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domingo, 12 de julho de 2015

12 DIAS DE TERROR

(12 DAYS OF TERROR)
África Do Sul - 2005 (TV)
Dir.: Jack Sholder


É mais um drama do que um filme de terror sobre uma série de ataques de tubarão em Nova Jersey, em 1916, realizado para a tv sul africana.
É um filme simples, que segue a fórmula dos filmes do gênero, principalmente daquele mais famoso, de Spielberg, com o prefeito sendo negligente, a imprensa fazendo alarde, etc.
Por ser feito para a televisão, os efeitos são fraquinhos e quase nem se vê o tubarão, cuja espécie, na época, nunca foi descoberta: se branco, touro ou tigre.
Podia passar na sessão da tarde, pois a quantidade de sangue e gore em cena é baixa, e a idéia é mais se ater aos fatos do que ao horror dos ataques em si.
Como curiosidade, Sholder dirigiu alguns filmes famosos nos gêneros terror / sci-fi: "A Hora Do Pesadelo 2", "Hidden - O Escondido", e a bomba "Supernova", que Walter Hill e Francis Coppola não assinaram.

sábado, 5 de julho de 2014

SONHO ETERNO

(NAGAI YUME)
Japão - 2000 (TV)
Dir.: Higuchinsky


Esquisitíssima produção feita para a televisão sobre um homem que é internato em um hospital alegando que seus sonhos duram mais que o normal: no início duravam 1 dia, e foram aumentando sua duração para mais de 10 anos.
A consequência disso foi uma mudança em sua aparência (um defeito especial meio tosco, perdoável por ser feito para a TV), pois como seus sonhos duravam muito tempo, seu corpo se adaptou a realidade de uma geração futura, expressando a mudança física causada pela evolução humana.
O diretor de nome estranho se saiu bem melhor em seu filme posterior, "Uzumaki".

sábado, 8 de fevereiro de 2014

NAS PROFUNDEZAS DAS BERMUDAS

(THE BERMUDA DEPTHS)
EUA - 1978 (TV)
Dir.: Tsugunobu Kotani


Magnus volta ao Caribe, na região das Bermudas, de onde saiu depois de perder o pai quando criança - a mãe havia morrido ainda antes, e reencontra um antigo amigo do pai, Eric (Carl Weathers, da série "Rocky") que trabalha com um cientista que estuda o gigantismo em seres marinhos.
A morte do pai de Magnus é cercada de mistério, pois ele teria sido atacado com algum ser marinho e seu corpo nunca encontrado. Além disso, Magnus ainda reencontra Jennie Haniver, sua amiga de infância, mas é alertado de que ela não existiria, e seria na verdade uma lenda, sobre uma moça que se perdeu no mar.
Horror feito para a TV sobre o mistério das Bermudas, que aqui toma a forma de uma tartaruga gigantesca, além de focar em forças demoníacas, não necessariamente associadas a região, mas sim ao desespero de alguém frente a morte.

sábado, 19 de outubro de 2013

BLACK MIRROR 2ª TEMPORADA

(BLACK MIRROR)
Inglaterra - 2013
Dir.: Owen Harris / Carl Tibbetts / Bryn Higgins


2ª temporada da série inglesa, novamente com 3 episódios independentes entre si, e que é superior à primeira.
No primeiro uma mulher perde o marido e descobre um serviço na internet aonde ela poderia conversar com alguém que se apresenta como o falecido e sabe tudo da relação. Completamente encantada com a coisa, a viúva descobre que poderia encomendar uma réplica do morto, o que se torna um problema, pois além de lhe obedecer fielmente, este não envelhecerá. Muito bom.
No segundo, uma espécie de Big Brother, mulher acorda em uma casa desconhecida e começa a ser perseguida por um grupo de pessoas, enquanto outras a seguem com câmeras, filmando e fotografando tudo. Interessante também, lembra um pouco um "O Sobrevivente", com Arnold Schwarzenneger.
No último, um produtor de TV cria um personagem virtual, para um programa de entrevistas infantil (um Max Headrom, com mais efeitos) e a coisa sai do seu controle quando começa a fazer sucesso. Discordando dos objetivos de seu chefe, ele abandona o produto, que acaba sendo lançado candidato ao parlamento da cidade, sendo que sua campanha se baseia em ataques aos adversários, além de incitação à violência. Bem interessante também ao cutucar a mídia e seus ídolos criados em laboratório. E tem o feioso Jason Flemyng (de "The Bunker", "Solomon Kane" e "From Hell") e Tobias Menzies, de "Game Of Thrones".

sábado, 31 de agosto de 2013

BLACK MIRROR - 1ª TEMPORADA

BLACK MIRROR - 1ª TEMPORADA
Inglaterra - 2011
Dir.: Otto Bathurst / Euros Lyn / Brian Welsh


Série inglesa composta de 3 episódios independentes, em cada uma de suas 2 temporadas.
Na primeira, uma princesa popular é sequestrada e o pedido de resgate é absurdo: o Primeiro Ministro deve fazer sexo com uma porca ao vivo, na televisão.
A coisa é absurda, mas é bem levada, com a pressão das pesquisas de opinião determinando o comportamento do Primeiro Ministro e sua equipe, mais interessados em sobrevivência política do que na vida da princesa.
No segundo, pessoas em uma espécie de prisão pedalam bicicletas para acumular pontos e poderem comprar diversão via vídeo ou participar de um programa de calouros, aonde seu destino é escolhido por outros. É interessante, mas longo demais. De positivo, os ótimos efeitos especiais.
No terceiro, um implante garante que tudo o que é visto é gravado em uma espécie de memória visual virtual, que é quase um vício para todos, além de ser motivo de exclusão para aqueles que não tem o treco, como os iphones hoje em dia. Quando um homem começa a desconfiar da fidelidade da esposa, é através da tecnologia que ele vai saber da verdade. Bons efeitos também, e uma história interessante, mas que não empolga muito.

sábado, 15 de setembro de 2012

OMOINOTAMA NENJU

(OMOINOTAMA NENJU)
Japão - 2004 (TV)
Dir.: Masahiro Okano / Naoki Kusumoto


Série japonesa, aonde o título faz referência à uma espécie de rosário, já que cada "conta" faz referência a uma história:
Na primeira, mulher grávida tenta levantar o astral de uma amiga cujo marido desapareceu, só que a grávida esconde um segredo e vai ter que acertar contas com os fantasmas da amiga.
Na segunda, casalzinho viaja para um chalé no meio do mato, sendo que o lugar não tem água e ninguém para atendê-los. Eles conseguem contato com alguem por telefone que os alerta para não sair à noite, já que o lugar é assombrado por fantasmas e criaturas do mal. Ele não dá atenção ao aviso e sai à procura de água para a namorada, encontrando uma máquina que vende uma misteriosa bebida que os deixa cheios de tesão e com sede de carne crua. Episódio bizarro.
Terceiro: dois bandidos aplicam um golpe original - ligam para velhos se passando por parentes que precisam de dinheiro para poder escapar de um processo por acidente de carro (uma variação do nosso telefonema de sequestro relâmpago). Quando um deles vai buscar o dinheiro, vive uma experiência sobrenatural...
No quarto, um médico toma uma droga e começa a sofrer alucinações. Trama confusa, que tenta se segurar graças à estranhos efeitos especiais.
Mesmo alertados por um velhinho, três jovens resolvem subir uma montanha, à cata de cogumelos, e encontram uma cabana no meio da floresta que pode ser habitada por uma bruxa, no quinto episódio.
No episódio seguinte, um estranho animal aparece em um rio de Tóquio, e um garotinho com fama de causar desgraças tenta manter o avô longe do bicho.
O sétimo também é bizarro: garotinho está pescando quando um saco cai do céu: dentro tem um braço e uma mão segurando um bilhete. Aparece um casal de velhinhos que dizem ser o braço da neta desaparecida, sendo que o bilhete contém uma pista sobre a identidade do assassino. Talvez o único episódio que desperte interesse.
O oitavo é parte em desenho animado, sobre um garoto espancado pelo colegas de escola, e que ainda tem que aturar as brigas dos pais. Ele descobre um site que lhe permite realizar 3 desejos, que ele usa para se vingar de todos, até se arrepender...
O útimo começa interessante, com uma família às voltas com um pai violento e ditatorial, mas depois fica sem pé nem cabeça com a entrada de personagens dos outros episódios.

domingo, 13 de maio de 2012

O RIO

(THE RIVER)
EUA - 2012
Dir.: Jaume Collet-Serra


Naturalista famoso se perde na selva amazônica enquanto tentava encontrar uma misteriosa fonte da vida eterna, e é dado como morto, junto com sua equipe de filmagem.
Meses depois, um sinal de seu rádio é identificado e sua mulher e o filho partem à sua procura acompanhados por uma equipe de TV, que está financiando a expedição de busca e exige que tudo seja documentado.
Eles então se embrenham em uma Amazônia misteriosa, provavelmente na parte espanhola, aonde encontram barcos fantasmas, tribos indígenas desconhecidas que teriam contato com espíritos, pessoas amaldiçoadas, cegueira temporária, libélulas sobrenaturais (é sério...), etc... São as fitas das duas expedições que são editadas e dão origem a série.
Tremenda bobagem produzida, entre outros por Spielberg e pelo midas do found footage / mockumentary, Oren Peli - o que garante aquela cena presente em todos os seus filmes de alguém sendo arrastado pelo pés por alguma força invisível.
A direção é de Jaume-Collet Serra, de "A Órfã" e "A Casa De Cera".
Cada episódio é centrado em um fato, como o navio fantasma, por exemplo, e é praticamente esquecido no seguinte, se arrastando assim por 8 episódios. A série também parece tentar abraçar todos os subgêneros que o terror tenha, e no sétimo episódio a série vive um momento "Resident Evil - Walking Dead". O 8º começa com um novelesco "quem matou" e depois passa para uma sequência de possessão demoníaca, aonde um personagem só falta vomitar verde e virar a cabeça, tudo embalado por discurso melodramático.
Na verdade a idéia nem é ruim, só que Oren tem certa fixação com essa idéia da câmera na mão, e nem quando estão em perigo de vida seus personagens largam a traquitana, além de não se sustentar por 8 episódios. Tudo bem que é uma exigência da TV que tudo seja registrado, mas ninguém fica com uma câmera na mão, e nenhuma idéia na cabeça, quando dá de cara com fantasmas e precisa fugir de um barco, ou está fugindo pela selva, depois de abandonar seus amigos.
O barco aonde a equipe está deve ter centenas de câmeras, pois são inúmeros planos, contraplanos e cortes entre os personagens presentes em cena.
Mas o cúmulo do exagero, que chega a ser ofensivo a inteligência de quem vê, é a cena (6º episódio) aonde um homem fica perdido na mata, aparentemente com UMA câmera: ele sobe em uma árvore para pegar mangas, a câmera dá um close nele!! (deve ser algum espírito que escapou de "Atividade Paranormal"), e depois torna a se afastar. A coisa segue: quase à beira da morte, ele se arrasta pela mata, sempre com a câmera, que em determinado momento deve ter se multiplicado, pois a imagem fica mudando de ângulo, se alternando entre tomadas diferentes, como se fossem duas ou mais! Mas como, se ele estava sozinho? Quase à beira da morte, com fome? Será que foi o cachorro que o acompanhava, que em nenhum momento pareceu passar fome?
De resto, sobram momentos de dramalhão, com os personagens contando seus dramas para as inúmeras câmeras (dá-lhe corte pra lá e pra cá) e uma certa falta de dramaticidade ao troço.
Sinceramente? Parece uma cópia bem piorada de "Lost", que fecha com gancho para continuação, já que não se explica como as fitas com as imagens foram encontradas.

sábado, 28 de abril de 2012

CONTOS DE MISTÉRIO DO JAPÃO

(SUIYÔ PUREMIA: SEKAI SAIKYÔ J HORÂ SP NIHON NO KOWAI YORU)
Japão - 2004 (TV)
Dir.: Yoshihiro Nakamura / Masayuki Ochiai / Takashi Shimizu / Kôji Shiraishi / Norio Tsuruta


Terror japa em episódios:
O primeiro narra a caça de dois jornalistas atrás de uma suposta "mulher aranha", que amaldiçoada por ter matada muitas aranhas, se torna uma delas à noite e sai a cata de alimento. O tom é apropriadamente de comédia, dado o absurdo da história.
Depois segue uma historinha curta, mas interessante, sobre um fantasma que parece sair de fresta de paredes, gavetas, ou qualquer lugar por onde possa se esgueirar.
O terceiro é dirigido por Takashi Shimizu, de "Ju-On" e "Marebito", e é muito fraco: homem apaixonado por loiras se vê às voltas com uma fantasma... loira.
O quarto e o quinto são os melhores: mulher acredita que está sendo amaldiçoada por um colega de trabalho, e no seguinte um executivo fica preso em um elevador com mais três pessoas.
Razoável.

domingo, 22 de maio de 2011

BAR KARMA

(TV YOU CONTROL: BAR KARMA)
EUA - 2010
Dir.: Jonathan Judge / Henry Miller / David Kaplan / Christopher Leone / Jonathan Frakes


Pessoas com diferentes problemas, de diferentes épocas, entram no bar do título e são apresentados a possíveis futuros que suas atitudes podem gerar. São eles: uma executiva brasileira envolvida com um remédio para emagrecer que pode ter efeitos colaterais perigosos, no ano 2017; um jogador de futebol em dúvida sobre com quem casar; uma atriz às voltas com uma louca cirurgia no cérebro; um homem cujo livro pode estimular a violência; uma senadora às voltas com um futuro aonde não se pode gerar filhos livremente...
Série bobinha que nasceu de uma forma interessante: Will Wright, criador dos games "The Sims" e "Sin City" buscou na internet, entre comunidades de fãs de ficção científica, pessoas capazes de escrever episódios para a série e, desta forma, as histórias mais populares foram filmadas com atores e equipe profissionais.
Só que o resultado é bem fraquinho e nenhum episódio merece registro.

sábado, 14 de agosto de 2010

MESTRES DA FICÇÃO CIENTÍFICA

(MASTERS OF SCIENCE FICTION)
EUA - 2007 (TV)
Dir.: Mark Rydell / Michael Petroni / Michael Tolkin / Jonathan Frakes / Darnell Martin / Harold Becker


Série nos moldes de "Mestres do Terror", aqui com textos baseados em escritores de ficção científica e apresentação de Stephen Hawking, mas com resultados bem fracos.


A Clean Scape
Psiquiatra tenta fazer com que paciente recupere a memória e se lembre de uma importante e decisiva decisão deste para o destino da humanidade.
Episódio fraco, aonde a ficção cientifica passa longe.
Com Sam Waterston e Judy Davis.

The Awakening
Estranha forma de vida é encontrada presa dentro de uma espécie de casulo impenetrável no deserto do Iraque.
O estranho ser tem a capacidade de deixar todos que o encaram abobados e aparentemente incomunicáveis, até que em determinado momento baixa o Chico Xavier e eles começam a psicografar uma mensagem que mistura temas de diversas religiões e ameaças.
Começa então uma invasão da Terra pelos tais casulos, enquanto líderes de todas as nações tem que tomar uma decisão: abrir mão de suas armas ou atacar o desconhecido inimigo.
História interessante, feita com poucos recursos, e um tanto mal desenvolvida. Vale pela intenção.
Terry O’Quinn, o John Locke de Lost, interpreta um certo Major Skynner, um estudioso de Et’s convocado para tentar decifrar o enigma vindo dos céus.
Ah sim, a música do filme é chatíssima.

Jerry Was a Man
Num futuro distante o ser humano é capaz de chegar aos 100 anos com aparência de 40, e possui formas de vida criadas geneticamente (replicantes?) para lhe servir em diversas atividades.
Além disso, possui cachorros de 6 pernas e elefantes em miniatura para demonstrar status.
A coisa se complica quando uma milionária (Anne Heche) decide comprar um humanóide de um cientista (Malcolm MacDowell) para livrá-lo de virar comida de cachorro, destino dos humanóides considerados aposentados. Segue então uma batalha jurídica tentando provar que o tal replicante é um ser humano.
O tom exagerado do negócio consegue tornar mais fraca uma historinha que poderia até ser mais interessante.

The Discarded
Num futuro distante, a humanidade foi assolada por uma doença causadora de horríveis deformidades físicas. Os sobreviventes contaminados foram então isolados em uma nave espacial em precárias condições, aonde vivem enquanto tentam aportar em alguma das colônias mantidas pela Terra no espaço, até o dia em que uma espaçonave chega com uma novidade: a doença voltou a se espalhar e a cura pode estar no sangue dos rejeitados, por terem sido os primeiros contaminados.
A historinha é até curiosa, mas a maquiagem tenta ser alguma coisa como a do ótimo “Raça das Trevas”, mas fica mais próximo do trash “Basket Case 2”. Com Brian Denehy e Willian Hurt. O episódio foi dirigido por Jonathan Frakes, que os fãs de "Star Trek" conhecem, tendo dirigido filmes da série.

Little Brother
Num futuro distante, homem escapa de uma prisão subterrânea; é acusado de matar dois policiais e agora tem que enfrentar uma justiça automática, aonde o juiz é um amálgama das personalidades de 10.000 juízes e o júri é formado pela consciência de pessoas mortas, mantidas em um banco de dados.
Parece um “Minority Report” com poucos recursos, e é tão ruim quanto.

Watchbird
Inventor cria uma arma de guerra perfeita, na forma de uma águia, capaz de caçar os inimigos e até mesmo antever seus passos, adivinhando suas intenções e atuando como júri, juiz e executor, O governo então resolve usar a coisa como uma arma caseira, no combate ao crime. Num primeiro momento o troço funciona, prevenindo atos criminosos, mas depois, frente a pressão do governo e da morte da noiva de forma violenta, o professor pardal resolve tornar o invento mais incisivo, e o negócio passa a atacar desde clínicas de aborto até caçadores.
Sem comentários...
Ah sim, James Cromwell, coitado, e Sean Astin garantem o leite das crianças nessa coisa.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O RANCOR: A IDOSA DE BRANCO

(JU-ON: SHIROI ROJO)
Japão - 2009 (TV)
Dir.: Ryûta Miyake


Mais do mesmo do anterior (Shiroi Shoujo).
Aqui os fantasmas são os de uma criança e de uma velha (que usa uma inacreditável máscara que parece comprada no camelódromo).
Mais um que não acrescenta nada a série. Pelo menos é curto: 60 minutinhos apenas. Passa rápido e não dói nada.
Ah sim, assim como no anterior Toshio dá as caras por aqui, em rápida aparição.

terça-feira, 22 de junho de 2010

O RANCOR: A GAROTA DE PRETO

(JU-ON: KUROI SHÔJO)
Japão - 2009 (TV)
Dir.: Mari Asato


Mais um terror japonês sobre almas de pessoas mortas de forma violenta, que continuam entre os vivos levando esses desta para melhor.
Esse segue o mesmo roteiro dos anteriores com as mortes se sucedendo como uma maldição até a explicação sobre a origem do rancor do morto que originou tudo.
Faz dobradinha com outro filme, "Shiroi Rôjo", é mais violento e menos climático que os anteriores, mas isso não quer dizer que seja bom e nada acrescenta à série.
Pelo menos é curto, 1 hora de filme, mas se não existisse nem faria falta.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O QUARTO DO BEBÊ


(LA HABITACIÓN DEL NIÑO)
Espanha - 2006 (TV)
Dir.: Álex De La Iglesia


Juan e Sonia acabaram de se mudar com o filho recém nascido para uma nova casa; na verdade um casarão precisando de reparos. Logo na primeira noite eles se assustam com os sons captados pela babá eletrônica colocada no quarto do bebê. Eles desconfiam que alguém entrou na casa, mas concluem ser algum defeito do aparelho. Insatisfeito, Juan compra um aparelho mais sofisticado, que inclui uma câmera de vídeo e na noite seguinte o susto é ainda maior: ele vê pelo monitor um vulto ao lado do berço do filho. A polícia é chamada, mas nada descobre.
A partir daí Juan desenvolve uma obsessão por descobrir o que era a tal figura, visto ele agora crer se tratar de um fantasma. Desiludida e assustada com o marido, Sonia sai de casa com o filho, enquanto cada vez mais Juan se envolve no mistério, principalmente depois de suspeitar que uma vizinha idosa saberia de algo.
Episódio do Películas Para No Dormir que é disparado o melhor da série. Iglesia é especialista nesse tipo de filme. A aparição do vulto no monitor de vídeo (que remete diretamente ao melhor do terror oriental) é assustadora pois a câmera infravermelha causa aquele efeito que se vê em filmagens com a luz apagada no Big Brother e no filme REC, aonde os olhos ganham uma cor estranha e ficam realçados. O fim é ótimo também. Com Leonor Watling, de "Fale Com Ela".

sábado, 10 de outubro de 2009

AMIGO IMAGINÁRIO

(ADIVINA QUIÉN SOY)
Espanha - 2006 (TV)
Dir.: Enrique Urbizu


Menina solitária que vive com a mãe, que esconde um segredo do passado, é apaixonada por filmes de terror e afirma interagir com os monstros desses filmes. Numa dessas ela acaba se tornando amiga de ninguém menos que Leatherface (ele mesmo, de Massacre da Serra Elétrica); outro desses 'amigos' ela chama de 'Vampiro', devido ao seu visual meio sombrio. Até que um dia ela vai precisar de um desses 'amigos' para livrar a si e a mãe de uma situação de risco.
Mais um do 'Películas Para No Dormir', que se vale de um personagem consagrado nos filmes de terror (embora não cite o nome, é Leatherface devido ao visual característico e a serra elétrica) e que dá um sono...

domingo, 27 de setembro de 2009

O CHAMADO DO PASSADO

(REGRESO A MOIRA)
Espanha - 2006 (TV)
Dir.: Mateo Gil


Depois de mais de 40 anos e recém viúvo, Tomas retorna à Espanha, mas precisamente a seu povoado natal, de onde saíra adolescente. O motivo é o misterioso recebimento de uma carta de tarô.
Ele então relembra sua adolescência e o envolvimento com uma mulher mais velha, Moira, apontada pelos religiosos moradores do vilarejo como prostituta e bruxa, pois desde sua chegada se iniciara uma seca que está matando o gado. Os encontros são as escondidas, para desespero da mãe de Tomas, espécie de líder das beatas locais.
No retorno, ele descobre os boatos de que a casa aonde Moira morava seria assombrada pelo fantasma dessa.
Mais uma do "Películas Para No Dormir", tem boa produção e história interessante contada com muita lentidão. Poderia se resolver com uns 20 minutos a menos.
O diretor é o roteirista de "Mar Adentro" e "Abra Los Ojos", refilmado como "Vanilla Sky" nos EUA.

sábado, 12 de setembro de 2009

CONTO DE NATAL

(CUENTO DE NAVIDAD)
Espanha - 2005 (TV)
Dir.: Paco Plaza


Grupo de garotos encontra uma mulher vestida de Papai Noel dentro de um buraco em uma floresta. Enquanto alguns tentam ajudá-la a sair do buraco, outros vão a polícia de onde voltam com a novidade de que a tal é procurada por assalto a banco, e esconderia uma fortuna. Os garotos decidem deixá-la no buraco, até que confesse aonde escondeu o dinheiro.
Presa, sob sol e chuva, a coitada vai pagar seus pecados ante seus implacáveis algozes.
Meio sinistro e muito cruel.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PARA ENTRAR E MORAR

(PARA ENTRAR A VIVIR)
Espanha - 2006 (TV)
Dir.: Jaume Balagueró


Clara e Mario procuram apartamento para alugar e vão até um prédio afastado do centro da cidade visitar um. São recebidos por uma mulher que lhes apresenta o apê (um muquifo) como se eles já o tivessem alugado. A coisa toma contornos dramáticos quando o casal encontra alguns objetos pessoais seus no local e depois são atacados pela mulher e mantidos prisioneiros no prédio.
Mais um do projeto "Películas Para No Dormir" da TV espanhola, e que tem seu maior atrativo no nome de Balagueró, co-diretor do sucesso [REC], cuja única semelhança com este é o fato das pessoas ficarem presas em um prédio fugindo de algo.
Não é ruim, mas é difícil acreditar na fragilidade do casal frente a uma senhora de meia idade. No elenco tem Macarena Gómez, do ótimo Dagon.

sábado, 22 de agosto de 2009

A CULPA

(LA CULPA)
Espanha - 2006 (TV)
Dir.: Narciso Ibáñez Serrador



Gloria aceita o convite de Ana, médica do mesmo hospital em que trabalha, para se mudar para sua casa com sua filha pequena, Vicky, e ajudá-la no atendimento as pacientes que ela atende em um consultório que mantém em casa.
O que Gloria não sabia é que Ana é lésbica, e a partir da mudança ela tem que se livrar do assédio da outra. Ela também não sabe que Ana realiza abortos clandestinos em casa. A coisa começa a complicar quando Gloria engravida de um pretendente e decide deixar Ana fazer o aborto. Enquanto Ana ajuda Gloria a ir para o quarto, o feto desaparece e então fatos estranhos começam a acontecer, culminando com o assassinato de uma paciente.
Um dos filmes do projeto "Películas Para No Dormir" da televisão espanhola, esse aqui tem alguns problemas: de início parece seguir uma linha “Atração Fatal” para lésbicas, idéia que é abandonada; depois fica entre o suspense se há algo sobrenatural na casa, como um feto assassino ou se Vicky está envolvida nos fatos misteriosos, ou se a vizinha beata é a psicopata; além da falta de ritmo. Se o espectador agüentar até os minutos finais (o filme tem 71 minutos) vai entender que o próprio título entrega parte do mistério. Em meio a isso, muitas pistas falsas que apenas servem pra passar o tempo. Essa deveria ter o título de “película para dormir“, porque dá um sono... Ainda que atuações e produção sejam legais, não consegue manter muito o interesse.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O REINO II

(RIGET II)
Dinamarca (TV) - 1997

Dir.: Lars von Trier


Segunda temporada da série de Von Trier, repete exatamente o mesmo elenco da primeira temporada. Estão lá os mesmos personagens estranhos da temporada anterior, além do bebê-monstro nascido no último capítulo. Aqui os fantasmas se fazem mais presentes, e agora há um foco maior na comédia, principalmente via non sense e humor negro (são impagáveis os monólogos de Helmer debruçado na privada admirando suas fezes e as comparando com navios). Além disso, repete-se a fotografia avermelhada e a câmera sempre tremendo.
Quem é fã da série vai gostar das conclusões encontradas para os finais deixados em aberto, ainda que a nova temporada também deixe inúmeras pontas para uma terceira, que não veio.
Fazem parte da nova temporada elementos como a crítica a burocracia; a implicância dos médicos com a medicina alternativa; a inexistência de heróis e vilões (como na temporada passada); o descaso com doentes e por aí vai.

segunda-feira, 23 de março de 2009

O REINO

(RIGET)
Dinamarca (TV) - 1994
Dir.: Lars von Triers


Minissérie dirigida para a televisão dinamarquesa pelo diretor de "Dançando no Escuro", "Dogville", entre outros.
Fantasma de menina assombra um hospital conhecido como "O Reino", que foi construído em cima de uma antiga área usada, literalmente, para lavagem de roupa suja.
A série acompanha o dia-a-dia do hospital, focando no neurocirurgião-chefe Helmer, um sueco preconceituoso que odeia os dinamarqueses e tira as calotas das rodas do carro para não serem roubadas; a Sra Drusse, uma velhinha sensitiva que frequenta o hospital na tentativa de ajudar a menina; os estudantes Hook (e seus embates com Helmer) e Mogge; além do filho da Sra Drusse e o médico Bondo, obcecado em conseguir o fígado de um paciente à morte, mesmo deixando a ética de lado e arriscando a própria vida. O próprio Lars comenta os episódios no final destes, além de dois adolescentes com síndrome de Down, que também fazem comentários sobre o que está acontecendo e o que virá a ocorrer, sem tomar parte diretamente da estória.
O terror aqui não surge de fantasmas vingativos, que saem de tevês ou celulares ou são invocados por rituais místicos. O fantasma existe, e tem sua estória contada nos últimos episódios. Quem acompanha filmes de terror vai até identificar alguns elementos do gênero, que inclui até citações a reencarnação.
Mas o verdadeiro horror parece vir de médicos arrogantes, egoístas, egocêntricos e indiferentes, que não exitam em humilhar estudantes, mas que não se furtam a encobrir erros uns dos outros. O próprio hospital parece a Casa da Mãe Joana, pois parece que cada um faz o que bem entende: cachorros dentro do hospital; um estudante que rouba uma cabeça; outra estudante que foge das aulas de dissecação de cadáveres; e por aí vai. A sequência final é quase uma comédia de erros, quando da visita do ministro ao hospital.
Destaque também para a fotografia meio avermelhada, que reforça a estranheza da coisa. Teve mais quatro episódios rodados em 1997.