera de um Messias, cultuando uma
religião e entoando uma estranha oração aonde pedem "deixe-nos sair" à exaustão.
Sci-fi de tom filosófico bem aos moldes russos, com questionamentos religiosos e aquelas paisagens típicas desses filmes - as cenas no lixão são impressionantes e lembram muito "Stalker", de Tarkovsky.
Filme lento, longo, de difícil compreensão, embora fique claro o significado da oração - e o discurso final do protagonista deixa isso bem claro.
O diretor é o mesmo de "Gadkie Lebedi" e "Pisma Myortvogo Cheloveka", com direito a muita fotografia avermelhada, repetindo esses dois filmes.

quarta-feira, 28 de março de 2012

CARGO 200

(GRUZ 200)
Rússia - 2007
Dir.: Aleksey Balabanov


Depois de se divertir em um clube, Angelika, filha de um figurão do Partido Comunista, sai com Valery, namorado de sua amiga, sendo que ela namora um soldado que está na guerra, no Afeganistão. Ele decide ir a uma casa afastada comprar bebida produzida ilegalmente, enche a cara e apaga.
Sozinha, Angelika acaba sequestrada por Zhurov, um capitão de polícia, sádico, violento e psicótico que a leva para casa, a trata como esposa e mantém algemada na cama, com a complacência da mãe dele, visivelmente desequilibrada.
O martírio dela não termina aí: depois de abusada sexualmente com uma garrafa pelo capitão é estuprada por outro homem, sob ordens do "marido" e obrigada a dividir a cama com o cadáver do noivo.
O título faz referência aos carregamentos que traziam os cadáveres dos soldados mortos na guerra do Afeganistão. O filme se passa em 1984, época em que começou a debandada soviética no país dos Talibãs e seria uma alegoria sobre a decadência do império soviético.
Foi muito elogiado nos festivais aonde foi exibido e impressiona por ser baseado em fatos reais. É uma mistura de violência, desrespeito aos direitos humanos, abuso de poder (o tal capitão mata e corrompe; o pai da desaparecida ameaça um oficial com limpeza de banheiros, caso ele não encontre sua filha em 24 horas), corrupção, indiferença e covardia.
O filme se passa em uma cidade industrial, cinzenta e decadente, que reflete o fim de uma era, e a fotografia, que valoriza tudo isso acaba sendo outro atrativo, pois fica a cargo de sua deprimente história.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

TEMNYE VODY

(TEMNYE VODY)
Rússia / Itália / Inglaterra - 1993
Dir.: Mariano Baino


Elizabeth chega a um convento localizado em uma ilha de um país incerto, provavelmente no leste europeu, para tentar saber mais sobre seu passado. O local é quase medieval, não tem eletricidade e as freiras vivem em completo isolamento.
Ela espera encontrar uma amiga que vive lá, mas depois descobre que a moça morreu, e que o lugar vive às voltas com um mistério que envolve um antigo amuleto. Depois de travar amizade com uma das freiras, elas começam a investigar os motivos da morte de Thereza, a tal amiga.
Produção multinacional, com diretor italiano e roteiro que lembra o de “Suspiria”, de Dario Argento, mas é confuso, e as vezes dá a impressão que a protagonista apenas anda pra lá e pra cá. O filme se garante nas boas cenas e na fotografia, valorizada pela presença do fogo em quase todas as passagens, além de uma rápida cena de gore.
É bem cotado nos sites especializados, mas não é nada imperdível.