domingo, 9 de outubro de 2011

O BANDO

(LA MEUTE)
França - 2010
Dir.: Franck Richard


Charlott está dirigindo sozinha pelo interior da França, sem destino, quando se sente ameaçada por um grupo de motoqueiros. Ela decide dar carona para Max, e quando param em uma espelunca de beira de estrada são molestados pela mesma gangue motoqueiros, que acabam expulsos do local.
Max desaparece e Charlotte resolve visitar o lugar a noite para tentar descobrir o paradeiro de seu carona e vai descobrir que a dona do local é uma dedicada mãe de família que rapta seus fregueses para alimentar seus filhos, uma mistura de zumbis com seres já vistos em "Abismo Do Medo" e que vivem embaixo da terra.
A premissa é interessante, mas o desenvolvimento é muito ruim. Não há carga dramática alguma; tem umas cenas sem sentido sobre alimentação forçada dos raptados; sem falar na gangue de motoqueiros trancada numa cabana para se defenderem de uma velhinha gorducha armada que beira o patético.
Ah sim, e ainda tem um motoqueiro fazendo tricô enquanto o couro come em volta dele...
Muito ruim mesmo. Não vale nem como trash movie.

sábado, 8 de outubro de 2011

BABA YAGA

(BABA YAGA)
Itália - 1973
Dir.: Corrado Farina


Valentina, fotógrafa, casualmente conhece uma mulher misteriosa, Baba Yaga, que lhe presenteia com uma estranha boneca (vestida de roupa-fetiche de couro) e então uma séria de mortes começa a ocorrer em volta de Valentina, que desconfia da boneca.
Alto teor homoerótico feminino, mulheres bonitas, nudez e uma cena de sadomasoquismo.
Filme estranho, que usa o nome de uma bruxa tirada de lendas do leste europeu, e é uma adaptação de uma HQ italiana, envolvendo a personagem Valentina, de Guido Crepax.

domingo, 2 de outubro de 2011

THE MAN FROM THE EARTH

(THE MAN FROM THE EARTH)
EUA - 2008
Dir.: Richard Schenkman


Professor que está se despedindo da Universidade aonde dá aulas resolve revelar seu segredo: é um homem pré-histórico e tem 14.000 anos de idade.
Frente a seus atônitos e incrédulos colegas - arqueólogos, psicólogos, etc - ele dá detalhes da história da Humanidade; revela fatos de sua vida pessoal; como se manteve em segredo esse tempo todo até revelar que foi uma figura importante em determinado período da História.
Curiosa e intrigante mistura de drama e ficção que faz o espectador duvidar da sanidade do personagem até o final revelador.
Assim como o personagem principal prende a atenção de seus amigos ouvintes, o filme faz o mesmo com quem o assiste, sem se valer de qualquer efeito especial ou maneirismos de câmera ou narrativa.
A produção é barata, só tem um cenário e prende a atenção pela bem amarrada narrativa.
É pouco conhecido, e merece com louvor a nota 8 do IMDB.

D@BBE

(DABBE)
Turquia - 2006
Dir.: Hasan Karacadag


Quando o amigo Taryk se tranca em casa sem dar notícias, Hade decide procurá-lo, e este se mata de maneira violenta em sua frente.
Parecia um simples suicídio, mas algumas imagens gravadas na câmera que Hade emprestara para o morto e uma foto anexada a um mail, enviado por Taryk após sua morte, levam a polícia e seus amigos a suspeitarem que sua morte está ligada a uma onda de suicídios que tem varrido o planeta.
Refilmagem do clássico japonês "Kairo" (que foi refilmado como "Pulse" nos EUA) para o público turco.
O tom é bem mais over que o do original e do que o americano.
Se nas outras versões não havia uma ligação explícita à uma religião, aqui a produção se rende a tradições muçulmanas e inclui uma espécie de demônio que tem por objetivo eliminar a raça humana da face da Terra.
Prefira o japonês.

sábado, 1 de outubro de 2011

IZO

(IZO)
Japão - 2004
Dir.: Takashi Miike


Izo é um guerreiro que foi crucificado na época do Japão medieval. Inconformado, ele passa a eternidade vagando entre diferentes eras matando todos que cruzam seu caminho, como forma de se vingar da humanidade.
Não escapam monges, Yakuza, realeza, soldados, membros do governo e nem crianças.
Mais uma estranheza de Miike, que em meio a matanças tem momentos filosóficos. Talvez seja um dos filmes mais bizarros do diretor e que tem aqueles elementos que ele curte, como a máfia japonesa e a figura materna, assim como em Gozu.
Tem uma espécie de trovador que canta durante o filme todo, mas infelizmente a legenda achada na net não traduz essas canções, o que por um lado frusta por não saber se as músicas explicam o que se vê, e por outro só aumenta a sensação de estar se assistindo a um filme muito doidão.

sábado, 24 de setembro de 2011

VILLMARK

(VILLMARK)
Noruega - 2003
Dir.: Pål Øie


Suspense norueguês, do mesmo diretor de "Skjult".
3 jovens são contratados por um produtor de TV e sua assistente e se embrenham em uma floresta para aprimorar o trio para o trabalho.
O regime é meio ditatorial - não dá pra entender porque os 3 mais a assistente aceitam tantos desmandos e até violência - e nem celulares são permitidos. Além disso, o lago da região tem fama de assombrado.
Quando eles encontram uma barraca aparentemente abandonada, fatos estranhos começam a acontecer e se estabelece a dúvida: é tudo parte do treinamento; há um fantasma ou alguém segue o grupo?
Vale pela boa surpresa do fim, mas é fraquinho e cansativo.
Boa fotografia.

domingo, 18 de setembro de 2011

GEMINI

(SÔSEIJI)
Japão - 1999
Dir.:  Shinya Tsukamoto


Yukio é médico em em uma aldeia, e vive com a mulher desmemoriada e os pais. Esses morrem, e entra em cena seu irmão gêmeo, que o tranca em um poço e passa a viver sua vida como se fosse Yukio.
Filme indescritível de Tsukamoto, que tem personagens que parecem saídos de Tetsuo, outro filme do diretor.
Atores sem sombrancelhas e mulheres com penteados estranhos completam o quadro.
Boa qualidade técnica e música.

sábado, 17 de setembro de 2011

AS DONAS DA NOITE

(WIR SIND DIE NACHT)
Alemanha - 2010
Dir.: Dennis Gansel


Louise é a líder do trio de vampiras formado ainda por Charlotte e Nora, e seduz Lena, que vive de furtos, forçando-a a entrar para o grupo.
Quando as três promovem um massacre a polícia fica no encalço delas, e Lena vai ter que escolher entre a fidelidade ao grupo chupassangue ou se render aos encantos de um policial.
Bem produzido, principalmente no que diz respeito a cenários e figurinos, essa produção alemã peca pela falta de novidade na história - devem ter gasto tudo na produção.
E ainda é um tanto longo.
Mas deve satisfazer os poucos exigentes.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

YELLOWBRICKROAD

(YELLOWBRICKROAD)
EUA - 2010
Dir.: Andy Mitton / Jesse Holland


Grupo decide se embrenhar na mata procurando saber o que aconteceu com os moradores da cidade de Friar, New Hampshire, que 70 anos antes se enfiaram na mesma floresta e parte desapareceu, parte foi encontrada morta e mutilada.
Depois de algum tempo andando eles começam a ouvir uma música de época vinda sabe-se lá de onde, além de uma série de sons inexplicáveis.
Inicia-se assim um dos piores filmes dos últimos tempos.
O grupo se perde na mata, e deve ser um paralelo com o roteiro, que se limita a mostrar gente andando pra lá e pra cá até começarem a se matar, sendo a primeira morte horrível no pior sentido: até teatrinho de pré-escola deve conseguir mais dramaticidade na citada cena.
Aí os personagens continuam andando, ouvindo a tal música e eventualmente se matando até o final que segue a ruindade da coisa.
A idéia deve ser alguma coisa parecida com a "Bruxa de Blair" (esse filme devia ser banido, pelo que inspirou), os personagens filmam a si mesmos e dão depoimentos idiotas para a câmera (em uma cena alguém tem que falar o alfabeto de trás pra frente...), mas parece mais que essas cenas visam completar os 90 minutos da média de um longa.
Uma bomba irritantemente ruim, sem qualquer idéia original ou que pelo menos valha uma nota de pé de página.
Ah, e essa coisa foi dirigida por duas (!!) pessoas! E o nome é assim mesmo, com as palavras todas juntas.

domingo, 11 de setembro de 2011

KM 31

(KILÓMETRO 31)
Espanha - 2006
Dir.: Rigoberto Castañeda


Ágata sofre um misterioso acidente de carro, que envolve uma criança fantasma, entra em coma e sua irmã gêmea pressente o que aconteceu. Catalina, a irmã, seu namorado e o de Ágata decidem investigar o ocorrido e descobrem uma série de acidentes misteriosos e inexplicáveis envolvendo o quilômetro que dá nome ao filme.
Longo, arrastado, e de final confuso, esse filme espanhol mistura aquelas relações sobrenaturais misteriosas que supostamente existiriam entre os gêmeos com fantasmas vingativos que remetem ao cinema de terror oriental.
Uma perda de tempo que tenta reciclar idéias já muito batidas.

CONDE DRÁCULA

(NACHTS, WENN DRACULA ERWACHT)
Dir.: Jess Franco
Espanha - 1973


Versão de Jess Franco, que aqui assina Jesse mas na verdade se chama Jesus, para o famoso livro de Bram Stocker, realizada com a habitual escassez de recursos do diretor.
É a versão clássica: Jonathan Harker viaja à Transilvânia para negociar a venda do castelo de Drácula, mas esse se encanta com a foto da noiva de Harker (na verdade, ele acredita ser ela a reencarnação de sua amada) e viaja a Londres para seduzir a moça.
Klaus Kinski, Herbert Lom e a musa do cinema de Jess Franco, Soledad Miranda, completam o elenco.
Franco é mais associado a filmes eróticos e de sexo explícito e aqui abre mão de qualquer erotismo.
A rigor o filme nada acrescenta aos filmes sobre vampiros e o Conde Drácula.
Christopher Lee interpreta o Conde e no mesmo ano ele protagonizou "Scars Of Dracula".
Faz falta aqui o charme dos filmes da Hammer.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

THE LOVED ONES

(THE LOVED ONES)
Austrália - 2009
Dir.: Sean Byrne


Lola convida Brent para o baile de formatura, como ele recusa, ela e o pai o sequestram e submetem o cara a uma brutal sessão de torturas.
Ótimo terror australiano na linha porn torture, com direito a cenas agoniantes, ainda que algumas mais insinuadas, como o corte com o garfo.
A direção é segura e Robin McLeavy dá o tom exato de sua louca personagem. Só o momento Jason no fim é que poderia ter sido evitado, mas faz parte do gênero.
Como curiosidade, o diretor é responsável pela direção de um vídeo sobre o famigerado livro "O Segredo".

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A SERPENTE DE JUNHO

(ROKUGATSU NO HEBI)
Japão - 2002
Dir.: Shinya Tsukamoto


Rinko apresenta um programa de rádio, daqueles aonde ouvintes contam seus dramas, e de repente recebe fotos aonde aparece se masturbando. Ela então passa a ser chantageada por um homem que a obriga a se masturbar em locais públicos, em troca de suas fotos.
Casada com um homem meio neurótico com arrumação e ordem, Rinko passa então por um estranho processo de libertação sexual.
Tsukamoto é diretor de Tetsuo, um clássico do cinema bizarro, e aqui não nega as origens.
Seus personagens são estranhos, e tem uma sequência com atores usando máscaras esquisitas que não tem qualquer explicação dentro da trama.

domingo, 4 de setembro de 2011

HUNTER PREY

(HUNTER PREY)
EUA - 2010
Dir.: Sandy Corolla


Quando a nave Prometheus cai em um planeta desconhecido sua carga, que percebemos ser um alienígena, escapa e passa a ser preseguido por um grupo de militares, que devem levá-lo vivo para seu planeta, pois só o fugitivo é capaz de salvar a raça de seus captores da extinção.
Filme de aventura & Sci-Fi visivelmente barato; subverte a ordem quando seus personagens tiram as máscaras e descobrimos quem é caça e quem é caçador, sendo que a caça também está destinada a extinção.
Se passa em praticamente um único cenário, e tem modestissimos efeitos especiais, que estão a cargo da história, que começa como uma caçada e depois se torna um jogo de blefes e artimanhas entre 2 personagens.
Bem legal.

sábado, 3 de setembro de 2011

MALICE IN WONDERLAND

(MALICE IN WONDERLAND)
Inglaterra - 2009
Dir.: Simon Fellows


Garota em fuga é atropelada e acaba ganhando uma carona do taxista (Danny Dyer) que a atropelou. Eles então mergulham em uma louca aventura, aonde ele precisa comprar um presente original pra um chefão da máfia, enquanto se misturam com diversos tipos estranhos, todos inspirados no livro "Alice no País das Maravilhas".
Quando ficamos sabendo que ela se chama Alice, descobrimos de quem foge e o porque de sua fuga.
Versão para o clássico de Lewis Carroll, com resultado de mediano pra ruim. É confuso, e só se salva a fotografia e não mais que meia dúzia de cenas.