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domingo, 31 de março de 2019

THE GOLEM

(THE GOLEM)
Dir.: Doron Paz / Yoav Paz
Israel - 2018


Horror baseado em lendas do judaísmo, no caso, o Golem.
Em uma aldeia da Lituânia em 1673, os moradores são constantemente atacados pelos vizinhos pagãos, e invocam um golem para defendê-los, mas a coisa pode ser pior do que seus inimigos de carne e osso.
É mediano, e se assiste pela curiosidade e para passar o tempo, embora a direção da dupla mereça destaque, assim como a produção em si.

domingo, 15 de outubro de 2017

TIKKUN

(TIKKUN)
Israel - 2015
Dir.: Avishai Sivan


Drama de poucos diálogos e esquisitão sobre a fé.
Haim-Aaron sofre um acidente doméstico - ele ia tomar banho, se distrai com uma ereção (ele parece hesitar entre se masturbar ou não), se assusta com o jato de água quente que sai do chuveiro e cai, batendo com a cabeça.
Dado como morto pelos paramédicos, é ressuscitado pelo pai, que trabalha em um abatedouro kosher, daí a capa do filme.
A partir daí o comportamento do rapaz muda e o pai, alertado por um jacaré que sai de uma privada em um sonho, passa a desconfiar que desafiou a vontade de Deus ao trazer o filho de volta a vida.
Como se passa entre judeus ortodoxos, aparenta ter alguma leitura religiosa incompreensível para quem segue, ou não, outras religiões.

sábado, 5 de novembro de 2016

LÍBANO

(LEBANON)
Israel / França / Alemanha / Inglaterra - 2009
Dir.: Samuel Maoz


Drama israelense sobre 4 soldados em missão em um tanque de guerra no Líbano, em junho de 82 durante a primeira guerra no país e que em dado momento se vêem em território desconhecido e cercados por inimigos que não podem ver.
Não é um filme de horror, mas tudo o que é visto em cena: corpos mutilados, matança, desespero, a tensão de saber que algo de ruim pode surgir de qualquer lugar e a qualquer momento, fazem desse filme uma obra melhor que qualquer filme sobre pessoas possuídas, garotas de cabelo comprido saindo de poços, assassinos munidos de serras elétricas ou facões, ou qualquer outra coisa repetida à exaustão pelo gênero.
Destaque também para a maestria da direção, claustrofóbica até dizer chega, já que o filme é quase todo passado dentro do tanque ou tem suas cenas externas vistas pelos ocupantes desse.
Um filme chocante, cruel, muitíssimo bem dirigido e que deveria ser obrigatório para muito diretor que ainda acha que sabe fazer filme de guerra.

domingo, 8 de maio de 2016

JERUZALEM

(JERUZALEM)
Israel - 2015
Dir.: Doron Paz / Yoav Paz


Duas moças viajam para Jerusalém e uma delas recebe do pai um óculos ultramodernoso, que filma, fotografa, acessa redes sociais e ainda serve como celular, e isso é motivo para o filme ser tocado na forma de found footage (mais um).
As duas desembarcam em Israel, fazem amizades, vão pras noitadas, bebem, transam, etc, até descobrirem que o lugar abriga um dos três portais infernais que existiriam na Terra, segundo a tradição judaica.
Depois de muita enrolação entram em cena figuras infernais que são até bacaninhas, ficam a reboque de uma trama que demora a engrenar e que tem gosto de coisa requentada.
Nesse caso específico, a opção pelo found footage até se justifica, porque a protagonista precisa dos óculos para enxergar, mas isso gera pelo menos uma cena ridícula, aonde, frente a uma situação de tensão, a moça pede ao óculos, que é comandado por voz, que dê zoom e depois retire o zoom, quando o correto seria dar no pé e tentar se esconder do perigo.
É bem fraquinho, embora muito caprichado tecnicamente.
Ah sim, o filme apresenta o mais radical exorcismo já visto nas telas.

sábado, 4 de maio de 2013

RAIVA

(KALEVET)
Israel - 2010
Dir.: Aharon Keshales / Navot Papushado


Bomba israelense.
Começa com uma mulher presa em uma armadilha e seu irmão tentando ajudá-la; em busca de socorro ele é atropelado por um carro aonde vão 2 casais (a cena é ridícula, porque os 4 agem como se nada tivesse acontecido - não tem dramaticidade nenhuma, seja porque os atores são ruins, seja porque a direção é incompetente).
Os 3 homens então saem em busca da mulher, que agora já foi levada por um sequestrador, e entra em cena uma dupla de policiais, um deles perfeitamente idiota e mais interessado em abusar das garotas (o outro é Lior Ashkenazi, de filmes sérios como "Walk On Water" e "Nota de Rodapé").
Lá pelas tantas os personagens começam a se matar, acidentalmente ou não, também sem muita carga dramática ou gore (em uma cena ridícula, um sujeito com o tronco trespassado por uma estaca ainda atende o telefone).
O sequestrador do começo? Ele parece esquecido pela trama, e só aparece no fim, depois dos créditos.
Filminho idiota, sem sentido e sem qualquer cena que mereça menção.
E ainda precisaram de 2 diretores para fazer isso aqui.