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sábado, 22 de março de 2014

O ATAÚDE DO MORTO VIVO

(THE OBLONG BOX)
Inglaterra - 1969
Dir.: Gordon Hessler


Vincent Price interpreta Julian, que voltou da África e mantém o irmão, Edward, trancado em um quarto, pois este contraiu alguma doença misteriosa (que seria fruto de magia negra) que lhe deformou o rosto e causa crises de loucura.
Só que Edward não está disposto a permanecer trancado pelo resto da vida, e arma um plano para ser dado como morto, enterrado e depois resgatado.
Só que o plano dá errado, e ele vai parar no laboratório do Dr Newhart (Christopher Lee), que compra cadáveres roubados para pesquisas sobre o corpo humano.
Livre, Edward planeja se vingar de quem teria lhe traído.
Lee e Price só dividem uma cena, e o personagem principal acaba sendo mesmo o Edward, de Alister Williamson, que mesmo só mostrando a cara deformada no fim rouba as cenas em que surge, com seu jeito fleumático e empostado de falar.

domingo, 11 de setembro de 2011

CONDE DRÁCULA

(NACHTS, WENN DRACULA ERWACHT)
Dir.: Jess Franco
Espanha - 1973


Versão de Jess Franco, que aqui assina Jesse mas na verdade se chama Jesus, para o famoso livro de Bram Stocker, realizada com a habitual escassez de recursos do diretor.
É a versão clássica: Jonathan Harker viaja à Transilvânia para negociar a venda do castelo de Drácula, mas esse se encanta com a foto da noiva de Harker (na verdade, ele acredita ser ela a reencarnação de sua amada) e viaja a Londres para seduzir a moça.
Klaus Kinski, Herbert Lom e a musa do cinema de Jess Franco, Soledad Miranda, completam o elenco.
Franco é mais associado a filmes eróticos e de sexo explícito e aqui abre mão de qualquer erotismo.
A rigor o filme nada acrescenta aos filmes sobre vampiros e o Conde Drácula.
Christopher Lee interpreta o Conde e no mesmo ano ele protagonizou "Scars Of Dracula".
Faz falta aqui o charme dos filmes da Hammer.

sábado, 13 de agosto de 2011

O CORPO E O CHICOTE

(LA FRUSTA E IL CORPO)
Itália / França - 1963
Dir.: Mario Bava


Christopher Lee interpreta Kurt Menliff, um nobre renegado pelo pai, odiado pela família e até pela empregada, que o acusa de responsável pelo suicídio da filha dela. Ele volta para casa, para brigar por seus direitos, mas é morto misteriosamente.
Seu fantasma então retorna para infernizar a vida de Revenka, sua cunhada e ex-futura mulher, com quem mantinha um relacionamento sado-masoquista - a mulher curte levar umas chicotadas no lombo, daí o título do filme.
Quando o pai de Kurt é assassinado, os demais membros da família começam a acreditar na possibilidade de seu espírito estar em busca de vingança.
Horror que une dois mitos do gênero: Lee e Bava.
Clima sombrio valorizado pela fotografia escura, e um certo ar de filme da Hammer. Boa pedida.

domingo, 17 de julho de 2011

AS PROFECIAS DO DOUTOR TERROR

(ASYLUM)
Inglaterra - 1972
Dir.: Roy Ward Baker

Seis passageiros se encontram em uma cabine de um trem, sendo que Peter Cushing interpreta um homem misterioso que se proprõe a ler a sorte dos demais no tarô.
O primeiro homem descobre que vai se envolver com o túmulo de um suposto lobisomem; o segundo se vê as voltas com uma planta inteligente, capaz até mesmo de matar para se defender; o outro, um músico, vai se apropriar de uma música cerimonial vudu, o que lhe causará problemas.
Christopher Lee interpreta um crítico de arte, que depois de humilhado por um desafeto decide se vingar, no quarto segmento; e Donald Sutherland, em seu segundo filme, é um médico que pode estar às voltas com um paciente mordido por um vampiro.
Horror mediano em episódios, com a famosa dupla Lee/Cushing, que tem trama e desenvolvimento muito parecidos com o posterior "A Cripta dos Sonhos", também da Amicus.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A MALDIÇÃO DA CAVEIRA

(THE SKULL)
Inglaterra - 1965
Dir.: Freddie Francis



Terror da Amicus, a concorrente inglesa da Hammer.
Maitland (Peter Cushing) é um colecionador de antiguidades e estudioso de magia negra e bruxaria que recebe uma proposta tentadora: comprar o crânio do famigerado Marquês de Sade. Ele é alertado por um amigo, interpretado por Christopher Lee, de que a peça é autêntica e adorada por seres invisíveis que praticam sacrifícios rituais.
Logo ele passa a desenvolver uma obsessão pelo objeto, e se dispõe a fazer qualquer coisa para mantê-lo entre suas posses.
Filme legalzinho valorizado pela boa interpretação de Cushing.

domingo, 26 de dezembro de 2010

HORROR HOTEL

(CITY OF THE DEAD)
Inglaterra - 1960
Dir.: John Llewellyn Moxey



Estudante de história se entusiasma com as aulas de bruxaria de seu professor (intrepretado por Christopher Lee, mais uma vez as voltas com bruxaria ou satanismo), e aconselhada por este viaja até a pequena cidade de Whitewood para fazer pesquisa in loco.
Ela desaparece, mas antes fica sabendo que o lugar foi amaldiçoado por uma bruxa que foi queimada séculos antes pelos moradores locais, e que a tal bruxa pode ainda estar viva.
Seu namorado e o irmão partem então para Whitewood para procurá-la, ajudados pela descendente de uma das moradoras do local.
Produção dos estúdios Vulcan, que depois mudaria de nome para Amicus e seria o principal concorrente da Hammer.
Boa produção, valorizada pela fotografia em preto e branco e o clima sombrio.

domingo, 12 de dezembro de 2010

A DEUSA DA CIDADE PERDIDA

(SHE)
Inglaterra - 1965
Dir.: Robert Day


Três amigos em viagem pela Palestina são surpreendidos quando um deles recebe um mapa que indicaria a localização da mítica cidade de Kuma, criada por um grupo de egípcios.
Um deles seria a reencarnação de um sacerdote e tem sido procurado à séculos por Ayesha, a mandachuva local interpretada por Ursula Andress, e que encontrou uma forma de vencer a morte.
Eles então decidem conferir se a história é real e descobrem que sim, a cidade existe e que a Ayesha é uma tirana cruel e capaz e qualquer coisa para ter a reencarnação de seu amado ao seu lado.
Baseado em H. R. Rider, a aventura ainda tem Peter Cushing e Christopher Lee como um sacerdote egípcio.
É uma aventura interessante, naquele tipo "Sessão da Tarde" e que a TV não exibe mais.

sábado, 4 de dezembro de 2010

OS DEMÔNIOS DO FOGO

(THE NIGHT OF THE BIG HEAT)
Inglaterra - 1967
Dir.: Terence Fisher


Pequena ilha no litoral inglês sofre com uma estranha onda de calor, e um cientista, Godfrey Hanson (Christopher Lee) está convencido que se trata de uma espécie de alienígena que chegou à Terra captado pelas antenas de televisão.
Como precisam de calor para sobreviver, eles pretendem aquecer a superfície do planeta e transformar os seres humanos em churrasquinho bem passado.
Mistura de terror e sci-fi corriqueiro com Peter Cushing fazendo uma pontinha insignificante.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A ESSÊNCIA DA MALDADE

(THE CREEPING FLESH)
Inglaterra - 1973
Dir.: Freddie Francis


Emmanuel Hildern (Peter Cushing) retorna da Nova Guiné com um estranho esqueleto que ele acredita ser o elo perdido, e que revolucionaria a pesquisa sobre a origem da raça humana.
Durante a pesquisa com o esqueleto ele descobre que o troço é capaz de se regenerar com água e conclui que o mal está presente ali, nas células do misterioso ser.
Seu objetivo: produzir um soro que seria capaz de eliminar o mal de qualquer ser vivo, considerando que o mal seria uma doença, não algo demoníaco ou apenas psicológico.
De início ele testa a vacina em um macaco e depois na filha, que ele temia carregar os mesmos genes da loucura que vitimaram a mãe. Mas essa sai de controle, mata um homem e vai parar no manicômio mantido por seu irmão, James (Christopher Lee), um médico de ética duvidosa, com quem Emmanuel disputa o posto de gênio da família. James descobre que o achado do irmão pode lhe roubar um prêmio que ele considerava certo conseguir em suas pesquisas sobre a loucura, e rouba o esqueleto.
Esse é molhado acidentalmente pela chuva, e aí...
Mais um com a dupla Cushing e o quase sempre vilão Lee.
É curioso, tem a boa atuação da dupla e produção bem acabada. O final foge ao habitual final que se espera em filmes do tipo.

UMA FILHA PARA O DEMÔNIO

(TO THE DEVIL A DAUGHTER)
Inglaterra - 1976
Dir.: Peter Sykes


Homem procura um escritor de livros de terror e lhe conta uma história sobre satanismo, e que sua filha, Catherine (Nastassja Kinski), uma noviça, seria usada em um ritual demoníaco, conforme acertado num pacto de 18 anos atrás.
O ritual seria executado por Padre Michael, interpretado por Christopher Lee, e visava trazer à vida o demônio Astharot.
Trama confusa no penúltimo filme da Hammer e que também é considerado o último grande filme da produtora.
Tem uma cena polêmica graças à nudez de Kinski, então com 15 anos, o que levou o filme a ter problemas com a justiça americana, e que os ingleses resolveram mentindo a idade da atriz.
Richard Widmark e Honnor Blackman, a Pussy Galore de "007 Contra Goldifinger" coestrelam um filme meio morno, que tenta se valer de algum erotismo.
Ainda tem uns efeitos muito feios quando se vê a roupa e as luvas antichamas em um personagem que morre queimado e o bizarro bebê-monstro da trama.

domingo, 28 de junho de 2009

O ESPANTALHO

(THE WICKER MAN)
Inglaterra - 1973
Dir.: Robin Hardy


Neil Howie, policial carola a ponto de se manter virgem para o casamento, recebe uma denúncia de que uma menina teria desaparecido e sua família não teria dado queixa. Ele então se dirige a uma ilha na costa da Escócia famosa por sua produção de frutas mesmo em condições não apropriadas, e lá encontra uma comunidade que segue uma religião anterior ao cristianismo e cultua os deuses do campo, do mar, o fogo, etc.
A comunidade vive sob a liderança de Lord Summerisle (Christopher Lee), neto do primeiro fazendeiro a implantar novas técnicas de agricultura e que estimulava os locais a manterem suas tradições, que incluíam até mesmo sexo ao ar livre, o que choca Howie.
Mesmo com a contrariedade dos moradores, que dizem que a menina não desapareceu, Howie continua com suas investigações, agora acreditando que a menina seria sacrificada em um ritual de prosperidade à algum deus pagão, pois a última colheita fracassara; até chegar a um final surpreendente, para ele e os espectadores.
Um dos filmes mais bacanas da década de 70, e talvez da história do cinema. Criou polêmica à época do lançamento e por isso foi para as telas com 15 minutos a menos. Na versão do diretor que circula na net, são visíveis as cenas deletadas pois a cor dessas difere do resto do filme.
Em uma dessas cenas, o personagem de Lee divaga em um monólogo aonde diz que poderia viver como os animais, pois esses não cultuam os antepassados, nem se curvam ante alguém morto há dois mil anos.
São muito bonitas e sensuais as cenas da dança da personagem de Britt Ekland, nua, em seu quarto. Sensual sem descambar para o erotismo bagaceiro.
O filme se baseou em pesquisa histórica, daí a presença quase didática de elementos do paganismo banido com a asceção do cristianismo: rituais em torno do fogo visando a fertilidade; um bizarro tratamento para garganta inflamada que consiste em pôr um pequeno sapo na boca de uma criança; o culto ao pênis como símbolo de força geradora da natureza e por aí vai.
Teve uma horrenda refilmagem com Nicolas Cage, que é totalmente ridícula e despropositada.
Lee declarou que o Lorde Summerisle foi seu melhor papel, e por aí já se pode ver como o filme é digno de registro.

sábado, 27 de junho de 2009

OS RITOS SATÂNICOS DE DRÁCULA

(SATANIC RITES OF DRACULA)
Inglaterra - 1973
Dir.: Alan Gibson 


Órgão secreto do governo inglês investiga a participação de proeminentes figuras da sociedade inglesa em uma seita de culto ao demônio. Durante uma incursão à mansão aonde tais ritos são praticados, os agentes descobrem a existência de um grupo de moças vampirizadas vivendo acorrentadas no porão e então decidem procurar um especialista em ocultismo: Van Helsing (Peter Cushing), que logo conclui que Drácula (Christopher Lee), está por trás da seita. As coisas se complicam quando é descoberto que um dos cientistas participantes está envolvido com pesquisas que visam a criação de uma variação de peste bubônica capaz de dizimar a população do planeta, o que é na verdade objetivo de Drácula.
Segunda tentativa da Hammer de trazer Drácula para a época atual, no caso a década de 70 (a anterior foi “Drácula no Tempo da Minisaia“).
Mistura satanismo, vampirismo e ciência. Não tem relação direta com os filmes anteriores, que se passavam no século XIX, à exceção de uma fala de Van Hensing, quando ele diz que sua família sempre combateu os vampiros. A atmosfera gótica dos filmes da década de 60 faz alguma falta, mas é interessante, ágil e violento, mas sem exagero para os tempos atuais.

domingo, 21 de junho de 2009

DRÁCULA NO TEMPO DA MINISSAIA

(DRACULA 1972 A.D.)
Inglaterra - 1972
Dir.: Alan Gibson


Em 1872, depois de escapar da Transilvânia, o Conde Drácula (Christopher Lee) é morto por seu eterno inimigo Van Helsing (Peter Cushing) em pleno Hyde Park, e tem suas cinzas recolhidas por algum seguidor. 100 anos depois, um descendente desse seguidor convence um grupo de jovens meio transviados a participar de um ritual de invocação ao demônio, e acaba por trazer o Conde de volta a vida, que mata uma das moças integrantes do grupo.
Logo começam a surgir corpos por Londres, e a polícia recorre a um descendente de Van Helsing, por acreditar que os assassinatos estão relacionados a algum ritual, e também porque a neta do famoso antropólogo fazia parte do grupo que estava com a primeira moça morta. Interessado pela neta do inimigo, Drácula a sequestra e, obviamente, enfrenta o inimigo em mais uma batalha entre os dois.
Foi o primeiro filme da Hammer a trazer Drácula e Helsing para tempos atuais, no caso a década de 70. Até que funciona, dada a habitual boa produção e ritmo. Foi o penúltimo de Cushing e Lee juntos para a Hammer usando os caninos do vampiro (o último foi o posterior "Os Ritos Satânicos de Drácula"). Tem algum sangue, violência e aquele tipo de música característica dos filmes da época. Tem o mesmo diretor de "Ritos...", e usa a mesma mistura de rituais demoníacos como esse, e assim como "Sangue de Drácula", seus seguidores usam suas cinzas e um ritual envolvendo sangue para trazê-lo de volta. Esquisito mesmo é o título nacional...

sábado, 6 de junho de 2009

O CONDE DRÁCULA

(SCARS OF DRACULA)
Inglaterra - 1970
Dir.: Roy Ward Baker


Um dos incontáveis filmes sobre o personagem de Bram Stocker produzidos pela Hammer e estrelados por Christopher Lee.
Rapaz galanteador, fugindo do pai de sua última conquista vai parar no castelo de Drácula, aonde desaparece. Seu irmão e a noiva, que é apaixonada pelo desaparecido, vão à sua procura. Mesmo avisados pelos moradores, que já haviam tentado destruir o vampiro e tiveram suas esposas massacradas, decidem visitar o castelo à procura do rapaz.
O vampiro decide então tomar a moça para si, sendo que seu auxiliar também cai de amores pela dita cuja.
Lee deve ter feito esse a contragosto por força contratual, ou sua desinteressada e apagada atuação é mesmo fruto de péssima direção. Seu Drácula nada tem de sedutor, é monossilábico e não parece nada ameaçador.
A história é fraca, não tem nada de novo e de diferente só tem a forma como dão cabo do vampiro no fim, o que nem é obra dos personagens, totalmente desinteressantes, e parece mais uma fatalidade.
Tem umas cenas de sangue e nudez e umas falhas técnicas do tipo cenas que se passam a noite mas mostram um tremendo céu claro; além de um horrendo morcego cenográfico muito mal feito. Não se perde nada deixando de assistir isso aqui.

SANGUE DE DRÁCULA

(TASTE THE BLOOD OF DRACULA)
Inglaterra - 1970
Dir.: Peter Sasdy


Quarta aparição de Christopher Lee como Drácula nos filmes da Hammer, sendo que no mesmo ano de 70 ele ainda fizera outros 2 como o Conde: um para a Hammer e outro sobre a direção de Jess (ou Jesus) Franco.
Grupo de homens liderados por um nobre bem sucedido faz um culto ao demônio utilizando o sangue de Drácula recolhido por um comerciante de antiguidades. O objetivo é acumular poder e riqueza mas eles acabam trazendo o vampiro de volta a vida e este se volta contra eles.
Tem boa produção, como sempre, mas uma história fraca além de alguma nudez e erotismo.

sábado, 2 de maio de 2009

DRÁCULA, O PERFIL DO DIABO

(DRACULA HAS RISE FROM THE GRAVE)
Inglaterra - 1968
Dir.: Freddie Francis


Drácula volta a vida quase que por acaso - graças ao sangue de um padre, que se torna seu braço direito - e e decide colocar seus afiados caninos no pescoço da sobrinha de um Monsenhor. Produção corriqueira da Hammer, que é o quarto da série iniciada com "Drácula" e o terceiro com Christopher Lee, mais uma vez sem Peter Cushing.
Dessa vez o vampiro está longe de seu castelo (seu caixão está no porão de uma padaria...). Lee está mais uma vez monossilábico; tem algum sangue, aqueles decotes tradicionais da Hammer e aquelas cenas "noturnas" filmadas de dia . Nada de muito antológico.

sábado, 4 de abril de 2009

DRÁCULA, O PRINCÍPE DAS TREVAS

(DRACULA, PRINCE OF DARKNESS)
Inglaterra - 1966
Dir.: Terence Fisher


Dois casais de férias são alertados por aqueles aldeões assustados de sempre para não se aproximarem de um certo castelo, em cima de uma montanha. Não adianta nada, pois ao chegarem próximo ao tal castelo são abandonados pelo cocheiro que diz retornar no dia seguinte para levá-los de volta.
É aí que surge um coche vazio, e ao entrarem na carruagem são imediatamente levados ao tal castelo aonde não deveriam ir e são recepcionados por um misterioso mordomo e um farto jantar. O mordomo explica que seu patrão morreu há 10 anos, mas deixou ordens para que qualquer visitante fosse bem recebido.
Logo ele sacrifica um dos visitantes, e com o sangue do morto ressuscita Drácula, numa interessante cena de sobreposição de imagens. A partir daí é o de sempre: Drácula tentando cooptar a donzela restante e seu marido tentando salvá-la.
Mais uma produção da Hammer, que essa sim, é sequência direta do Drácula (1958), inclusive com cenas da morte do vampiro no filme anterior. Tem o de sempre: a floresta sinistra; os aldeões assustados que se tornaram avós daqueles velhinhos que sempre alertam sobre os assassinos dos filmes de terror; moças com decotes e um padre corajoso. Além disso, respeita a mitologia do vampirismo como alho, água benta, crucifixos e a pouca lembrada possibilidade de matar o vampiro por afogamento em água corrente.
Diz a lenda que Lee detestou o roteiro, e por isso seu personagem só aparece depois da metade do filme e não tem falas. O vampiro também tem um ar triste que tem bem a ver com sua condição de morto vivo.

segunda-feira, 30 de março de 2009

DRÁCULA

(HORROR OF DRACULA)
Inglaterra - 1958
Dir.: Terence Fisher


O filme é baseado na obra de Bram Stocker; mas na verdade apenas toma emprestados os nomes das personagens. Quem viu o filme de Coppola ou a versão com Frank Langella na década de 70, vai perceber a diferença no destino das personagens.
Jonathan Harker chega ao castelo do Conde (Christopher Lee) para, supostamente, trabalhar como bibliotecário do vampiro. Na verdade, seu objetivo é matar Drácula, mas o plano falha, e Jonathan mata apenas uma escrava de Drácula, sendo morto depois. Como vingança, o Conde escraviza a noiva de Jonathan, Lucy, mas esta é morta por Van Helsing (Peter Cushing).
Mais uma vez o vampiro se vinga, escravizando a cunhada de Lucy.
Resta a Van Helsing e o marido da moça enfrentarem o vampiro.
Bem cuidada produção da Hammer; a primeira a reunir Lee e Cushing nos papéis que lhes deram fama, e que seriam repetidos depois, sejam juntos ou separados.
O vampiro quase não aparece, e Cushing praticamente rouba a cena. O ritmo é ágil, e a idéia de rever a obra de Stocker acaba sendo boa, pois surpreende aqueles que já conheciam a estória.
Foi o primeiro de uma série. Depois vieram algumas sequências diretas, aonde o vampiro era ressuscitado graças a algum acidente (tipo Jason...) ou por algum seguidor. Além de outros como "As Noivas de Drácula (The Brides of Dracula)", de 1960, aonde o conde já está morto mas ainda deixou um 'filhote' pronto para dar sequência a busca por pescoços de donzelas desavisadas.