terça-feira, 2 de outubro de 2018

CARGO

(CARGO)
Austrália - 2017
Dir.: Ben Howling / Yolanda Ramke


Drama de horror que é a extensão de um curta metragem.
Fugindo de uma epidemia, Andy (Martin Freeman, de "Fargo"), Kay e a filha de colo se arriscam em um barco num rio.
Mas algo dá errado e ela é mordida.
Não é spoiler, mas ele também é e tem 48 horas pra encontrar alguém para cuidar da filha, pois estão em uma área rural do país.
A exemplo de "Walking Dead", tem um pé no drama e outro no terror, aonde o apocalipse libera o pior do ser humano e este se mostra infinitas vezes mais cruel e sem compaixão que qualquer outra coisa não humana.
É um filme bacana, sobre alguém no limite e cuja única preocupação é salvar sua família, e não fundar uma nova ordem mundial, ou combater uma epidemia, ou tentar se salvar na base do heroísmo.
Interessante também, embora meio bizarro, os diretores apresentarem zumbis remelentos, que hibernam quando não tem o quê comer (essa idéia foi vista de forma semelhante em "World War Z".

domingo, 23 de setembro de 2018

REALIVE

(REALIVE)
Bélgica / Espanha / França - 2018
Dir.: Mateo Gil


Drama e sci-fi sobre um homem a beira da morte que tem seu corpo congelado e reanimado décadas depois.
Só que as coisas não saem exatamente como o esperado, sua autonomia é relativa e suas referências do passado já se foram, e ele agora tem que encarar um mundo novo para o qual ele não estava preparado, o que inclui a ausência do seu amor de uma vida que ficou num passado distante.
Além disso, a equipe que o ressuscita o vê menos como um humano desorientado e sem referências do que como um experimento valioso, caro demais para que seja descartado num mundo aonde a decadência do corpo pela velhice já foi superada, restando apenas superar a morte.
É mais um drama sobre identidade do que uma ficção propriamente dita, mas é curioso e faz pensar se é necessário manter a vida a qualquer custo.

domingo, 16 de setembro de 2018

WITHOUT NAME

(WITHOUT NAME)
Irlanda - 2016
Dir.: Lorcan Finnegan


Filme estranho sobre um topógrafo que vai trabalhar em uma floresta tida por assombrada - seria um "campo de fadas", alguma lenda irlandesa.
Ele se instala na cabana do antigo topógrafo, que estava fazendo uma pesquisa bizarra em que afirmava que as árvores se comunicam através dos galhos e que acabou por se matar.
Logo ele começa a ter visões e ouvir sons enquanto mergulha nos experimentos de seu antecessor.
É meio lendo, daquele tipo que confunde mais do que explica, mas é curioso.

domingo, 9 de setembro de 2018

QUEEN OF BLOOD

(QUEEN OF BLOOD)
Dir.: Curtis Harrington
EUA - 1966


A trama é basicamente do filme postado aí embaixo, com a diferença de que a ET encontrada é do mal: uma espécie de vampira que é levada para a nave terráquea para ser levada para a Terra.
A tosqueira é ter uma alienígena solta em uma nave espacial, mesmo depois que se percebem os maus bofes da dita cuja.
A cara de pau de quem "fez" esse filme é ter usado as cenas de outro filme sem dar crédito - não pode nem ser considerado um remake, é uma remontagem com cenas adicionais e final diferente.
Prefira o original.

domingo, 2 de setembro de 2018

MECHTE NAVSTRECHU

(MECHTE NAVSTRECHU)
URSS - 1963
Dir.: Mikhail Karzhukov & Otar Koberidze



Nave espacial se aproxima da Terra após descobrirem nossa existência por causa dos sinais de radio emitidos ao longo dos anos.
Só que a nave cai em Marte e a Terra se mobiliza para resgatar os ET's.
Ficção científica da URSS que é diferente de seus congêneres americanos por tratar com otimismo o encontro com os alienígenas, e também com certa solidariedade, pois os terráqueos se dispõem a construir uma nave para resgatar os sobreviventes, e, talvez aí esteja a propaganda soviética, pois o cientista cético do filme tem nome em inglês, provavelmente em referência aos filmes que retratavam a "ameaça vermelha" como "Vampiros de Almas".
É um pouco ingênuo em seu otimismo excessivo e tem até musiquinha cantando os feitos dos astronautas. Em termos de efeitos, concepção visual das naves e da estética dos trajes em geral não fica a nada a dever aos by USA, como se pode ler no parágrafo abaixo.
A produtora de Roger Corman comprou o filme, reeditou e incluiu cenas adicionais com John Saxon e Dennis Hopper, em começo de carreira, além de uma atriz pintada de verde como uma vampira alienígena e lançou como "Queen of Blood", mantendo basicamente o mesmo roteiro mas com a inclusão de elementos de ameaça à Terra, como pedia o cinema da época.
O resultado ficou bem discutível...

domingo, 29 de outubro de 2017

THE DEAD ROOM

(THE DEAD ROOM)
Nova Zelândia - 2015
Dir.: Jason Stutter


Filme entediante sobre uma equipe que vai investigar uma casa mal assombrada e quase mata o espectador de tédio.
Como os produtores não deviam levar muita fé na coisa, o filme não chega nem aos 90 minutos padrões.

domingo, 22 de outubro de 2017

TERAPIA PARA UM VAMPIRO

(DER VAMPIR AUF DER COUCH)
Áustria / Suíça - 2014
Dir.: David Rühm


Conde romeno procura o doutor Freud pois seu casamento está em crise.
Enquanto isso, por sugestão de Freud, sua esposa procura um amigo pintor do terapeuta para fazer seu retrato, pois a coitada não se pode enxergar no espelho.
É assim que o conde descobre a namorada do pintor, e acredita ser a reencarnação de sua amada de outros tempo, que morreu e o deixou de coração partido.
Interessante mistura de comédia e horror, que junta Freud e vampiros em uma trama que respeita bem os clichês do vampirismo.
Tem um toque meio de ação cartunesca - daria um bom desenho animado - mas flui bem, e mantém o interesse de quem não espera muito.

1974: LA POSÉSION DE ALTAIR

(1974: LA POSÉSION DE ALTAIR)
México - 2016
Dir.: Victor Dryere


Found footage sobre um casalzinho recém casado que vive as mil maravilhas, até ela começar a apresentar um comportamento estranho, além de outros fatos como sons, mortes de pássaros, e a afirmação dela de receber a visita de anjos durante a noite.
A parte masculina do casal então convoca um amigo da família pra registrar os acontecimentos e, óbvio, surge a suspeita dela estar com o cão no corpo.
A coisa se arrasta sem grandes surpresas até a revelação final, que engana o público sobre a origem do mal, mas não faz com que tenha valido a pena o tempo perdido.

domingo, 15 de outubro de 2017

TIKKUN

(TIKKUN)
Israel - 2015
Dir.: Avishai Sivan


Drama de poucos diálogos e esquisitão sobre a fé.
Haim-Aaron sofre um acidente doméstico - ele ia tomar banho, se distrai com uma ereção (ele parece hesitar entre se masturbar ou não), se assusta com o jato de água quente que sai do chuveiro e cai, batendo com a cabeça.
Dado como morto pelos paramédicos, é ressuscitado pelo pai, que trabalha em um abatedouro kosher, daí a capa do filme.
A partir daí o comportamento do rapaz muda e o pai, alertado por um jacaré que sai de uma privada em um sonho, passa a desconfiar que desafiou a vontade de Deus ao trazer o filho de volta a vida.
Como se passa entre judeus ortodoxos, aparenta ter alguma leitura religiosa incompreensível para quem segue, ou não, outras religiões.

CIRCUS KANE

(CIRCUS KANE)
EUA - 2017
Dir.: Christopher Ray


Dono de circo enlouquecido convida um grupo de pessoas para participar da abertura da sua casa de horrores, só que os coitados não sabem que o tudo está programado para mais do que sustos.
Horror bem ruinzinho, que deve ter gasto toda sua criatividade na concepção de dois palhaços que aparecem em cena, incluindo o da capa.
De resto, vá ao circo de verdade que deve ser mais divertido.

domingo, 8 de outubro de 2017

OS PARECIDOS

(LOS PARECIDOS)
México - 2015
Dir.: Isaac Ezban


Horror e fantasia que nunca poderia ser realizado nos EUA, por exemplo.
Grupo de pessoas se encontra presa em uma estação rodoviária durante um temporal de proporções bíblicas, que parece atingir todo o mundo.
Os presentes começam então a sofrer convulsões e alterações físicas - todos ficam com aquela cara de mexicano estereotipado, de barba.
Começa então uma caças às bruxas sobre o que ou quem estaria causando aquilo: drogas, o diabo, o governo, etc.
Não é nenhuma maravilha, mas é criativo e instigante - a todo momento as peças do jogo são mudadas e lá pela metade o culpado aparece, mas nem isso tira o interesse de saber como a história vai terminar.

domingo, 24 de setembro de 2017

A GRANDE GUERRA MARCIANA 1913 - 1917

(THE GREAT MARTIAN WAR 1913 - 1917)
Inglaterra / Canadá - 2013
Dir.: Mike Slee


Mocumentário muito legal baseado no clássico "Guerra dos Mundos", que rendeu a famosa invasão narrada via rádio por Orson Welles, um filme bacana na década de 50 e a bomba de Spielberg, em 2005.
Aqui a guerra é narrada como se fosse um documentário do History Channel, com imagens reais de movimentação das tropas européias na época da I Guerra, intercaladas com declarações de sobreviventes e combatentes durante a invasão alienígena.
Os econômicos efeitos especiais dão um charme extra ao filme, que se assiste com prazer, pois é muito bem montado e editado.
O fato do diretor ser documentarista certamente o ajudou a dar o tom certo a sua obra.

domingo, 17 de setembro de 2017

THE BASEMENT

(THE BASEMENT)
Hungria / EUA / Inglaterra - 2017
Dir.: Lázló Illés / Vozo Zoltán Krisztian


Chamar isso aqui de lixo, chega a ser pouco.
Tirando uma ambientação interessante, um gigantesco porão em Budapeste e máscara da assassina, que é claramente uma referência a Leatherface, nada aqui se salva.
Grupo de amigos faz um ritual qualquer pra falar com os mortos e quando a gata de uma delas desaparece eles se enfiam no tal porão pra procurar a bichana.
Aí eles começam a ser perseguidos e assassinados. Não tem nada, mas nada mesmo, que nunca tenha sido visto ou tentado em outros filmes, o problema é a completa incompetência em gerar qualquer tipo de tensão.
Os diálogos e atuações concorrem pra saber o que é pior na trama, e deve apresentar uma das cenas mais ridículas da história do cinema quando três pessoas são encurraladas pela moça do poster e que se limitam a nada fazer, sem expressar qualquer reação.
Ruim, ruim demais.
Quem trabalhou nisso, atrás e na frente das câmeras, deveria se envergonhar e omitir de seu currículo.
Ah sim, será que um dos diretores não poderia virar pro outro e alertar: "Cara, isso tá ruim demais!"?

domingo, 10 de setembro de 2017

MINUTES PAST MIDNIGHT

(MINUTES PAST MIDNIGHT)
Canadá - 2016
Dir.: Robert Boochek / Lee Cronin / Francisco Sonic Kim / Ryan Lightbourn / Marc Martínez Jordán / Kevin Mcturk / James Moran / Christian Rivers / Sid Zanforlin


Antologia muito ruim, que apresenta alguns episódios, como o primeiro e último, que chegam  ser constrangedores na sua falta de assunto.
Tem dois que ainda dão pro gasto: um assassino em série que não pode ver ninguém usando nada com bolas em suas roupas ou decoração que logo sente desejo matar o coitado. Só que ele se apaixona por uma moça apaixonada pelo tema e que tem uma casa cheia de bolas na decoração e roupas. Curioso e de estética até bem tratada visualmente.
Outro episódio é narrado por Jason Flemyng e tem voz da mítica Barbara Steele e é uma animação sobre um homem que retorna a casa amaldiçoada da família (o pai é a cara de Peter Cushing, o que reforça certa lembrança dos filmes da Hammer).
Um episódio merece menção: homem que parece ter sérios problemas com oxiúros na verdade carrega uma verme sedento por carne no ânus e sai dilacerando qualquer um que lhe passe na frente.
Pois é.
O filmete é realizado de forma bem tosca propositalmente, seja na forma das atuações, seja pelos efeitos exagerados e o sangue pra todo. Quem curte o quanto pior vai adorar de montão.

domingo, 3 de setembro de 2017

TERRA FORMARS

(TERRA FORMARS)
Japão - 2016
Dir.: Takashi Miike


O blog é fã de Miike, mas isso aqui é uma bomba sem tamanho e que chega a ser constrangedora, vindo de quem vem.
Com a Terra a beira da falência, os humanos resolvem colonizar Marte, e espalham fungos e insetos pelo planeta, de forma a alterar a atmosfera local.
Só que alguma dá errado, como era de se esperar né? e as baratas se desenvolvem física e mentalmente se tornando um perigosíssimo adversário.
Os japoneses então, ao invés de bombardear os bicharocos, resolvem injetar nos humanos DNA ou alguma substância extraída de diversos insetos e que dão aos humanos características desses insetos, como formigas, besouros, etc.
O resultado são efeitos bizarros e maquiagem vergonhosa que transforma humanos em híbridos de insetos.
É baseado em um mangá, mas é constrangedor demais pra quem acompanha a carreira do diretor.