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sábado, 13 de novembro de 2010

LOFT

(ROFUTO)
Japão - 2005
Dir.: Kiyoshi Kurosawa


Reiko é escritora e está em crise criativa.
Com o apoio de seu editor ela se muda para uma casa em uma área meio deserta, próxima a um bosque, em frente a uma outra construção que parece abandonada.
Uma noite ela vê um homem entrar na tal construção com um embrulho do que parece ser um cadáver.
Reiko começa a investigar; descobre que a construção pertence a uma universidade, que o homem seria um arqueólogo e que o embrulho seria mesmo um corpo, de mil anos, descoberto no lago próximo, que teria sido conservado pela lama do lugar.
Para aumentar o mistério, o corpo já teria sido descoberto décadas atrás e devolvido ao lago. O motivo: carregaria uma maldição.
Além disso, ainda há o mistério sobre o que teria acontecido à antiga moradora da casa aonde Reiko foi morar.
Ritmo lento, um tanto confuso e economia nos diálogos, como são características do diretor, dos melhores "Cura" e "Kairo".







quarta-feira, 26 de maio de 2010

KAIRO

(KAIRO)
Japão - 2001
Dir.: Kyioshi Kurosawa


Michi dá pela falta de um amigo, Taguchi, e ao procurá-lo descobre que ele se matara. Ela encontra entre as coisas do falecido um disquete, através do qual outro amigo descobre que dá acesso a um site estranho, aonde câmeras exibem pessoas apáticas que parecem encarar aqueles que acessaram o site, além de uma enigmática mensagem: "você quer conhecer um fantasma?"
Logo outras pessoas começam a ter o mesmo destino, ou simplesmente desaparecem (literalmente) no ar, e as cidades começam a ficar desertas. A explicação: a dimensão aonde os fantasmas vivem estaria com lotação esgotada, e de alguma forma a tecnologia humana permitiu que eles passassem para este mundo.
Foi refilmado nos EUA, como "Pulse", aonde foi diluído para gostos americanos, deixando de lado toda a parte sobre a solidão (de vivos e mortos), se transformando numa reles história de fantamas.
Como todo terror japa tem roteiro confuso e é lento no desenvolvimento, e Kurosawa não é tão palatável como Hideo Nakata, vide "Kyua".
Faltam explicações sobre o que seria o tal quarto fechado com fita vermelha, e o porquê da fita, por exemplo. Mas sobra um clima sombrio; uma certa angústia; uma crítica nem tão sutil a indiferença da sociedade japonesa, e um ótimo final de tom desolador, e ao mesmo tempo quase otimista na descoberta da amizade.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

CURA

(KYUA)
Japão - 1997
Dir.: Kiyoshi Kurosawa


Policial (Kôji Yakusho, de "Babel") as voltas com a loucura da própria mulher é encarregado de desvendar uma série de mortes, aonde as vítimas tem o pescoço cortado em forma de X, em geral por pessoas próximas, como maridos ou colegas de trabalho.
As investigações levam a um jovem desmemoriado, que aparentemente hipnotiza suas vítimas e de alguma forma as induz ao crime. Seus motivos são ignorados, e ele apenas responde monossilabicamente as perguntas que lhe são feitas em geral com outras perguntas.
Boas atuações, direção segura de Kurosawa, que não é parente do famoso Akira K., e costuma dirigir até 3 filmes por ano e a habitual qualidade técnica do cinema japonês, embora algumas passagens dentro de um ônibus sejam claramente feitas em estúdio. Destaque para cenários e algumas sequências longas, sem corte, nos moldes de um teatro filmado.
O filme é centrado no policial e no desmemoriado, um verdadeiro enigma em suas origens e objetivos, que o filme nunca esclarece quem é e termina por lhe insinuar poderes sobrenaturais. Atenção para a última cena.