domingo, 10 de janeiro de 2021

CASTLE FREAK


(CASTLE FREAK)

EUA - 2020

Dir.: Tate Steinsiek

Mais uma vez o santo nome de H. P. Lovecraft é usado em vão.

O nome nem esconde que é refilmagem do clássico de Stuart Gordon da década de 90 que nem era isso tudo.

Mocinha herda um castelo na Albânia e vai pra lá com o namorado tomar posse da propriedade (o uso do cenário é bem legal, assim como uma tomada da cidade aonde se passa a ação).

Ela é cega e, por ter os sentidos mais aguçados, logo percebe haver mais alguém no castelo além dela e do namorado.

Mais tarde chega um grupo de amigos, que vão virar a habitual carne pro açougue.

A criatura nem é escondida - dá as caras logo nas primeiras cenas - e o filme ainda faz outras referências ao universo lovecraftiano, o que não ajuda muito, principalmente quando se assistem algumas cenas no final do filme, que são mais de mau gosto do que horror.

É só um passatempo, que parece meio datado nesses tempos de pós-terror como "Hereditário", "Nós", entre outros.

Mas a turma do "quanto pior melhor" certamente vai curtir.

domingo, 3 de janeiro de 2021

HEKS


(HEKS)
África do Sul - 2020
Dir.: Reine Swart


Troço da África do Sul, sobre uma mocinha que vê a mãe ser assassinada on line.
Um ano depois ela viaja para a terra natal, aonde se hospeda na casa da tia inválida e começa a assuntar sobre os pesadelos que vem tendo e sobre assassinatos do passado, de quem nunca se conheceu os autor.
Além disso, ela leva uma máscara tribal que estava no meio das coisas da mãe e que aparenta ter ligação com uma feiticeira esquisitona.
É confuso, mal interpretado por atores inexpressivos e parece que na edição deixaram algumas coisas de fora, como uma mulher que aparenta estar morta num banheiro (o diretor deve ter adorado o cenário, porque pelo menos 3 vezes a "ação" se passa nesse ambiente). A coitada depois não é mais vista, e fica a dúvida de que fim levou.
Promete muito, e entrega pouquíssimo com uma trama requentada, mas que podia ganhar algum frescor com a incorporação de elementos do folclore local.
Um desperdício de tempo, aonde o mais interessante acaba sendo o pôster.

sábado, 26 de dezembro de 2020

BARDA


(BARDA)

Turquia - 2007

Dir.: Serdar Akar

Grupo de amigos que se reúne com frequência em um bar é surpreendido por um bando de homens, que vão lhes torturar, estuprar e até matar sem motivo aparente.

Podia ser descrito como um filme sobre a banalidade do mal: não há motivos para a maldade que se vê em cena, apenas o próprio prazer de ser mau.

O problema é a realização um tanto precária: o bar é nitidamente um cenário, quase teatral, com jeito de improvisado. As atuações são meio toscas, meio histéricas, mas isso se entende pela simplicidade da produção.

Além disso, a violência é praticamente toda em off, mas isso não é problema, pode até ser solução, quando se consegue passar pro espectador o que ele não viu. Nesse caso, a violência é muito insinuada, nada vista e nada sentida. Um exemplo: uma moça é mutilada com uma gilete, mas, quando a coitada é vista, só se vê o sangue e fica a impressão de que alguém jogou tinta vermelha na atriz e rasgou suas roupas.

No mais, fica a impressão que nas mãos de um diretor mais calejado e de uma produção mais eficiente, poderia render um filme bem mais incômodo.

sábado, 19 de dezembro de 2020

ANYTHING FOR JACKSON


(ANYTHING FOR JACKSON)

Canadá - 2020

Dir.: Justin G. Dyck

Casal de velhinhos satanistas que perdeu o neto (a filha havia morrido antes) decide seguir o ritual de um livro antigo pra trazer o garoto de volta a vida.

Eles sequestram uma grávida, que será usada para receber a reencarnação do morto no feto que carrega. Só que eles vão invocar mais do que esperavam.

É menos ruim do que parece, principalmente pelas ideias que apresenta. A casa dos velhos se torna uma espécie de farol do mal, que vai contaminando quem dela se aproxima: o sujeito que limpa a neve da calçada e a policial que investiga o desaparecimento da grávida, além de atrair fantasmas (um deles é uma criação bem interessante, meio chupada do terror oriental).

Longe de ser bom, fica a sensação de que faltou um pouquinho pra merecer algum destaque.

domingo, 13 de dezembro de 2020

HIS HOUSE

(HIS HOUSE)

Inglaterra - 2020

Dir.: Remi Weekes

Casal de refugiados sudaneses recebe abrigo na Inglaterra. O abrigo abrange uma pequena ajuda de custo e uma casa, meio capenga, mas melhor que a dos funcionários do Serviço Social, segundo comentários desses.

O casal perdeu a filha durante a fuga de barco e ao chegar na casa, o lugar parece ser o lar de alguma entidade que os acompanhou na fuga da África.

À medida que o horror aumenta, e a sanidade do protagonista passa ser posta em dúvida, começam as revelações do passado da dupla e de como eles chegaram ali.

Mas um da safra recente do pós-terror + terror étnico.

É uma boa pedida, pois mistura o misticismo africano ao drama de quem deixou suas vidas para trás por causa da violência política.

sábado, 7 de novembro de 2020

ANTEBELLUM


(ANTEBELLUM)

Dir.: Gerard Bush / Christopher Renz

EUA - 2020


Talvez dos melhores filmes de terror do ano, esse aqui bebe da fonte de Jordan Peele: a questão social, no caso a racial, usada como fundo de uma estória misteriosa, num momento em que os ânimos andam acirrados devido a um certo protagonismo que o movimento negro finalmente vem tendo (e que ainda é tímido por aqui).

Começa meio confuso, sem se explicar muito, mas depois que se entende a trama, que é sim muito parecida em certos aspectos com a de "Corra!", pois fala de racismo e discriminação, embora aqui numa espécie de contramão das ideias dos brancos daquele filme.

Não dá pra falar muito, pra não se estragar o que se assiste.

Talvez o único porém seja uma certa concessão à violência que é típica do cinema americano, e que Peele parece tratar de outra forma. Aqui a violência parece ter que ser necessária à trama, pois não há outra punição a quem faz o mal que não seja a morte violenta, mesmo que isso lhe iguale a seu agressor; Peele usa como única alternativa de se salvar, e não para atender a necessidade de sangue da humanidade.

Fora isso, não é um filmaço, longe disso, mas é interessante e diferente do que se vê por aí.

domingo, 1 de novembro de 2020

TODOS OS DEUSES NO CÉU


(TOUS LES DIEUX DU CIEL)

França - 2018

Dir.: Quarxx


Bizarro filme francês que usa uma atriz que realmente possui uma deficiência congênita num dos papéis principais, o que vai sempre ser motivo de discussão desde que Tod Browning fez o mesmo em "Freaks", em 1932.

Na trama Simon cuida da irmã deficiente, Estelle, que é praticamente mantida prisioneira em um quarto, o que é motivo de preocupação das autoridades que o monitoram, pois se preocupam com sua sanidade e as condições em que a moça é mantida.

Estelle não nasceu deficiente, mas ficou assim por causa de um acidente (uma cena bem incômoda e assustadora, embora rápida) quando era criança e o irmão acredita que ET's virão para levá-los para outro mundo.

O diretor  de nome engraçadinho realizou um filme esquisito, embora bem resolvido tecnicamente, para falar de loucura (será mesmo?) e redenção.

Não é para todo tipo de gosto, mas é curioso.

sábado, 24 de outubro de 2020

A PROMESSA


(PUEN TEE RALUEK)

Dir.: Sophon Sakdaphisit

Tailândia - 2017


15 anos atrás, Boum e Ib fizeram um pacto de suicídio, depois que as famílias de ambas foram a bancarrota durante uma crise qualquer. (O filme não insinua uma relação entre as duas, mas é isso que parece existir, embora não seja lá muito relevante pra trama requentada)

Mas Boum roeu a corda, e adivinhem o que vai acontecer?

É mas um filme oriental de fantasma vingativo e fica a pergunta se ainda existe alguma novidade sobre o assunto.

Bem, se o assunto é novidade, aqui o objeto, digamos, "possuído" é um antigo bip - aquele aparelho de troca de mensagens que os mais novos com certeza desconhecem. A filha da protagonista mesmo trata o negócio como um artefato quase alienígena quando o encontra.

Pronto, acabou a novidade.

sábado, 17 de outubro de 2020

ACHOURA


(ACHOURA)

Marrocos / França - 2018

Dir.: Talal Selhami


Quatro amigos se reencontram depois que uma entidade sobrenatural volta a dar sinais de estar à solta.

Como todo filme baseado em folclore, principalmente de culturas muito diferentes das que estamos mais habituados, é um filme curioso, mas não necessariamente bom.

Se mostra um tanto confuso no começo, e depois segue sua trama de modo meio convencional, com explicações sobre a entidade, embora sua origem não seja clara. A curiosidade acaba sendo mais pelo ser ancestral em si, que vira mais um detalhe na trama das personagens que tentam escapar dele.

O ponto negativo é aquele de sempre: um ser feito de fumaça (uma praga do cinema atual) que é curioso mas com um detalhe que lembra o Predador; e o uso excessivo de CGI.

sábado, 12 de setembro de 2020

#SARAITDA



(#SARAITDA)
Coréia - 2020
Dir.: Il Cho


Terror de zumbis com toques de drama (poderia ser o contrário também).
Garotão fica preso em um apartamento num conjunto habitacional depois que uma praga de zumbis infecta o país.
Os pais e a irmã saíram pra cuidar de suas vidas e quando o caos se instala seu destino se torna incerto e Oh Joon-woo, esse o nome do protagonista, fica na expectativa se eles retornarão ou não, enquanto tenta se virar com vizinhos infectados tentando entrar em sua casa e com a falta de comida, que o leva ao limite do desespero.
É aí que entra em cena a vizinha do prédio da frente, até então não apresentada ao espectador e com quem, na base da esperteza (mérito do roteiro) ele faz contato e amizade e ganha um companhia, ainda que separados pela distância física.
O filme é espertinho, bem dirigido, dosa bem toques de horror, humor e drama (que parece ser o foco do filme, e não a habitual violência/gore que envolve esse tipo de produção).
É um passatempo despretensioso que se assiste com atenção e nem se percebe que passado tanto tempo o cabelo do protagonista nem descoloriu nem cresceu, e nem ele emagreceu depois de ficar sem se alimentar corretamente.
Como curiosidade, a fase de zumbis do terror coreano tem rendido bons frutos como esse aqui, a série "Kingdom" (a primeira temporada bota "Walking Dead" no bolso) e o já consagrado "Train to Busan", que ganhou continuação.

sábado, 5 de setembro de 2020

RATU ILMU HITAM

(RATU ILMU HITAM)
Indonésia - 
Dir.: Kimo Stamboel


Grupo de amigos viaja ao orfanato aonde foram criados para visitar o dono do lugar, que se encontra a beira da morte.
Ao chegar, o grupo, acompanhado das respectivas famílias - mulheres e filhos - é  bem recebida porém, aos poucos começam a vivenciar estranhos fenômenos e descobrem que o lugar está dominado por uma força sinistra ligada ao passado do orfanato.
É meio mambembe: tem um atropelamento que não se encaixa na trama e se vale do velho truque dos insetos em CGI pra causar nojo, mas não causa nem isso nem medo, e é só uma curiosidade de um país dito "exótico".

domingo, 23 de agosto de 2020

Z

(Z)
Canadá - 2019
Dir.: Brandon Christensen


Também conhecido como Z Wants to Play, parece um pastiche tardio de Babadook.
Casal percebe que o filho arruma um amiguinho imaginário, que talvez nem seja tão imaginário assim.
Não tem nada demais e nem vai aterrorizar ninguém.
Só serve mesmo pra passar o tempo.

domingo, 16 de agosto de 2020

SUNOD

(SUNOD)
Filipinas - 2019
Dir.: Carlo Ledesma


Olivia está com a filha internada devido a um problema cardíaco congênito, e as perspectivas não são das melhores.
Pra completar, ela não tem dinheiro pra pagar a conta do hospital, o que a obriga a arrumar um emprego noturno num call center, que funciona num prédio histórico, que foi abandonado e agora se encontra num processo de retrofit.
Só que o lugar tem um passado, que pode ajudar Olivia e a filha.
Filme banal sobre uma mãe desesperada e fantasmas que escondem suas reais intenções.
É só um passatempo.

sábado, 8 de agosto de 2020

BLOOD VESSEL

(BLOOD VESSEL)
Austrália - 2019
Dir.: Justin Dix



Grupo de sobreviventes do ataque alemão a um navio hospitalar se encontra a deriva em bote salva vidas há alguns dias.
Eles cruzam o caminho de um navio alemão, que também aparenta estar a deriva. Como a perspectiva era a morte mesmo, eles conseguem subir a bordo do navio e descobrem que esse parece abandonado.
O que não sabiam, é que o barco levava uma carga sinistra.
É um filme até divertido, que junta elementos já vistos em inúmeros outros filmes (prestem bem atenção no pôster, e dá pra ter uma ideia da carga do barco, embora essa cena nem exista).
Mas serve pra passar o tempo.

domingo, 2 de agosto de 2020

STAIRS

(STAIRS)
Inglaterra - 2019
Dir.: Tom Paton



Mas também pode chamar de "Black Ops" ou "The Ascent", é um filme confuso sobre um looping de tempo. Sabe aquelas tramas "recebemos ou convite ou acordamos aqui sem saber o porquê."? Pois é essa a linha do filme, embora ninguém tenha acordado desorientado, ou recebido um convite, como é praxe nessas tramas.
Grupo de combatentes em uma guerra qualquer, entra em um abrigo depois de terminar a missão e descobrem que a escadaria existente no complexo os leva de volta ao mesmo momento de alguns minutos atrás.
O problema é que assim como os personagens do filme, quem assiste também não entende muita coisa, pois como aquela escadaria foi parar ali? Era alguma experiência? ET's?
Talvez nem os produtores tenham entendido e por isso já deram 3 nomes diferentes pro filme.