sábado, 27 de abril de 2019

ESHTEBAK

(ESHTEBAK)
Egito / França - 2016
Dir.: Mohamed Diab


Dois anos depois da revolução que derrubou o presidente egípcio, o país volta a entrar em convulsão com conflitos entre os defensores do exército e aqueles que defendiam a Irmandade Muçulmana.
Num desses protestos, o exército prende um grupo de manifestantes em um caminhão, semelhante a um caveirão, e logo até mesmo simpatizantes do exército são presos.
O grupo é eclético: pai e filha religiosos, família com filho adolescente, dois amigos que nem parecem saber o que faziam ali, um morador de rua, um sujeito meio pancada, e por aí vai. Em dado momento até um soldado é preso no caminhão.
Entre eles se instala uma divisão óbvia, pois não todos estão do mesmo lado.
Mas o grande risco está do lado de fora: um lado vê todos ali dentro como inimigos do exército, logo sujeitos a pedradas e todo tipo de ataque.
Lembra muito o ótimo israelense "Lebanon", aonde soldados se aventuravam em um blindado pelas ruas de Beirute.
Não tem toda a violência daquele, mas é claustrofóbico, tenso, e o terror aqui vem da completa falta de empatia da massa enfurecida por pessoas presas em um caminhão, quente, sem possibilidade de fuga, e que se encontram ali apenas porque estão protestando, aparentemente, pacificamente.
O uso do laser de facho verde pelos manifestantes é repetido aqui, o que dá um toque de irrealidade aos acontecimentos. Como toda a ação é vista de dentro do caminhão, dos manifestantes só se vêem as silhuetas, o que dá um toque de sci-fi como se fosse uma viagem por um território ET, ou uma invasão alienígena.

domingo, 21 de abril de 2019

LIVING SPACE

(LIVING SPACE)
Austrália - 2018
Dir.: Steven Spiel


Casal viajando pela Alemanha topa com uma experiência nazista que cria um looping de tempo e deixa os dois a mercê de experimentos que propagam a dor e as torturas do regime de Hitler.
Também é conhecido como Nazi Undead e é ruim até dizer chega.

terça-feira, 16 de abril de 2019

NOCTEM

(NOCTEM)
Dir.: Marcos Cabotá
México - 2017


Mais um mocumentário/found footage sobre amigos que travam algum contato com o sobrenatural e pagam as consequências frente a câmeras que carregam pra todo lado.
Filme corriqueiro, que prova que o modelito iniciado lá atrás com "Cannibal Holocaust" e revigorado pelo filme da bruxa não se esgotou ainda.

domingo, 31 de março de 2019

THE GOLEM

(THE GOLEM)
Dir.: Doron Paz / Yoav Paz
Israel - 2018


Horror baseado em lendas do judaísmo, no caso, o Golem.
Em uma aldeia da Lituânia em 1673, os moradores são constantemente atacados pelos vizinhos pagãos, e invocam um golem para defendê-los, mas a coisa pode ser pior do que seus inimigos de carne e osso.
É mediano, e se assiste pela curiosidade e para passar o tempo, embora a direção da dupla mereça destaque, assim como a produção em si.

segunda-feira, 18 de março de 2019

O AXIOMA

(THE AXIOM)
Dir.: Nicholas Woods
EUA - 2018


Curioso terror sobre um grupo de amigos que viaja para uma floresta para procurar a irmã desaparecida de uma delas.
Só que o lugar guarda três portais que levam para dimensões paralelas habitadas por seres não muito simpáticos aos visitantes.
Demora um pouquinho pra engrenar, mas é bem produzidinho e tem um clima interessante. Tivesse mergulhado mais na violência e na agressividade de "Hellraiser", por exemplo, e poderia ter tido mais visibilidade.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

GA,GA - CHWALA BOHATEROM

(GA,GA - CHWALA BOHATEROM)
Dir.: Piotr Szulkin
Polônia - 1986


No futuro, prisioneiros são lançados de naves espaciais para explorarem novos mundos, pois a população comum perdeu o interesse em ser astronauta.
Um desses "exploradores" chega a um planeta habitado por gente igual a nós e que fala polonês, sendo bem recebido até descobrir que deverá cometer um ato ilegal e ser sacrificado como herói, para deleite de uma massa que carece de heróis.
Mais um filme estranho de Szulkin, que volta a tratar de temas que ele já abordara em sua versão meio filosófica para a "Guerra dos Mundos": a necessidade de mídia e sociedade de endeusarem pessoas a troco de suprirem alguma necessidade que nem a própria sociedade deve saber.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

BEYOND THE WOODS

(BEYOND THE WOODS)
Dir.: Sean Breathnach
Irlanda - 2018


Grupo de amigos viaja para uma cabana meio isolada no meio do mato e próxima de uma mina de carvão, de onde sai um fedor que seria do enxofre sendo queimado.
Só que quando os amigos percebem fatos estranhos acontecendo, dá pra se notar de onde enxofre parece vir.
Filme mediano, que se assiste só pra passar o tempo.

domingo, 20 de janeiro de 2019

EL SANATORIO

(EL SANATORIO)
Costa Rica - 2010
Dir.: Miguel Alejandro Gomez


Grupo se reúne para filmar um documentário sobre um antigo sanatório na Costa Rica, que tem fama de assombrado o que eles vão descobrir ser verdade depois de se instalarem no lugar.
Como mockumentary, segue a linha aberta por aquele da bruxa, apresentando personagens e entrevistando pessoas que tem relação com o lugar a ser investigado.
Divertida mistura de terror e comédia que tem bom ritmo, boa produção, personagens mais interessantes que muito filme vindo de países com mais tradição no metiê.
Fosse de uma produção americana ou inglesa, por exemplo, até que teria alguma chance no mercado.

domingo, 6 de janeiro de 2019

ASTRAL

(ASTRAL)
Inglaterra - 2018
Dir.: Chris Mul


Alex tenta entrar em contato com a mãe morta, fazendo projeção astral, que aprendeu vendo vídeo no youtube.
Só que ele traz alguma coisa mais sombria de outro mundo, outra dimensão, ou seja lá de onde veio a sombra esfumaçada que já frequentou outros filmes do gênero.
Além da fumacinha, ainda tem olhos negros, e aquele efeito em que surgem veias negras na pessoa. Ou seja, quanto mais clichê, menos qualidade.
Terrorzinho meia boca, protagonizado pelo péssimo Frank Dillane, o xexelento atorzinho de "Fear The Walking Dead", que parece que saiu direto do estúdio da série pro filme, pois usa o mesmo cabelo, o mesmo tipo de roupa e que não tem carisma nenhum.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

COLD GROUND

(COLD GROUND)
França - 2017
Dir.: Fabien Delage


2 jornalistas acompanham um grupo de biólogos e investigadores pela fronteira franco-suíça nos Alpes, que estão investigando misteriosos assassinatos e mutilações de gado na região.
O lugar é praticamente gelo, e há o risco de avalanches e de se perderem na região.
Lá pelas tantas acontece aquilo que sempre acontece nos found footage e mockumentaries: são atacados por algo misterioso que vai matando um a um e perseguindo os sobreviventes.
Tem todos os clichês do gênero: o cameraman é o último a morrer; a câmera está sempre filmando, com a desculpa de que está quebrada; na hora do pega pra capar, a câmera nunca está com quem vai pro saco, e por aí vai.
É assístivel, embora fique aquela sensação de "pô, isso de novo...".
Ah sim, o filme se passa em 1976, então usaram uma fotografia vintage, pra parecer feito em película.

domingo, 16 de dezembro de 2018

THE DEVIL'S CANDY

(THE DEVIL'S CANDY)
EUA - 2015
Dir.: Sean Byrne


Horror do mesmo diretor do melhor "The Loved Ones".
Não que esse seja ruim de forma alguma, mas parece faltar alguma coisa no roteiro.
Família - pai, mãe e filha adolescentes - de metaleiros se muda para uma casa que eles não sabem ter sido palco de brutais assassinatos no passado.
Logo o pai, que tenta ganhar a vida como pintor, começa a ouvir estranhos sussurros e à partir daí seu comportamento muda e suas pinturas se tornam mais sombrias.
Paralelamente a isso, o antigo morador, que matou os pais, planeja voltar para o antigo lar. Ou seja, o cara tem que lidar com dois perigos: um desse, outro do outro mundo.
Byrne volta a lidar com a relação pai e filha - a mãe é quase uma figurante. Só que aqui o pai tem que salvar a filha do mal, enquanto no outro filme ele a acobertava em sua loucura.
Byrne tem uma maneira de filmar bem original: seus ângulos parecem ser sempre os mais improváveis; sua direção de atores faz com que esses atuem de forma meio desesperada e aparentem não ter nem tomado banho antes de entrar em cena; além de uma fotografia que valoriza o clima que o filme busca.

domingo, 9 de dezembro de 2018

TUMBBAD

(TUMBBAD)
Índia - 2018
Dir.: Rahi Anil Barve / Anand Gandhi / Adesh Prasad


Interessante filme indiano sobre um sujeito ganancioso que descobre uma forma de roubar o ouro de Hastar, um dos milhões de filhos da Deusa da Prosperidade, que exatamente por sua ganância foi banido de volta pro ventre da mãe.
Hastar conseguiu roubar ouro, mas não alimento, e por isso vive em um inferno em estado de eterna fome, se alimentando de tudo e todos que chegam perto dele.
Se o cinema indiano é meio histérico, esse aqui consegue se equilibrar bem, com uma história linear, compreensível, além de ótimas fotografias e interpretações.
O fato de se passar no interior, e em um período anterior e logo após a independência indiana, favorece sua história, justamente pela ambientação em lugares decadentes e diferentes da Índia urbana que Bollywood tenta vender.

domingo, 2 de dezembro de 2018

MISUMISÔ

(MISUMISÔ)
Dir.: Eisuke Naitô
Japão - 2018


Japanesinhas dividiam o sushi, mas quando uma delas, Nozaki, se aproxima de um menino, Taeko, a outra japonesinha, instiga os colegas a realizarem bullying contra a coitada.
Numa dessas a família de Nozaki é morta e ela se volta contra os coleguinhas.
É baseado em um mangá, e também é sangrento, exagerado, meio implausível em certos momentos, mas deve agradar quem curte tal tipo de cinema.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

HAGAZUSSA

(HAGAZUSSA)
Alemanha / Áustria - 2017
Dir.: Lukas Feigelfeld



Drama e horror passados em uma aldeia alemã do século XV aonde Albrun, depois de ficar órfã ainda criança, é agora uma mãe solteira às voltas com algo sinistro que parece rondá-la.
Terror e paranóia na Europa do Século XV, segundo o IMDB.
Filme praticamente sem diálogos, que toca em temas vistos em "A Bruxa".
É sombrio e mais voltado para o público que não se assusta só com jumpscares e porn torture.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

UTOYA.22.JULI

(UTOYA.22.JULI)
Dir.: Erik Poppe
Noruega - 2018


Drama baseado no bárbaro massacre de 77 jovens, alguns adolescentes, outros, mal saídos da adolescência, que se encontravam acampados em uma ilha, em um congresso de um partido político.
O sujeito acreditava que a Noruega poderia ser um novo Brasil, caso continuasse permitindo a miscigenação racial.
Não é um filme de terror, mas o tensão e o desespero dos jovens, que por não saberem de onde vinham os tiros - os ecos dos disparos pareciam sugerir ser mais de um atirador - causam angústia, empatia e o questionamento de porquê alguém ser tão covarde a ponto de massacrar jovens inocentes, que se reuniam pacificamente e completamente indefesos.
Em termos cinematográficos, a de se destacar o filme ser um plano sequência, filmado com uma câmera, que acompanha um pequeno grupo de jovens no desespero da fuga.