domingo, 10 de outubro de 2010

PARASITE EVE

(PARASAITO IVU)
Japão - 1997
Dir.: Masayuki Ochiai


Toshiaki é um cientista envolvido com pesquisa de mitocôndrias (parte das células responsável pela produção de energia, e que são transmitidas de mãe, nunca do pai, para os filhos) e que perde a mulher Kyiumi em um acidente de carro.
Ela havia doado seus rins, mas ele resiste a aceitar a doação, apesar dos insistentes apelos do médico responsável pelo transplante, que deseja implantá-los em uma menina de 12 anos. Toshiaki aceita, com uma condição: que o fígado de Kyiumi lhe seja dado para que ele continue suas pesquisas.
As tais mitocôndrias retiradas do fígado acabam ganhando vida própria, cujo objetivo é gerar uma nova forma de vida e dominar o mundo, exterminando a atual humanidade.
Só que as insensíveis e ambiciosas mitocôndrias também tem um coração, e não resistem aos encantos do amor...
Como curiosidade, o moralismo japonês faz com que uma personagem que aparece sem camisa tenha seus seios parcialmente coberto, o que faz com que a moça pareça não ter o bico dos seios.
Doidera japonesa sem muito pé nem cabeça que se arrasta por 120 minutos.
Cada coisa que esses japas inventam...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

SPLICE

(SPLICE)
Canadá / França / EUA - 2009
Dir.: Vicenzo Natali


Casal de cientistas brilhantes, Elsa e Clive (Sarah Polley e Adrien Brody), trabalha junto em um projeto que visa desenvolver uma forma de vida híbrida de diversos animais e que seja capaz de produzir uma proteína que melhore a produtividade do gado, além de gerar grandes lucros para o laboratório que financia o projeto.
De início a coisa vai bem e eles criam Ginger e Fred (homenagem de gosto mais que duvidoso a Ginger Rogers e Fred Astaire, sem explicação aparente). Instigada por ela, eles decidem levar a experiência adiante, e envolver DNA humano na coisa.
A experiência dá resultado e o que era para ser apenas a fertilização de um embrião acaba indo a frente e um útero artificial dá a luz a um ser humanóide que mistura o código genético de diversos seres vivos.
Eles escondem a coisa no laboratório, que cresce rápido (faz barulho, mas nenhum colega de trabalho percebe) e são obrigados a removê-la para a fazenda abandonada que Elsa herdou da mãe.
É óbvio que o experimento vai sair de controle, o filme descambar pro rídiculo e o ser vai espalhar um rápido terrorzinho entre o casal e mais dois personagens que entram pra morrer no final, que é risível e previsível a dar com pau. Se salvam os bons efeitos da monstrinha, já que ela é fêmea (ou nem tanto, como vai se ver no tal final bocó).
Trash movie que se leva a sério, e é seu grande erro. Se seguisse o tom de galhofa talvez fosse mais divertido.
Você percebe que a coisa não vai bem quando nota que grande parte do orçamento deve ter sido gasta no figurino de Adrien Brody, que em rigorosamente cada cena aparece com uma camiseta diferente e moderninha.
Guillermo Del Toro é bom diretor, mas errou feio na produção desse troço aqui, que nem é original, vide "A Experiência", aquele com Natasha Henstridge. O diretor é o mesmo do bem mais instigante "Cubo".

CASO 39

(CASE 39)
EUA - 2009
Dir.: Christian Alvart


Reneé Zellweger é Emily, assistente social que recebe a incumbência de acompanhar o caso 39 do título; uma suposta agressão por parte dos pais contra Lilith, uma menina de 10 anos.
De início desacreditada pelos colegas e pela polícia, ela consegue provar que a menina era realmente maltratada pelos pais.
Com pena da encantadora, meiga, tímida Lilith, Emily consegue a guarda da menina e logo vai descobrir que de angelical ela só tem o rostinho.
Decida e assustada, ela começa a investigar a origem de Lilith e porque seus pais queriam matá-la.
Mais um filme sobre crianças encapetadas (Lilith deve ser parente direta do Damien de "A Profecia"), esse aqui não acrescenta muita coisa ao gênero. A produção foi atribulada, começou em 2006 e teve versões diferentes até ser lançada em 2009, e não foi a toa. O único atrativo na realidade se limita a Zellweger que sabe-se lá porque atua sussurrando. O diretor é o mesmo do melhorzinho "Pandorum".
A propósito, o capeta daqui é bem menos ambicioso do que o de outros filmes, e parece se contentar em ter uma família que lhe faça as vontades.

sábado, 2 de outubro de 2010

MORTUÁRIA

(MORTUARY)
EUA - 2005
Dir.: Tobe Hooper


Mulher com dois filhos se muda para uma casa, um verdadeiro muquifo, aonde funciona uma funerária no porão, e de onde ela pretende tirar o sustendo da família.
Só que fatos estranhos começam a acontecer e eles vão descobrir, obviamente da pior maneira, que não estão sozinhos.
Há muito tempo Tobe Hooper não faz nada digno de registro. Esse aqui tem alguns elementos, inclusive o vilão, já visto antes, em "Pague Para Entrar..." e no seu filme anterior, "The Toolbox Murders", que é melhor que esse.
Tem umas cenas de gore, mas nada muito original. É a velha história da família obrigada a dividir a casa com alguma coisa de origem sobrenatural ou um ser humano deformado que já foi vista em inúmeros outros filmes, como o citado "The Toolbox...".
Só vale para passar o tempo mesmo.

O CHAMADO DE CTHULHU

(CALL OF CTHULHU)
EUA - 2005
Dir.: Andrew Leman


Adaptação da obra de Lovecraft.
O filme é um média metragem em preto e branco, contado como cinema mudo e com a estética do cinema do início do século passado.
Psiquiatra trata de um paciente e quando esse fala em Cthulhu ele se lembra de um fato do passado envolvendo seu tio-avô e decide investigar o que seria, descobrindo um estranho culto aos "Antigos".
Bom clima em uma idéia original.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O ABRIGO

(THE SHELTER)
EUA - 2010
Dir.: Måns Mårlind / Björn Stein


Juliane Moore é Cara Harding, é uma psiquiatra especializada em desmacarar casos de múltiplas personalidades, até se deparar com o intrigante caso de David / Wesley / Adam (Jonathan Rhys Meyers) que assume identidades de pessoas já mortas, sendo capaz até de citar detalhes das vidas destes. Logo fica claro que há algo sobrenatural por trás do fato.
Terror carola que parte de uma idéia interessante mas se perde na confusão e na tentativa de mostrar que só Jesus salva.
Fraquinho...

domingo, 26 de setembro de 2010

CTHULHU

(CTHULHU)
EUA - 2007
Dir.: Dan Gildark


Em um mundo a beira do caos e da destruição, professor universitário retorna a cidade natal, Rivermouth, no Oregon, para o enterro da mãe. Entre lembranças da adolescência, como a paixão por um amigo da escola e a péssima relação com o pai, ele começa a suspeitar que este, líder de uma seita religiosa, está por trás do desaparecimento de crianças no lugar.
Baseado em "A Sombra sobre Innsmouth" de H. P.Lovecraft, que já rendera o ótimo "Dagon", esse aqui é de uma estranheza total. Direção estranha, fotografia ídem, personagens, ritmo lento, nenhum efeito especial, além da homossexualidade do protagonista, que faz com que o filme seja associado à temática gay por alguns blogs, o que é um erro, já que a opção do protagonista é determinante para um detalhe inteligente do roteiro.
Como é um filme para adultos, não tem a histeria típica dos filmes feitos para adolescentes. A propósito, Tori Speeling do seriado adolescente "Barrados no Baile" aparece por aqui.
Um filme curioso feito para um público bem restrito. Quem assistiu Dagon vai identificar alguns elementos em comum com este, ainda que sejam filmes totalmente diferentes.

sábado, 25 de setembro de 2010

CARTA PARA A MORTE

(THE GRAVEDANCERS)
EUA - 2006
Dir.: Mike Mendez



Três amigos se reencontram para o enterro de uma quarta amiga, sendo que um deles chega atrasado. Alguém então tem a idéia de fazer uma despedida no cemitério a noite, acompanhados de uma garrafa de bebida. De pileque, eles encontram uma carta, uma espécie de invocação quem lêem, e ainda dançam em cima de alguns túmulos.
A partir daí cada um deles passa a desconfiar que está sendo assombrado, e um dos manés procura um especialista em fenômenos paranormais, quando vão descobrir que despertaram 3 espíritos da pior espécie.
Terrorzinho fuleiro, que pegue emprestada a idéia central de "A Entidade" em uma de suas passagens.
As máscaras que os fantamas usam são tão toscas que os atores que as usam chegam a ficar com a cabeça desproporcional para o corpo.
Não chega a ser trash, só um desperdício de tempo.

domingo, 19 de setembro de 2010

TOQUE DE RECOLHER

(RIGHT AT YOUR DOOR)
EUA - 2006
Dir.: Chris Gorak

O que parecia uma manhã comum em Los Angeles logo se revela um verdadeiro dia de cão. Ataques terroristas espalham um vírus pela cidade e a população que estava próxima aos atentados ou nas áreas para onde a poeira tóxica foi levada é mantida em quarentena. Quem estava em casa é aconselhado a se trancar e selar a casa, para evitar a entrada dos vírus.
É o caso de Brad, que se tranca em casa com um empregado de um vizinho.
O problema é que Lexi, sua mulher, estava no olho do furacão, sobrevive e consegue retornar para casa, mas é impedida de entrar pelo marido.
Enquanto isso, os contaminados são praticamente caçados pelas autoridades.
O que fazer? Deixar a mulher entrar e se contaminar ou deixá-la do lado de fora, entregue as autoridades?
A premissa é legal, mas parece faltar alguma coisa aqui.
É um drama visivelmente feito com poucos recursos, não havendo efeitos ou cenas espetaculares de destruição. E é honesto em suas pretenções, com direito ao habitual final surpresa.

sábado, 18 de setembro de 2010

OS FILHOS DO MEDO

(THE BROOD)
Canadá - 1979
Dir.: David Cronenberg


Frank Carveth tenta levar uma vida normal cuidando da filha Candice, apesar da mulher Nola (Samantha Eggar) estar internada em uma clínica psiquiátrica passando por uma terapia experimental com o Dr Hal Reglan (Oliver Reed). Um dia, após visitar a mãe, a menina volta ferida para casa, e Frank suspeita da mulher, mas o psiquiatra lhe diz que ela nunca faria isso.
Então a mãe de Nola é assassinada, fato presenciado por Candice. Depois é a vez do pai dela, fato presenciado dessa vez por Frank, sendo que o assassino morre logo em seguida. É durante a autópsia desse que se revela um dos seres mais bizarros já criados pelo cinema (e que só aumenta em bizarrice quando revelada sua origem).
Mais um terror adulto de Cronenberg que usa tudo aquilo que o diretor sabe usar bem: duração curta; pouco blábláblá; bons efeitos; ciência, e nunca o sobrenatural explicando os fatos e a habitual cena nojentinha.
Tudo levado com seriedade, sem cair no sensacionalismo ou histeria típica dos filmes feitos para adolescentes.
O título nacional só erra na origem: os filhos não seriam do medo, mas do ódio.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O QUARTO DO INFERNO

(BREATHING ROOM)
EUA - 2008
Dir.: John Suits / Gabriel Cowan


Mulher acorda completamente nua num quarto com outros 13 desconhecidos, sem que nenhum deles saiba como foram parar lá (menos um, como se vê no fim).
Eles então descobrem que se trata de um jogo, aonde só um sobreviverá.
Filme tosco, que parece mais um projeto universitário de alguém.
Os diálogos são risíveis, a produção ídem. O tal jogo na verdade se limita a um apagão de luzes e alguém aparece morto. E assim vai até o final que tenta surpreender.
A inspiração, digamos assim, é em "Cubo", com alguma coisa de "Lost" e "Jogos Mortais". Na verdade, parece que pegaram o pior de cada uma dessas produções, arrumaram um armazém vazio, umas câmeras e perpetraram isso aqui.

domingo, 5 de setembro de 2010

O VAMPIRO DAS ESTRELAS

(NOT OF THIS EARTH)
EUA - 1988
Dir.: Jim Wynorski


Enfermeira gostosona (a ex-musa pornô Traci Lords, em seu primeiro papel não pornô) é contratada por misterioso milionário para lhe aplicar constantes transfusões de sangue.
O que ela não sabe é que o cara é um vampiro alienígena que está na Terra estudando o sangue humano e uma forma de enviá-lo a seu planeta para salvar seu povo que está morrendo de fome, depois de uma guerra.
Produção de Roger Corman que é refilmagem de um filme de 1958. Trash até a medula, se vale de alguma nudez, principalmente a de Lords, para atrair seu público alvo. A produção é tão simplória que na cena final no cemitério é possível ver um microfone em cima da cabeça dos atores.
Diversão rápida, rasteira e divertida. Exemplo perfeito do cinema barato de Corman.
A propósito, o filme usa cenas de alguns outros filmes de Corman, principalmente do clássico "Galáxia Do Terror", para ilustrar a vida no planeta natal do vampiro.

domingo, 29 de agosto de 2010

2019 - O ANO DA EXTINÇÃO

(DAYBREAKERS)
EUA / Austrália - 2009
Dir.: The Spierig Brothers


Em 2009 um vírus se espalhou entre a população transformando quase todos em vampiros. O jeito foi se adaptar: carros ganharam câmeras para que os dentuços possam dirigir de dia; túneis foram construídos para a locomoção diurna; e principalmente, os humanos restantes passaram a ser capturados e tratados como gado, para fornecer sangue à raça dominante.
Esse é o problema: com a diminuição da população humana, começa a faltar sangue para alimentar a vampirada. A falta do alimento vital transforma os vampiros em uma subspécie capaz de atacar qualquer um, até seus semelhantes, causando pânico entre a população.
Apesar das pesquisas, ainda não foi encontrado um substituto para o sangue como na telessérie "True Blood", e a convivência entre humanos e vampiros é obviamente péssima, até que surge uma esperança de cura para o mal.
O badalado filme dos irmãos que se intitulam The Spirieg Brothers passou meio desapercebido por aqui. É uma produção legal, com bons efeitos e atores e tom que começa apocalíptico mas dá uma esperança lá pelo meio.
O elenco é estrelado: Ethan Hawke, Sam Neil e Willem Dafoe, o que garante um bom passatempo, mas os vampiros safados e sexistas de Bon Temps tem mais charme.

O ESCONDIDO

(THE HIDDEN)
EUA - 1987
Dir.: Jack Sholder


O filme começa com uma violenta caçada a um homem que acabou de roubar um banco, fuzilou meia dúzia de pessoas, e não parece disposto a se render.
Mesmo muito ferido ele sobrevive e é levado a um hospital aonde revela seu segredo: ele esconde em si um alienígena que muda de corpo a medida que este fica em más condições. Fanático por heavy metal e Ferraris, ele segue sua trilha de roubo e violência sendo caçado pela polícia e um agente do FBI (Kyle MacLachlan), que sabe seu segredo.
Mistura legal de filme policial, perseguição e ficção que foi meio esquecido pelo tempo.
Quem mostra a cara e o corpão por aqui é a sumida Claudia Christian (da série "Babylon 5"), infelizmente em rápida participação.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

VISÕES

(THE BEACON)
EUA - 2009
Dir.: Michael Stokes


Casal perde o filho e se muda para um novo apartamento (o Beacon, do título) e a mulher, potencial suicida e ainda abalada, começa a ver uma criança pelo prédio.
A coisa segue assim, sem que ninguém acredite nela, lógico, à exceção do assistente do marido, estudioso dos mistérios do além, que graças a um livro que deve ser a Barsa do esoterismo descobre tudo sobre fantasmas, e até sobre o passado do prédio!
O que era tédio, viva bobagem total quando se descobre que fantasmas vão a supermercados e fazem filmes eróticos. Descamba quando os fantasmas se mostram como quase zumbis. Tem uma cena ridícula aonde o fantasma-zumbi arranca as tripas de um mané e esse pergunta: "Você pode devolver isso?". Dá vontade de perguntar ao diretor: "Dá pra devolver meu tempo perdido vendo isso?"
Ah sim, o eterno vilão Michael Ironside, coitado, dá as caras por aqui num papel de... vilão, claro.